Jovem relata que perdeu bebê após passar por maternidade e ser liberada A jovem Natieli Oliveira, grávida de oito meses, perdeu a filha após procurar atendimento na Maternidade Célia Câmara e ser liberada sem a realização de exames de imagem. Ao g1, ela relatou que buscou a unidade de saúde após notar a ausência de movimentos da bebê Cecília, cuja morte foi confirmada nesta terça-feira (1º), quatro dias depois do atendimento. Um vídeo mostra a bebê ainda com batimentos (assista acima). Natieli relatou que a primeira ida à maternidade ocorreu na quinta-feira (27). Em nota, a maternidade disse que todos os atendimentos foram realizados dentro dos protocolos assistenciais, mas que serão revisados pela direção da unidade e sendo necessário, corrigirá fluxos do atendimento e adotará as medidas cabíveis (leia nota completa abaixo). "Eles confirmaram o óbito da bebê, disseram que o coração já tinha parado há três dias. Então, era algo que, se o médico tivesse pedido um ultrassom, teria visto alguma anormalidade que poderia ter sido evitada”, disse. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Na ocasião, Natieli informou à equipe que a bebê não se movimentava desde o dia anterior. Segundo a jovem, o médico responsável apenas utilizou um sonar portátil para escutar os batimentos cardíacos, afirmou que o quadro estava dentro da normalidade e não prescreveu medicações nem solicitou ultrassonografia. Jovem relata que perdeu bebê aos oito meses de gestação após passar por maternidade e ser liberada; casal Elias Borges e Natieli Oliveira no chá de bebê Arquivo pessoal/Natiele Oliveira LEIA TAMBÉM: Bebê com vários ossos quebrados é levada a hospital; pai é preso suspeito de maus-tratos PRISÃO: Homem suspeito de atirar em grávida que perdeu o bebê em Itumbiara é preso Bebê de 6 meses com doença rara vive em UTI desde que nasceu e aguarda por home care Dificuldades no início da gestação Natieli relatou que essa não foi a primeira vez que enfrentou problemas na Maternidade Célia Câmara. No início da gravidez, após ter um descolamento de placenta, a jovem afirmou que sofreu com a falta de orientação e assistência na unidade. A jovem disse que, após a confirmação da morte da filha, a equipe médica informou inicialmente que ela poderia escolher a via de parto. No entanto, segundo a jovem, a cesárea foi negada sob a justificativa de que o centro cirúrgico da maternidade estava lotado, obrigando-a a passar pelo parto normal da bebê sem vida. "O médico me chamou e disse que eu poderia escolher entre cesárea e o parto normal. [Depois] não me deixaram escolher cesárea, disseram que o centro cirúrgico estava cheio. Então, eu fui obrigada a ter um parto normal. Foi muito triste mesmo, foi muito dolorido para uma mãe ter que parir o seu bebê morto. Sentir tudo o que uma mãe sente e agora passar por tudo no pós-parto sem o seu filho." Nota A paciente Natieli Oliveira da Silva, foi acolhida na unidade na madrugada dessa terça-feira, 01/09, às 2h16 e atendida pelo médico às 02h40 e todos os atendimentos foram realizados dentro dos protocolos assistenciais e avaliação clínica apresentada a cada momento. No primeiro atendimento, dia 27/08, quinta-feira, a paciente estava com 32 semanas e um dia de gestação, com pressão arterial de 130/80 mmHg, ausência de sangramento e de contrações, colo uterino fechado e batimentos cardíacos fetais de 148 bpm, com aceleração transitória e movimentação fetal presente. Na madrugada do dia 01/09 a paciente retornou à unidade com cólicas esporádicas e pequena perda hemática. Foram realizados exame obstétrico, múltiplas avaliações com sonar Doppler e cardiotocografia, quando não foram identificados batimentos cardíacos fetais. Diante da suspeita de óbito feral foi solicitada uma ultrassonografia obstétrica com Doppler, constatando de fato a ocorrência do óbito fetal. Durante todo período de atendimento a paciente recebeu atenção integral da equipe e analgesia. Diante da constatação do óbito fetal foram adotadas medidas para indução do parto, ressaltando que todas as ações foram tempestivas e adequadas. Todos os protocolos de atendimento estão sendo revisados pela direção da unidade e sendo necessário, corrigirá fluxos do atendimento e adotando as medidas cabíveis, buscando sempre a humanização e compromisso de assistência integral à saúde. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Jovem relata que perdeu bebê aos oito meses de gestação após passar por maternidade e ser liberada
Guia Modelo Escrito em 02/09/2026
Jovem relata que perdeu bebê após passar por maternidade e ser liberada A jovem Natieli Oliveira, grávida de oito meses, perdeu a filha após procurar atendimento na Maternidade Célia Câmara e ser liberada sem a realização de exames de imagem. Ao g1, ela relatou que buscou a unidade de saúde após notar a ausência de movimentos da bebê Cecília, cuja morte foi confirmada nesta terça-feira (1º), quatro dias depois do atendimento. Um vídeo mostra a bebê ainda com batimentos (assista acima). Natieli relatou que a primeira ida à maternidade ocorreu na quinta-feira (27). Em nota, a maternidade disse que todos os atendimentos foram realizados dentro dos protocolos assistenciais, mas que serão revisados pela direção da unidade e sendo necessário, corrigirá fluxos do atendimento e adotará as medidas cabíveis (leia nota completa abaixo). "Eles confirmaram o óbito da bebê, disseram que o coração já tinha parado há três dias. Então, era algo que, se o médico tivesse pedido um ultrassom, teria visto alguma anormalidade que poderia ter sido evitada”, disse. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Na ocasião, Natieli informou à equipe que a bebê não se movimentava desde o dia anterior. Segundo a jovem, o médico responsável apenas utilizou um sonar portátil para escutar os batimentos cardíacos, afirmou que o quadro estava dentro da normalidade e não prescreveu medicações nem solicitou ultrassonografia. Jovem relata que perdeu bebê aos oito meses de gestação após passar por maternidade e ser liberada; casal Elias Borges e Natieli Oliveira no chá de bebê Arquivo pessoal/Natiele Oliveira LEIA TAMBÉM: Bebê com vários ossos quebrados é levada a hospital; pai é preso suspeito de maus-tratos PRISÃO: Homem suspeito de atirar em grávida que perdeu o bebê em Itumbiara é preso Bebê de 6 meses com doença rara vive em UTI desde que nasceu e aguarda por home care Dificuldades no início da gestação Natieli relatou que essa não foi a primeira vez que enfrentou problemas na Maternidade Célia Câmara. No início da gravidez, após ter um descolamento de placenta, a jovem afirmou que sofreu com a falta de orientação e assistência na unidade. A jovem disse que, após a confirmação da morte da filha, a equipe médica informou inicialmente que ela poderia escolher a via de parto. No entanto, segundo a jovem, a cesárea foi negada sob a justificativa de que o centro cirúrgico da maternidade estava lotado, obrigando-a a passar pelo parto normal da bebê sem vida. "O médico me chamou e disse que eu poderia escolher entre cesárea e o parto normal. [Depois] não me deixaram escolher cesárea, disseram que o centro cirúrgico estava cheio. Então, eu fui obrigada a ter um parto normal. Foi muito triste mesmo, foi muito dolorido para uma mãe ter que parir o seu bebê morto. Sentir tudo o que uma mãe sente e agora passar por tudo no pós-parto sem o seu filho." Nota A paciente Natieli Oliveira da Silva, foi acolhida na unidade na madrugada dessa terça-feira, 01/09, às 2h16 e atendida pelo médico às 02h40 e todos os atendimentos foram realizados dentro dos protocolos assistenciais e avaliação clínica apresentada a cada momento. No primeiro atendimento, dia 27/08, quinta-feira, a paciente estava com 32 semanas e um dia de gestação, com pressão arterial de 130/80 mmHg, ausência de sangramento e de contrações, colo uterino fechado e batimentos cardíacos fetais de 148 bpm, com aceleração transitória e movimentação fetal presente. Na madrugada do dia 01/09 a paciente retornou à unidade com cólicas esporádicas e pequena perda hemática. Foram realizados exame obstétrico, múltiplas avaliações com sonar Doppler e cardiotocografia, quando não foram identificados batimentos cardíacos fetais. Diante da suspeita de óbito feral foi solicitada uma ultrassonografia obstétrica com Doppler, constatando de fato a ocorrência do óbito fetal. Durante todo período de atendimento a paciente recebeu atenção integral da equipe e analgesia. Diante da constatação do óbito fetal foram adotadas medidas para indução do parto, ressaltando que todas as ações foram tempestivas e adequadas. Todos os protocolos de atendimento estão sendo revisados pela direção da unidade e sendo necessário, corrigirá fluxos do atendimento e adotando as medidas cabíveis, buscando sempre a humanização e compromisso de assistência integral à saúde. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás