Justiça converte em preventiva prisão de médico e estudante de Gurupi A Polícia Civil investiga um médico e um estudante de medicina suspeitos de atirar contra a casa e a clínica de uma professora universitária em Gurupi, na região sul do Tocantins. O médico José Aristides Campelo Cabral e o irmão dele, o estudante de medicina Pedro Campelo Cabral, estão presos preventivamente. Segundo a polícia, mais de 20 disparos foram efetuados contra os imóveis. Ninguém ficou ferido. (Entenda o caso abaixo). O g1 tenta contato com a defesa dos investigados. LEIA MAIS Prisão de médico e estudante suspeitos de atirar contra casa de professora é convertida em preventiva Médico e estudante de medicina são investigados por atirar contra casa de professora no TO Prisão de médico e estudante suspeitos de atirar contra casa de professora é convertida em preventiva Estudante de medicina e médico são investigados por atirar contra casa de professora em Gurupi Reprodução/TV Anhanguera O que aconteceu? Na madrugada de quarta-feira, dia 14, por volta de 1h50, a residência e a clínica anexa de uma médica e professora do curso de medicina da Universidade de Gurupi (UnirG) foram alvo de um ataque a tiros no Setor Jardim Parque Primavera, em Gurupi (TO). Mais de 20 disparos atingiram o portão, muros, portas de vidro, a estrutura da clínica e veículos na garagem. Alguém ficou ferido? Não. A professora e seus filhos estavam dentro do imóvel durante o atentado, mas ninguém foi atingido pelos projéteis. Quem são os suspeitos do crime? Os suspeitos são dois irmãos: José Aristides Campelo Cabral, 35 anos, médico. Pedro Campelo Cabral, 37 anos, estudante do curso de medicina na UnirG. Pedro Campelo Cabral e José Aristides Campelo Cabral Reprodução/TV Anhanguera Qual é a principal linha de investigação para a motivação? A Polícia Civil, por meio da 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi, investiga se o crime foi motivado por vingança acadêmica. Segundo apuração da TV Anhanguera, o estudante Pedro Campelo Cabral teria sido reprovado em disciplinas ministradas pela professora e corria o risco de ser reprovado novamente no semestre em andamento. Como a polícia chegou até os suspeitos? Câmeras de segurança registraram a movimentação de veículos na rua no momento do crime, incluindo um carro e uma caminhonete branca. A Polícia Militar localizou um dos automóveis investigados estacionado nas imediações de uma casa noturna em Gurupi. No local, os policiais encontraram os dois irmãos consumindo bebidas alcoólicas. Durante a abordagem, houve resistência, sendo necessário o uso de força moderada. Em vistoria no veículo, os agentes apreenderam uma pistola calibre 9 mm. Qual a versão apresentada pelos investigados? Durante o depoimento na Central de Flagrantes, os irmãos admitiram ter ido até o endereço da professora naquela madrugada, mas alegaram que a intenção era apenas "convidar os filhos dela para andar de bicicleta". A versão foi rebatida pelos moradores do imóvel e contestada pelos elementos colhidos pela perícia. Qual é a situação jurídica dos suspeitos? A prisão em flagrante dos dois irmãos foi convertida em prisão preventiva pela Justiça do Tocantins. Como se posicionaram a universidade e o Conselho de Medicina? UnirG (Universidade de Gurupi): Emitiu nota de repúdio à violência e instaurou procedimentos administrativos para apurar o envolvimento do estudante. CRM-TO (Conselho Regional de Medicina do Tocantins): Informou que acompanha o caso envolvendo o médico registrado e que adotará as providências éticas e disciplinares cabíveis. Íntegra da nota do CRM O Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) manifesta preocupação diante dos fatos ocorridos em Gurupi, envolvendo uma médica e seus familiares, especialmente diante das informações sobre o possível envolvimento de um médico e de um estudante de Medicina na prática do suposto crime. O Conselho acompanha a situação com atenção e adotará as medidas cabíveis no âmbito de suas atribuições legais e éticas, inclusive junto aos órgãos competentes, para que os fatos sejam devidamente apurados. O CRM-TO reafirma seu compromisso com a ética médica, a responsabilidade profissional e o respeito à sociedade, destacando que situações dessa natureza exigem apuração rigorosa e providências adequadas. Conselho Regional de Medicina do Tocantins Íntegra da nota da Unirg Diante dos fatos ocorridos na madrugada desta quarta-feira (14/10), a Fundação UnirG e a Universidade de Gurupi – UnirG manifestam seu veemente repúdio a qualquer forma de violência, ameaça ou intimidação contra docentes, servidores e demais membros de sua comunidade acadêmica. A Presidência da Fundação UnirG e a Reitoria expressam sua solidariedade à professora atingida, do Curso de Medicina e a seus familiares, a quem a Instituição presta todo o apoio necessário. A violência é absolutamente incompatível com os valores que orientam a vida universitária, e nenhuma forma de intimidação será tolerada. Diante da gravidade dos fatos, a UnirG adotou de imediato as medidas administrativas cabíveis para sua apuração, com observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, e colabora com as autoridades responsáveis pela investigação. Por meio dos setores competentes, a Instituição também promove medidas de acolhimento e suporte à docente. A UnirG mantém sistema de monitoramento eficiente e vigilantes experientes em todos os seus prédios, atentos a qualquer situação suspeita, de modo a garantir a proteção de estudantes, professores e servidores em suas atividades diárias. A Instituição reafirma seu compromisso com a segurança, a ética e o respeito em toda a comunidade universitária. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
O que se sabe sobre a prisão de médico e estudante suspeitos de atirar contra casa e clínica de professora no TO
Guia Modelo Escrito em 17/10/2026
Justiça converte em preventiva prisão de médico e estudante de Gurupi A Polícia Civil investiga um médico e um estudante de medicina suspeitos de atirar contra a casa e a clínica de uma professora universitária em Gurupi, na região sul do Tocantins. O médico José Aristides Campelo Cabral e o irmão dele, o estudante de medicina Pedro Campelo Cabral, estão presos preventivamente. Segundo a polícia, mais de 20 disparos foram efetuados contra os imóveis. Ninguém ficou ferido. (Entenda o caso abaixo). O g1 tenta contato com a defesa dos investigados. LEIA MAIS Prisão de médico e estudante suspeitos de atirar contra casa de professora é convertida em preventiva Médico e estudante de medicina são investigados por atirar contra casa de professora no TO Prisão de médico e estudante suspeitos de atirar contra casa de professora é convertida em preventiva Estudante de medicina e médico são investigados por atirar contra casa de professora em Gurupi Reprodução/TV Anhanguera O que aconteceu? Na madrugada de quarta-feira, dia 14, por volta de 1h50, a residência e a clínica anexa de uma médica e professora do curso de medicina da Universidade de Gurupi (UnirG) foram alvo de um ataque a tiros no Setor Jardim Parque Primavera, em Gurupi (TO). Mais de 20 disparos atingiram o portão, muros, portas de vidro, a estrutura da clínica e veículos na garagem. Alguém ficou ferido? Não. A professora e seus filhos estavam dentro do imóvel durante o atentado, mas ninguém foi atingido pelos projéteis. Quem são os suspeitos do crime? Os suspeitos são dois irmãos: José Aristides Campelo Cabral, 35 anos, médico. Pedro Campelo Cabral, 37 anos, estudante do curso de medicina na UnirG. Pedro Campelo Cabral e José Aristides Campelo Cabral Reprodução/TV Anhanguera Qual é a principal linha de investigação para a motivação? A Polícia Civil, por meio da 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi, investiga se o crime foi motivado por vingança acadêmica. Segundo apuração da TV Anhanguera, o estudante Pedro Campelo Cabral teria sido reprovado em disciplinas ministradas pela professora e corria o risco de ser reprovado novamente no semestre em andamento. Como a polícia chegou até os suspeitos? Câmeras de segurança registraram a movimentação de veículos na rua no momento do crime, incluindo um carro e uma caminhonete branca. A Polícia Militar localizou um dos automóveis investigados estacionado nas imediações de uma casa noturna em Gurupi. No local, os policiais encontraram os dois irmãos consumindo bebidas alcoólicas. Durante a abordagem, houve resistência, sendo necessário o uso de força moderada. Em vistoria no veículo, os agentes apreenderam uma pistola calibre 9 mm. Qual a versão apresentada pelos investigados? Durante o depoimento na Central de Flagrantes, os irmãos admitiram ter ido até o endereço da professora naquela madrugada, mas alegaram que a intenção era apenas "convidar os filhos dela para andar de bicicleta". A versão foi rebatida pelos moradores do imóvel e contestada pelos elementos colhidos pela perícia. Qual é a situação jurídica dos suspeitos? A prisão em flagrante dos dois irmãos foi convertida em prisão preventiva pela Justiça do Tocantins. Como se posicionaram a universidade e o Conselho de Medicina? UnirG (Universidade de Gurupi): Emitiu nota de repúdio à violência e instaurou procedimentos administrativos para apurar o envolvimento do estudante. CRM-TO (Conselho Regional de Medicina do Tocantins): Informou que acompanha o caso envolvendo o médico registrado e que adotará as providências éticas e disciplinares cabíveis. Íntegra da nota do CRM O Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO) manifesta preocupação diante dos fatos ocorridos em Gurupi, envolvendo uma médica e seus familiares, especialmente diante das informações sobre o possível envolvimento de um médico e de um estudante de Medicina na prática do suposto crime. O Conselho acompanha a situação com atenção e adotará as medidas cabíveis no âmbito de suas atribuições legais e éticas, inclusive junto aos órgãos competentes, para que os fatos sejam devidamente apurados. O CRM-TO reafirma seu compromisso com a ética médica, a responsabilidade profissional e o respeito à sociedade, destacando que situações dessa natureza exigem apuração rigorosa e providências adequadas. Conselho Regional de Medicina do Tocantins Íntegra da nota da Unirg Diante dos fatos ocorridos na madrugada desta quarta-feira (14/10), a Fundação UnirG e a Universidade de Gurupi – UnirG manifestam seu veemente repúdio a qualquer forma de violência, ameaça ou intimidação contra docentes, servidores e demais membros de sua comunidade acadêmica. A Presidência da Fundação UnirG e a Reitoria expressam sua solidariedade à professora atingida, do Curso de Medicina e a seus familiares, a quem a Instituição presta todo o apoio necessário. A violência é absolutamente incompatível com os valores que orientam a vida universitária, e nenhuma forma de intimidação será tolerada. Diante da gravidade dos fatos, a UnirG adotou de imediato as medidas administrativas cabíveis para sua apuração, com observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, e colabora com as autoridades responsáveis pela investigação. Por meio dos setores competentes, a Instituição também promove medidas de acolhimento e suporte à docente. A UnirG mantém sistema de monitoramento eficiente e vigilantes experientes em todos os seus prédios, atentos a qualquer situação suspeita, de modo a garantir a proteção de estudantes, professores e servidores em suas atividades diárias. A Instituição reafirma seu compromisso com a segurança, a ética e o respeito em toda a comunidade universitária. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.