Irmãs transformam luto em parceria após perderem os maridos É comum que irmãos compartilhem algumas semelhanças, seja na aparência, no jeito de falar ou até na personalidade. Mas, para duas irmãs de Itapetininga, no interior de São Paulo, a sintonia vai além e ganhou um toque de humor, carinho e até uma “placa de identificação”. Vera e Sônia Ferrandes, de 74 e 73 anos, moram lado a lado em um condomínio da cidade. A proximidade e o incentivo do genro de uma delas fizeram nascer uma brincadeira entre as duas: a ideia de que elas vivem em um “asilo”. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A piada ficou tão conhecida entre a família que ganhou até uma placa, com a frase: “Duas velhas, viúvas e com dois carros vermelhos”. Vera e Sonia Ferrandes moram lado a lado em um condomínio de Itapetininga (SP) e criaram uma placa para as residências Arquivo pessoal Neste 5 de setembro, quando é celebrado o Dia do Irmão, o g1 conversou com as duas, que relatam como encontraram, uma na outra, um jeito de lidar com o luto após a perda dos maridos. As irmãs nasceram na capital paulista, mas Vera foi morar no interior de SP antes de Sônia, passando por cidades como Bauru e Agudos até se estabelecer em Itapetininga, onde vive há 26 anos. Ela conseguiu trazer um dos filhos para morar na cidade. Já as outras duas filhas moram em São Paulo e em Barueri. LEIA TAMBÉM Diagnosticada com câncer de mama na gravidez, mulher escreve livro para a filha: 'Queria contar com minhas palavras' 'Quem é quem?': gêmeos idênticos transformam aparência física em diferencial ao criarem anúncios na própria empresa Mulher com condição rara que teve bebê gestado pela tia de 63 anos fala sobre relação familiar pós-parto: 'Estaremos sempre juntas' Irmãs Sônia e Vera Ferrandes, de Itapetininga (SP), são vizinhas e têm o mesmo corte de cabelo Arquivo pessoal 🤍 Luto pelos maridos Vera ficou viúva há 17 anos. Seu esposo, Clodoaldo Machado de Mayo, morreu dias antes de completar 60 anos, em 11 de agosto, após sofrer um infarto fulminante. “Ele foi dormir e não acordou mais. Então, depois disso, fiquei aqui mesmo (em Itapetininga). Acabei ficando sozinha, não tinha nada em São Paulo, tinha as irmãs, parentes, mas eu preferi ficar para cá, mas foi um impacto”, disse. Clodoaldo Machado de Mayo morreu dias antes de completar 60 anos, em 11 de agosto Arquivo pessoal Já Sônia perdeu o marido, Antônio Ademir Merighi, em maio de 2024. Ele ficou internado por 60 dias após sofrer complicações de uma doença genética de pele, que o deixou com feridas e bolhas por todo o corpo. Ele também desenvolveu problemas no pulmão e no coração e não resistiu. “Ele era um homem forte, muito religioso, sempre rezando e pedindo com muita fé em nós. Sempre dando uma força para os filhos, enfim, em tudo. Mas a saudade é grande”, afirmou Sônia. Antônio Ademir Merighi morreu em maio de 2024 Arquivo pessoal Foi durante o período de luto da irmã que Vera decidiu que era hora de trazê-la para mais perto. “Quando minha irmã ficou viúva, já faz dois anos, falei para ela: ‘Você tem que viver, já foi o seu tempo aí em São Paulo’ ,e consegui trazer ela para cá. Desocupou uma casa do ladinho da minha, parede com parede”, contou. Sônia se mudou para Itapetininga em 2024 e, desde então, passou a dividir com a irmã uma rotina bem mais movimentada. Juntas, Vera e Sônia frequentam bares, bailes e pesqueiros, além de aproveitarem os momentos de lazer para fazer diferentes passeios pela cidade. A companhia uma da outra se tornou essencial, embora Vera reconheça que as duas têm estilos diferentes quando o assunto é diversão. “Mudou tudo. Agora tem com quem sair, tem com quem dar risada, tem com quem discutir de vez em quando. É esse tipo de coisa. E vivendo a vida, né? Porque na nossa idade, ela aposentada, eu pensionista, quer fazer o quê? Vamos viver, né? Vamos sair para beber. Ela não gostou muito no começo não, mas já entrou na minha (…) eu trago ela para todo lugar que eu vou. A bate-papo, toma um chopp, a gente vai muito em um pesqueiro”, contou Vera. Para Vera, a nova rotina tem como principal objetivo aproveitar a vida, experimentar coisas novas e não deixar os momentos de lazer para depois. “A gente curte a música, a gente dança, espairece, né? Já fiz amizade com um monte de gente nos lugares, com proprietário, gerente, meninada que trabalha de garçom. Então, para mim, isso é muito prazeroso e eu acho que para ela também tem que ser. Porque nós estamos numa fase que, daqui para frente, ou você vive, ou você fica para trás”, enfatizou. Irmãs Sônia e Vera Ferrandes moram lado a lado em Itapetininga (SP) Arquivo pessoal Além da diversão, Sônia considera que ter a irmã e a família por perto foi fundamental para atravessar os primeiros momentos do luto. “A Vera é muito extrovertida, sabe? Eu já sou mais pacata. Não que eu fique vivendo emburrada, mas o falecimento deixa a gente meio triste, a gente não deixa de pensar, mas com ela ali, a gente curte bastante”, compartilhou Sônia. Além da mudança de endereço, Sônia também foi incentivada pela irmã a renovar o visual. Antes, mantinha os cabelos compridos e os tingia de preto a cada 15 dias. Agora, as duas adotaram o mesmo corte e a mesma cor, deixando os fios brancos à mostra. “Todo mundo gostou. Me falaram que eu fiquei mais nova, mas o grisalho não engana muito. A Vera me incentivou, aí eu falei: ‘Vamos, então’”, lembrou. " Ela [Sônia] estava com o cabelo, falei, 'você vai mudar esse cabelo'.Eela cortou o cabelo, assumiu o branco. Estamos mais parecidas. Quando meu filho olha, não sabe quem é quem, se é a mãe ou se é a tia", conta Vera. Vera incentivou Sônia a pintar o cabelo após mudança para Itapetininga (SP) Arquivo pessoal 🪧 Plaquinha do 'Asilo Ferrandes' A ideia da placa partiu do genro de Sônia, que percebeu as semelhanças entre as duas e decidiu transformar a brincadeira em um presente. A identificação fez tanto sucesso que acabou ganhando até uma utilidade prática: ficou mais fácil encontrar a casa das irmãs. Na época, a placa era acompanhada por dois carros vermelhos estacionados lado a lado, cada um em sua respectiva garagem. Vera precisou trocar de carro e, agora, tem um modelo branco. Mesmo assim, a “marca registrada” das duas continua na porta de casa. “Os amigos meus que chegam lá perguntam: ‘o que que é isso aqui?’. Aí eu explico o porquê que está aqui essa placa. E eu não tiro. O pessoal já até conhece a placa, já achava, sabia onde a gente morava", pontuou Vera. Placa indica casa das irmãs Vera e Sônia Ferrandes, em Itapetininga (SP) Arquivo pessoal 💞 Companheirismo além de relacionamentos amorosos Vera também refletiu sobre a possibilidade de voltar a ter um parceiro amoroso. Ela diz que sente que já não está mais em uma fase para se casar novamente e morar com outra pessoa. Nesse sentido, a companhia da irmã preenche os momentos de solidão. “Tem gente que fala: ‘Ah, vou arrumar um companheiro’, mas só de pensar tudo de novo, ah, não. Porque eu falo que, a gente, na minha faixa de idade, você fala em companheiro, não é um cara para morar com você, é um cara para dizer ‘Ó, hoje tem um baile, vamos?’". "A gente fica muito seletiva, muito exigente. Então, para quê que eu vou querer uma pessoa dentro da minha casa? Então eu falo: ‘Vamos nós duas trabalhar, viver, passear, viajar’”, afirmou. Briga? Só no baralho Além de serem vizinhas, Sônia e Vera trabalham juntas vendendo artesanatos em feiras de Itapetininga. Vera faz crochê, enquanto Sônia trabalha com tricô. Depois do expediente, as duas voltam a se reunir para um ritual quase que sagrado: jogar buraco. “Todos os dias à noite a gente joga buraco (no baralho). É sagrado. Todo dia, à noite, ela vai em casa. A gente joga buraco até umas 21h, 22h, depois ela vai para casa dela dormir, eu durmo na minha”, contou Vera. Essa convivência intensa entre as irmãs pode causar alguns atritos de vez em quando, mas Vera afirma que as discussões nunca foram tão sérias. "Como eu falei, ela é mais quieta, eu sou falante. Então dá pra gente contornar, né? Mas nunca chegamos a falar assim 'ai, não quero mais te ver', nunca brigamos feio. É saber também o limite da outra. Ela sabe o meu jeito e eu sei o jeito dela. Mas a gente se dá bem pra caramba." A família é grande. Cada uma tem três filhos morando em diferentes regiões e, juntas, somam nove netos. Este é mais um motivo para desejarem morar lado a lado, e não na mesma casa, porque, desta forma, conseguem reunir a família sem dificuldades. “Ela quer o espaço dela, como eu quero o meu. Se eu quiser fazer comida hoje, eu faço, se eu não quiser, a gente reveza comida. O dia que ela faz, eu almoço com ela. No dia que eu faço, ela almoça comigo. E assim vamos”, disse Vera. O companheirismo que Vera encontrou na irmã é diferente, mas não menos importante. Desde que passaram a viver mais próximas, as duas já viajaram juntas para Minas Gerais e Porto Seguro. Agora, um dos próximos sonhos de Vera é vencer o medo de enjoar durante a viagem e embarcar em um cruzeiro ao lado de Sônia. "Quando ela não está aqui, eu fico meio que perdida, porque eu tenho que vir, montar tudo sozinha. Então eu levo ela para todo lugar que eu vou", concluiu Vera. Irmãs Sônia e Vera Ferrandes, de Itapetininga (SP) Arquivo pessoal Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM "
‘Duas velhas, viúvas e com dois carros vermelhos’: irmãs transformam luto em parceria após perderem os maridos
Guia Modelo Escrito em 05/09/2026
Irmãs transformam luto em parceria após perderem os maridos É comum que irmãos compartilhem algumas semelhanças, seja na aparência, no jeito de falar ou até na personalidade. Mas, para duas irmãs de Itapetininga, no interior de São Paulo, a sintonia vai além e ganhou um toque de humor, carinho e até uma “placa de identificação”. Vera e Sônia Ferrandes, de 74 e 73 anos, moram lado a lado em um condomínio da cidade. A proximidade e o incentivo do genro de uma delas fizeram nascer uma brincadeira entre as duas: a ideia de que elas vivem em um “asilo”. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A piada ficou tão conhecida entre a família que ganhou até uma placa, com a frase: “Duas velhas, viúvas e com dois carros vermelhos”. Vera e Sonia Ferrandes moram lado a lado em um condomínio de Itapetininga (SP) e criaram uma placa para as residências Arquivo pessoal Neste 5 de setembro, quando é celebrado o Dia do Irmão, o g1 conversou com as duas, que relatam como encontraram, uma na outra, um jeito de lidar com o luto após a perda dos maridos. As irmãs nasceram na capital paulista, mas Vera foi morar no interior de SP antes de Sônia, passando por cidades como Bauru e Agudos até se estabelecer em Itapetininga, onde vive há 26 anos. Ela conseguiu trazer um dos filhos para morar na cidade. Já as outras duas filhas moram em São Paulo e em Barueri. LEIA TAMBÉM Diagnosticada com câncer de mama na gravidez, mulher escreve livro para a filha: 'Queria contar com minhas palavras' 'Quem é quem?': gêmeos idênticos transformam aparência física em diferencial ao criarem anúncios na própria empresa Mulher com condição rara que teve bebê gestado pela tia de 63 anos fala sobre relação familiar pós-parto: 'Estaremos sempre juntas' Irmãs Sônia e Vera Ferrandes, de Itapetininga (SP), são vizinhas e têm o mesmo corte de cabelo Arquivo pessoal 🤍 Luto pelos maridos Vera ficou viúva há 17 anos. Seu esposo, Clodoaldo Machado de Mayo, morreu dias antes de completar 60 anos, em 11 de agosto, após sofrer um infarto fulminante. “Ele foi dormir e não acordou mais. Então, depois disso, fiquei aqui mesmo (em Itapetininga). Acabei ficando sozinha, não tinha nada em São Paulo, tinha as irmãs, parentes, mas eu preferi ficar para cá, mas foi um impacto”, disse. Clodoaldo Machado de Mayo morreu dias antes de completar 60 anos, em 11 de agosto Arquivo pessoal Já Sônia perdeu o marido, Antônio Ademir Merighi, em maio de 2024. Ele ficou internado por 60 dias após sofrer complicações de uma doença genética de pele, que o deixou com feridas e bolhas por todo o corpo. Ele também desenvolveu problemas no pulmão e no coração e não resistiu. “Ele era um homem forte, muito religioso, sempre rezando e pedindo com muita fé em nós. Sempre dando uma força para os filhos, enfim, em tudo. Mas a saudade é grande”, afirmou Sônia. Antônio Ademir Merighi morreu em maio de 2024 Arquivo pessoal Foi durante o período de luto da irmã que Vera decidiu que era hora de trazê-la para mais perto. “Quando minha irmã ficou viúva, já faz dois anos, falei para ela: ‘Você tem que viver, já foi o seu tempo aí em São Paulo’ ,e consegui trazer ela para cá. Desocupou uma casa do ladinho da minha, parede com parede”, contou. Sônia se mudou para Itapetininga em 2024 e, desde então, passou a dividir com a irmã uma rotina bem mais movimentada. Juntas, Vera e Sônia frequentam bares, bailes e pesqueiros, além de aproveitarem os momentos de lazer para fazer diferentes passeios pela cidade. A companhia uma da outra se tornou essencial, embora Vera reconheça que as duas têm estilos diferentes quando o assunto é diversão. “Mudou tudo. Agora tem com quem sair, tem com quem dar risada, tem com quem discutir de vez em quando. É esse tipo de coisa. E vivendo a vida, né? Porque na nossa idade, ela aposentada, eu pensionista, quer fazer o quê? Vamos viver, né? Vamos sair para beber. Ela não gostou muito no começo não, mas já entrou na minha (…) eu trago ela para todo lugar que eu vou. A bate-papo, toma um chopp, a gente vai muito em um pesqueiro”, contou Vera. Para Vera, a nova rotina tem como principal objetivo aproveitar a vida, experimentar coisas novas e não deixar os momentos de lazer para depois. “A gente curte a música, a gente dança, espairece, né? Já fiz amizade com um monte de gente nos lugares, com proprietário, gerente, meninada que trabalha de garçom. Então, para mim, isso é muito prazeroso e eu acho que para ela também tem que ser. Porque nós estamos numa fase que, daqui para frente, ou você vive, ou você fica para trás”, enfatizou. Irmãs Sônia e Vera Ferrandes moram lado a lado em Itapetininga (SP) Arquivo pessoal Além da diversão, Sônia considera que ter a irmã e a família por perto foi fundamental para atravessar os primeiros momentos do luto. “A Vera é muito extrovertida, sabe? Eu já sou mais pacata. Não que eu fique vivendo emburrada, mas o falecimento deixa a gente meio triste, a gente não deixa de pensar, mas com ela ali, a gente curte bastante”, compartilhou Sônia. Além da mudança de endereço, Sônia também foi incentivada pela irmã a renovar o visual. Antes, mantinha os cabelos compridos e os tingia de preto a cada 15 dias. Agora, as duas adotaram o mesmo corte e a mesma cor, deixando os fios brancos à mostra. “Todo mundo gostou. Me falaram que eu fiquei mais nova, mas o grisalho não engana muito. A Vera me incentivou, aí eu falei: ‘Vamos, então’”, lembrou. " Ela [Sônia] estava com o cabelo, falei, 'você vai mudar esse cabelo'.Eela cortou o cabelo, assumiu o branco. Estamos mais parecidas. Quando meu filho olha, não sabe quem é quem, se é a mãe ou se é a tia", conta Vera. Vera incentivou Sônia a pintar o cabelo após mudança para Itapetininga (SP) Arquivo pessoal 🪧 Plaquinha do 'Asilo Ferrandes' A ideia da placa partiu do genro de Sônia, que percebeu as semelhanças entre as duas e decidiu transformar a brincadeira em um presente. A identificação fez tanto sucesso que acabou ganhando até uma utilidade prática: ficou mais fácil encontrar a casa das irmãs. Na época, a placa era acompanhada por dois carros vermelhos estacionados lado a lado, cada um em sua respectiva garagem. Vera precisou trocar de carro e, agora, tem um modelo branco. Mesmo assim, a “marca registrada” das duas continua na porta de casa. “Os amigos meus que chegam lá perguntam: ‘o que que é isso aqui?’. Aí eu explico o porquê que está aqui essa placa. E eu não tiro. O pessoal já até conhece a placa, já achava, sabia onde a gente morava", pontuou Vera. Placa indica casa das irmãs Vera e Sônia Ferrandes, em Itapetininga (SP) Arquivo pessoal 💞 Companheirismo além de relacionamentos amorosos Vera também refletiu sobre a possibilidade de voltar a ter um parceiro amoroso. Ela diz que sente que já não está mais em uma fase para se casar novamente e morar com outra pessoa. Nesse sentido, a companhia da irmã preenche os momentos de solidão. “Tem gente que fala: ‘Ah, vou arrumar um companheiro’, mas só de pensar tudo de novo, ah, não. Porque eu falo que, a gente, na minha faixa de idade, você fala em companheiro, não é um cara para morar com você, é um cara para dizer ‘Ó, hoje tem um baile, vamos?’". "A gente fica muito seletiva, muito exigente. Então, para quê que eu vou querer uma pessoa dentro da minha casa? Então eu falo: ‘Vamos nós duas trabalhar, viver, passear, viajar’”, afirmou. Briga? Só no baralho Além de serem vizinhas, Sônia e Vera trabalham juntas vendendo artesanatos em feiras de Itapetininga. Vera faz crochê, enquanto Sônia trabalha com tricô. Depois do expediente, as duas voltam a se reunir para um ritual quase que sagrado: jogar buraco. “Todos os dias à noite a gente joga buraco (no baralho). É sagrado. Todo dia, à noite, ela vai em casa. A gente joga buraco até umas 21h, 22h, depois ela vai para casa dela dormir, eu durmo na minha”, contou Vera. Essa convivência intensa entre as irmãs pode causar alguns atritos de vez em quando, mas Vera afirma que as discussões nunca foram tão sérias. "Como eu falei, ela é mais quieta, eu sou falante. Então dá pra gente contornar, né? Mas nunca chegamos a falar assim 'ai, não quero mais te ver', nunca brigamos feio. É saber também o limite da outra. Ela sabe o meu jeito e eu sei o jeito dela. Mas a gente se dá bem pra caramba." A família é grande. Cada uma tem três filhos morando em diferentes regiões e, juntas, somam nove netos. Este é mais um motivo para desejarem morar lado a lado, e não na mesma casa, porque, desta forma, conseguem reunir a família sem dificuldades. “Ela quer o espaço dela, como eu quero o meu. Se eu quiser fazer comida hoje, eu faço, se eu não quiser, a gente reveza comida. O dia que ela faz, eu almoço com ela. No dia que eu faço, ela almoça comigo. E assim vamos”, disse Vera. O companheirismo que Vera encontrou na irmã é diferente, mas não menos importante. Desde que passaram a viver mais próximas, as duas já viajaram juntas para Minas Gerais e Porto Seguro. Agora, um dos próximos sonhos de Vera é vencer o medo de enjoar durante a viagem e embarcar em um cruzeiro ao lado de Sônia. "Quando ela não está aqui, eu fico meio que perdida, porque eu tenho que vir, montar tudo sozinha. Então eu levo ela para todo lugar que eu vou", concluiu Vera. Irmãs Sônia e Vera Ferrandes, de Itapetininga (SP) Arquivo pessoal Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM "