Governo detalha ações de prevenção para o Super El Niño Do reforço no estoque de medicamentos à elaboração de planos para garantir o abastecimento de água, climatização das escolas e intensificação do combate à dengue. Essas são algumas das cerca de 50 medidas recomendadas pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) para que o governo e as prefeituras se preparem para os impactos do Super El Niño previsto para 2026 e 2027. As orientações foram aprovadas pelos conselheiros do tribunal na sessão de terça-feira (7) e publicadas no Diário Oficial de Contas nesta quarta-feira (8). Ao mesmo tempo, o governo do Espírito Santo anunciou uma força-tarefa para reduzir os impactos da estiagem prevista para os próximos meses, também devido ao fenômeno. 🔎 O que é o El Niño? É um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial (leia mais aqui). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O documento TCE-ES reúne orientações para reduzir os efeitos de eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas, ondas de calor, alagamentos, deslizamentos e aumento de doenças relacionadas às mudanças climáticas. O relatório foi elaborado com base em estudos de instituições nacionais e internacionais, entre elas o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, e o serviço meteorológico da Austrália. Tribunal de Contas recomenda 50 medidas para Espírito Santo enfrentar o Super El Niño Divulgação/TCE-ES LEIA TAMBÉM: VILA VELHA: Surfista desaparece após entrar no mar e onda quebrar prancha em praia de Vila Velha VÍDEO: criança de 4 anos é atropelada ao atravessar rua correndo e sofre apenas um arranhão Segundo os estudos analisados pelo tribunal, há alta probabilidade de formação de um Super El Niño a partir do segundo semestre de 2026. Embora o fenômeno não provoque desastres diretamente, ele aumenta a chance de eventos extremos. No Espírito Santo, os principais riscos são estiagem prolongada, temperaturas acima da média, escassez de água, incêndios florestais e, ao mesmo tempo, temporais isolados capazes de provocar enchentes e deslizamentos. O que o Tribunal de Contas recomenda As orientações são direcionadas ao governo do Estado, prefeituras e gestores de áreas como Saúde, Educação, Defesa Civil, Assistência Social, Meio Ambiente, Infraestrutura e Saneamento. Entre as principais recomendações estão: reforçar os estoques de medicamentos, insumos e materiais estratégicos para atendimento da população; intensificar o combate ao mosquito da dengue e fortalecer a vigilância epidemiológica; elaborar planos para garantir o abastecimento de água durante períodos de estiagem; realizar limpeza de bueiros, manutenção da drenagem urbana e desassoreamento de rios; climatizar escolas da rede pública e preparar protocolos para ensino remoto, caso seja necessário; mapear escolas e comunidades localizadas em áreas sujeitas a alagamentos e deslizamentos; identificar previamente famílias que vivem em áreas de risco para agilizar ações de assistência social; ampliar campanhas de conscientização sobre economia de água, prevenção de queimadas e combate à dengue; planejar licitações antecipadas para evitar contratações emergenciais durante crises climáticas. Tribunal de Contas recomenda 50 medidas para Espírito Santo enfrentar o Super El Niño Reprodução Segundo o tribunal, os gestores ainda têm uma 'janela de oportunidade' para colocar as medidas em prática antes do período de maior risco, previsto para a primavera e o verão de 2026/2027. O documento também orienta que estados e municípios reservem recursos nos próximos orçamentos para ações preventivas, reduzindo a necessidade de gastos emergenciais. Ao final do documento, a área técnica do TCE-ES alerta que deixar de agir agora pode transformar riscos conhecidos em emergências com alto custo para o poder público e para a população. Governo cria força-tarefa para enfrentar estiagem Um dia após a publicação das recomendações do Tribunal de Contas, o Governo do Espírito Santo anunciou um plano de enfrentamento aos impactos do Super El Niño, com foco principalmente nas regiões Norte e Noroeste, onde a previsão é de estiagem prolongada. Entre as medidas está a criação de um Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que reunirá representantes de diferentes órgãos estaduais para acompanhar a evolução do fenômeno. O grupo fará reuniões semanais e divulgará boletins meteorológicos diários e relatórios semanais sobre as condições climáticas. O plano também prevê a perfuração de 90 poços, contratação de carros-pipa, instalação de novos reservatórios, monitoramento dos níveis dos rios, atualização do Plano Estadual de Recursos Hídricos e ações para reduzir perdas no sistema de abastecimento de água. Na área ambiental, o governo anunciou reforço na fiscalização, campanhas educativas, patrulhas de conscientização e ampliação das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais. Segundo a Defesa Civil Estadual, o Espírito Santo deve enfrentar um cenário de estiagem prolongada, temperaturas elevadas e aumento do risco de incêndios em vegetação. Mimoso do Sul, no Sul do Espírito Santo, enfrentou a pior chuva da história do estado em março de 2024 Reprodução/TV Gazeta Apesar disso, o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Benício Ferrari Júnior, ressaltou que isso não elimina a possibilidade de chuvas fortes e isoladas. "Essa chuva pode acontecer localizada, cair concentrada num lugar só, num dia só. Podemos ter um local inundado, enquanto que o resto do estado está pegando fogo", afirmou. O Sul do estado é apontado como uma das regiões mais vulneráveis a enchentes e deslizamentos por causa do relevo acidentado, do histórico de assoreamento dos rios e da ocupação de áreas de risco, cenário semelhante ao observado durante a tragédia registrada em Mimoso do Sul. O coordenador da Defesa Civil ressaltou que a colaboração da população será fundamental para reduzir os impactos do fenômeno. Nos casos de estiagem e de incêndio, quando chegarem as recomendações de economia de água ou de horário de irrigação das lavouras, por exemplo, a população precisa contribuir. Isso vai ajudar muito". Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
De estoque de remédios à garantia de água: TCE recomenda 50 medidas para ES enfrentar o Super El Niño
Guia Modelo Escrito em 09/07/2026
Governo detalha ações de prevenção para o Super El Niño Do reforço no estoque de medicamentos à elaboração de planos para garantir o abastecimento de água, climatização das escolas e intensificação do combate à dengue. Essas são algumas das cerca de 50 medidas recomendadas pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) para que o governo e as prefeituras se preparem para os impactos do Super El Niño previsto para 2026 e 2027. As orientações foram aprovadas pelos conselheiros do tribunal na sessão de terça-feira (7) e publicadas no Diário Oficial de Contas nesta quarta-feira (8). Ao mesmo tempo, o governo do Espírito Santo anunciou uma força-tarefa para reduzir os impactos da estiagem prevista para os próximos meses, também devido ao fenômeno. 🔎 O que é o El Niño? É um fenômeno climático natural provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial (leia mais aqui). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O documento TCE-ES reúne orientações para reduzir os efeitos de eventos climáticos extremos, como estiagens prolongadas, ondas de calor, alagamentos, deslizamentos e aumento de doenças relacionadas às mudanças climáticas. O relatório foi elaborado com base em estudos de instituições nacionais e internacionais, entre elas o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas (ECMWF), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, e o serviço meteorológico da Austrália. Tribunal de Contas recomenda 50 medidas para Espírito Santo enfrentar o Super El Niño Divulgação/TCE-ES LEIA TAMBÉM: VILA VELHA: Surfista desaparece após entrar no mar e onda quebrar prancha em praia de Vila Velha VÍDEO: criança de 4 anos é atropelada ao atravessar rua correndo e sofre apenas um arranhão Segundo os estudos analisados pelo tribunal, há alta probabilidade de formação de um Super El Niño a partir do segundo semestre de 2026. Embora o fenômeno não provoque desastres diretamente, ele aumenta a chance de eventos extremos. No Espírito Santo, os principais riscos são estiagem prolongada, temperaturas acima da média, escassez de água, incêndios florestais e, ao mesmo tempo, temporais isolados capazes de provocar enchentes e deslizamentos. O que o Tribunal de Contas recomenda As orientações são direcionadas ao governo do Estado, prefeituras e gestores de áreas como Saúde, Educação, Defesa Civil, Assistência Social, Meio Ambiente, Infraestrutura e Saneamento. Entre as principais recomendações estão: reforçar os estoques de medicamentos, insumos e materiais estratégicos para atendimento da população; intensificar o combate ao mosquito da dengue e fortalecer a vigilância epidemiológica; elaborar planos para garantir o abastecimento de água durante períodos de estiagem; realizar limpeza de bueiros, manutenção da drenagem urbana e desassoreamento de rios; climatizar escolas da rede pública e preparar protocolos para ensino remoto, caso seja necessário; mapear escolas e comunidades localizadas em áreas sujeitas a alagamentos e deslizamentos; identificar previamente famílias que vivem em áreas de risco para agilizar ações de assistência social; ampliar campanhas de conscientização sobre economia de água, prevenção de queimadas e combate à dengue; planejar licitações antecipadas para evitar contratações emergenciais durante crises climáticas. Tribunal de Contas recomenda 50 medidas para Espírito Santo enfrentar o Super El Niño Reprodução Segundo o tribunal, os gestores ainda têm uma 'janela de oportunidade' para colocar as medidas em prática antes do período de maior risco, previsto para a primavera e o verão de 2026/2027. O documento também orienta que estados e municípios reservem recursos nos próximos orçamentos para ações preventivas, reduzindo a necessidade de gastos emergenciais. Ao final do documento, a área técnica do TCE-ES alerta que deixar de agir agora pode transformar riscos conhecidos em emergências com alto custo para o poder público e para a população. Governo cria força-tarefa para enfrentar estiagem Um dia após a publicação das recomendações do Tribunal de Contas, o Governo do Espírito Santo anunciou um plano de enfrentamento aos impactos do Super El Niño, com foco principalmente nas regiões Norte e Noroeste, onde a previsão é de estiagem prolongada. Entre as medidas está a criação de um Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que reunirá representantes de diferentes órgãos estaduais para acompanhar a evolução do fenômeno. O grupo fará reuniões semanais e divulgará boletins meteorológicos diários e relatórios semanais sobre as condições climáticas. O plano também prevê a perfuração de 90 poços, contratação de carros-pipa, instalação de novos reservatórios, monitoramento dos níveis dos rios, atualização do Plano Estadual de Recursos Hídricos e ações para reduzir perdas no sistema de abastecimento de água. Na área ambiental, o governo anunciou reforço na fiscalização, campanhas educativas, patrulhas de conscientização e ampliação das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais. Segundo a Defesa Civil Estadual, o Espírito Santo deve enfrentar um cenário de estiagem prolongada, temperaturas elevadas e aumento do risco de incêndios em vegetação. Mimoso do Sul, no Sul do Espírito Santo, enfrentou a pior chuva da história do estado em março de 2024 Reprodução/TV Gazeta Apesar disso, o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Benício Ferrari Júnior, ressaltou que isso não elimina a possibilidade de chuvas fortes e isoladas. "Essa chuva pode acontecer localizada, cair concentrada num lugar só, num dia só. Podemos ter um local inundado, enquanto que o resto do estado está pegando fogo", afirmou. O Sul do estado é apontado como uma das regiões mais vulneráveis a enchentes e deslizamentos por causa do relevo acidentado, do histórico de assoreamento dos rios e da ocupação de áreas de risco, cenário semelhante ao observado durante a tragédia registrada em Mimoso do Sul. O coordenador da Defesa Civil ressaltou que a colaboração da população será fundamental para reduzir os impactos do fenômeno. Nos casos de estiagem e de incêndio, quando chegarem as recomendações de economia de água ou de horário de irrigação das lavouras, por exemplo, a população precisa contribuir. Isso vai ajudar muito". Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo