Risco de uma guerra no Irã aumenta e EUA, China e países europeus pedem que cidadãos deixem o Oriente Médio Cresce o temor de uma guerra no Oriente Médio. Depois de semanas de ameaças, o presidente americano Donald Trump afirmou que não está feliz com as negociações com o Irã. Estados Unidos, China e países europeus pediram que cidadãos deixem a região imediatamente. "Aqueles que queiram sair, devem fazer isso hoje." Essa foi a mensagem do embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, para os funcionários da missão diplomática. Ele disse, nesta sexta-feira (27), que não há razão para pânico, mas o recado levantou a dúvida. Os Estados Unidos já decidiram atacar o Irã e estariam se preparando para uma eventual resposta do regime iraniano em território israelense? Esse tipo de retaliação já aconteceu em 2025, depois que os americanos bombardearam usinas nucleares do Irã. Israel é um aliado histórico dos Estados Unidos e rival do Irã. Questionado se vai atacar, o presidente Donald Trump disse nesta sexta que ainda não tomou uma decisão. Mas que não está feliz com os iranianos nas negociações de um acordo sobre o programa nuclear. Trump ameaçou: "Eu não quero usar força militar, mas, às vezes, você precisa. Eu quero um acordo agora." Donald Trump diz que quer um acordo com o Irã para evitar um conflito Reprodução/TV Globo O porta-aviões mais poderoso do mundo – o americano Gerald Ford – chegou nesta sexta a Israel como parte da maior mobilização militar no Oriente Médio desde a Guerra do Iraque. No campo diplomático, o governo americano segue com o diálogo. O vice-presidente JD Vance se reuniu hoje com o ministro das relações exteriores de Omã, que está mediando as negociações. O chanceler afirmou: "A paz está ao alcance". Mas horas depois, Trump disse que o Irã não está disposto a ir longe o suficiente e o governo afirmou que americanos no Irã devem deixar o país imediatamente. Países em alerta A exemplo dos Estados Unidos, outros países já começaram a se preparar para uma eventual guerra. China e Itália pediram que seus cidadãos deixem imediatamente o Irã. A Turquia cancelou, hoje, voos para a capital iraniana. França e Alemanha emitiram alertas para evitar viagens a Israel. E o Reino Unido esvaziou as embaixadas em Tel Aviv e Teerã. O principal cálculo que o mundo faz agora é: qual seria a reação do Irã a um ataque americano? Os mísseis são a principal arma do regime iraniano. Os de curto alcance são capazes de atingir aliados dos Estados Unidos no Golfo e várias bases americanas na região. Já os de médio alcance voam até dois mil quilômetros de distância e podem atingir Israel, Egito e países europeus. Não é à toa que os Estados Unidos e Israel querem limitar o arsenal desses mísseis. O Irã também poderia revidar com ataques a partir de outros países, já que financia grupos como o Hezbollah no Líbano e os Houthis no Iêmen. Outra cartada tem impacto na economia global: o Estreito de Ormuz. Por essa estreita faixa passam 20% do petróleo e do gás natural do mundo. Se os iranianos fecharem essa passagem, podem impactar o preço dos combustíveis em todo planeta. Entre as ameaças dos dois lados, a questão que fica é: quem vai ceder? LEIA MAIS Trump diz que EUA estudam 'tomada de controle amigável' de Cuba Trump diz que ainda não tomou decisão sobre o Irã e que ação militar 'às vezes é necessária'
EUA e Irã elevam tom de ameaças, e potências mundiais pedem que cidadãos deixem o Oriente Médio
Guia Modelo Escrito em 28/02/2026
Risco de uma guerra no Irã aumenta e EUA, China e países europeus pedem que cidadãos deixem o Oriente Médio Cresce o temor de uma guerra no Oriente Médio. Depois de semanas de ameaças, o presidente americano Donald Trump afirmou que não está feliz com as negociações com o Irã. Estados Unidos, China e países europeus pediram que cidadãos deixem a região imediatamente. "Aqueles que queiram sair, devem fazer isso hoje." Essa foi a mensagem do embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, para os funcionários da missão diplomática. Ele disse, nesta sexta-feira (27), que não há razão para pânico, mas o recado levantou a dúvida. Os Estados Unidos já decidiram atacar o Irã e estariam se preparando para uma eventual resposta do regime iraniano em território israelense? Esse tipo de retaliação já aconteceu em 2025, depois que os americanos bombardearam usinas nucleares do Irã. Israel é um aliado histórico dos Estados Unidos e rival do Irã. Questionado se vai atacar, o presidente Donald Trump disse nesta sexta que ainda não tomou uma decisão. Mas que não está feliz com os iranianos nas negociações de um acordo sobre o programa nuclear. Trump ameaçou: "Eu não quero usar força militar, mas, às vezes, você precisa. Eu quero um acordo agora." Donald Trump diz que quer um acordo com o Irã para evitar um conflito Reprodução/TV Globo O porta-aviões mais poderoso do mundo – o americano Gerald Ford – chegou nesta sexta a Israel como parte da maior mobilização militar no Oriente Médio desde a Guerra do Iraque. No campo diplomático, o governo americano segue com o diálogo. O vice-presidente JD Vance se reuniu hoje com o ministro das relações exteriores de Omã, que está mediando as negociações. O chanceler afirmou: "A paz está ao alcance". Mas horas depois, Trump disse que o Irã não está disposto a ir longe o suficiente e o governo afirmou que americanos no Irã devem deixar o país imediatamente. Países em alerta A exemplo dos Estados Unidos, outros países já começaram a se preparar para uma eventual guerra. China e Itália pediram que seus cidadãos deixem imediatamente o Irã. A Turquia cancelou, hoje, voos para a capital iraniana. França e Alemanha emitiram alertas para evitar viagens a Israel. E o Reino Unido esvaziou as embaixadas em Tel Aviv e Teerã. O principal cálculo que o mundo faz agora é: qual seria a reação do Irã a um ataque americano? Os mísseis são a principal arma do regime iraniano. Os de curto alcance são capazes de atingir aliados dos Estados Unidos no Golfo e várias bases americanas na região. Já os de médio alcance voam até dois mil quilômetros de distância e podem atingir Israel, Egito e países europeus. Não é à toa que os Estados Unidos e Israel querem limitar o arsenal desses mísseis. O Irã também poderia revidar com ataques a partir de outros países, já que financia grupos como o Hezbollah no Líbano e os Houthis no Iêmen. Outra cartada tem impacto na economia global: o Estreito de Ormuz. Por essa estreita faixa passam 20% do petróleo e do gás natural do mundo. Se os iranianos fecharem essa passagem, podem impactar o preço dos combustíveis em todo planeta. Entre as ameaças dos dois lados, a questão que fica é: quem vai ceder? LEIA MAIS Trump diz que EUA estudam 'tomada de controle amigável' de Cuba Trump diz que ainda não tomou decisão sobre o Irã e que ação militar 'às vezes é necessária'