Saiba como denunciar crimes no Paraná Uma organização criminosa formada por brasileiros e estrangeiros está sendo alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná (PC-PR) nesta quinta-feira (21). Segundo a corporação, os criminosos são especializados em "sextortion", modalidade de golpe em que as vítimas são conquistadas e depois chantageadas para não terem conteúdos íntimos divulgados. Entenda como eles agiam mais abaixo. ✅ Siga o g1 Paraná no WhatsApp As investigações apontam que o crime começou a ser praticado no ano de 2024 e já fez ao menos 20 vítimas de diversos estados, incluindo uma de Palmas, cidade de 50 mil habitantes do sul do Paraná. Foi ela que motivou o início das investigações no estado - que, por sua vez, culminaram na operação desta quinta (21). Ao todo, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e cinco de busca domiciliar em Santa Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), São Luís (MA), Ielmo Marinho (RN) e João Pessoa (PB). Os nomes dos alvos e o resultado preliminar da operação não foram divulgados. A ação conta com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (CIBERLAB/MJSP) e com a colaboração de inteligência e operacional das polícias civis do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte. Entre os crimes investigados estão extorsão majorada, organização criminosa transnacional e lavagem de dinheiro por meio de criptoativos, cujas penas podem superar 20 anos de reclusão. Segundo a polícia, a operação desta quinta-feira (21) tem como objetivos identificar os demais integrantes da rede criminosa, delimitar a extensão total dos golpes aplicados e buscar a reparação dos danos causados. Leia também: Flagrante: Casal tenta 'disfarçar' duas toneladas de maconha com milho, mas farsa é descoberta no Paraná no final de viagem de 900 km R$ 101 mil de multas em um dia: Três fazendeiros são autuados por destruir florestas nativas para abrir espaço para plantações e gado Salvo por guardas: Paranaense que já salvou pessoas de engasgo sofre asfixia: 'Nunca pensei que um dia eu precisasse ser socorrido' Imagem ilustrativa Fábio Dias/EPR ➡️Como os criminosos agem Por meio de plataformas de redes sociais e, posteriormente, de aplicativo de mensagens instantâneas, a vítima paranaense de Palmas foi contatada por um perfil falso em nome de “David Green”. O criminoso utilizava fotos de terceiro — já mapeadas como recorrentes em golpes internacionais — e apresentava-se falsamente como um médico oncologista em missão de paz da OTAN na Síria. Durante o processo de manipulação emocional, o autor prometia casamento e conquistou a confiança da vítima, induzindo-a ao compartilhamento de fotos e vídeos íntimos. "Posteriormente, passou a solicitar valores sob diversos pretextos, incluindo supostas despesas com passagens aéreas, detenções e multas relacionadas ao transporte de ouro na Áustria e no Brasil”, detalha Kelvin Bressan, delegado de polícia do Núcleo de Investigações Qualificadas da Divisão Policial do Interior da PC-PR. Após a vítima demonstrar desconfiança e relatar dificuldades financeiras, o investigado passou a praticar extorsão na modalidade sextortion, ameaçando divulgar o material íntimo em redes sociais caso não recebesse novos pagamentos, exigindo a quantia de R$ 20 mil. Ao todo, a vítima teve um prejuízo de mais de R$ 60 mil. ➡️Organização estruturada A investigação da PC-PR identificou uma divisão estruturada de tarefas. O núcleo estrangeiro, de caráter operacional, utilizava terminal telefônico com DDI da Nigéria (+234). Este núcleo era responsável pela abordagem, sedução e posterior extorsão. "A nível nacional, o núcleo era voltado à lavagem de dinheiro, sendo composto por operadores financeiros responsáveis por ceder contas bancárias para o recebimento, ocultação e dissimulação dos valores ilícitos mediante conversão em criptoativos”, complementa o delegado. A apuração identificou que, em dois meses, foram movimentados quase R$ 4 milhões. Algumas das contas figuram como beneficiárias em múltiplos boletins de ocorrência registrados em diversos estados da federação. Os dados bancários permitem estimar ao menos vinte vítimas do mesmo esquema criminoso, localizadas em diversos Estados. ➡️Denúncias Denúncias sobre quaisquer situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná
'Sextortion': golpistas que conseguiram mais de R$ 4 milhões chantageando vítimas para não divulgar fotos íntimas delas são alvo de operação
Guia Modelo Escrito em 21/05/2026
Saiba como denunciar crimes no Paraná Uma organização criminosa formada por brasileiros e estrangeiros está sendo alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná (PC-PR) nesta quinta-feira (21). Segundo a corporação, os criminosos são especializados em "sextortion", modalidade de golpe em que as vítimas são conquistadas e depois chantageadas para não terem conteúdos íntimos divulgados. Entenda como eles agiam mais abaixo. ✅ Siga o g1 Paraná no WhatsApp As investigações apontam que o crime começou a ser praticado no ano de 2024 e já fez ao menos 20 vítimas de diversos estados, incluindo uma de Palmas, cidade de 50 mil habitantes do sul do Paraná. Foi ela que motivou o início das investigações no estado - que, por sua vez, culminaram na operação desta quinta (21). Ao todo, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e cinco de busca domiciliar em Santa Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), São Luís (MA), Ielmo Marinho (RN) e João Pessoa (PB). Os nomes dos alvos e o resultado preliminar da operação não foram divulgados. A ação conta com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (CIBERLAB/MJSP) e com a colaboração de inteligência e operacional das polícias civis do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte. Entre os crimes investigados estão extorsão majorada, organização criminosa transnacional e lavagem de dinheiro por meio de criptoativos, cujas penas podem superar 20 anos de reclusão. Segundo a polícia, a operação desta quinta-feira (21) tem como objetivos identificar os demais integrantes da rede criminosa, delimitar a extensão total dos golpes aplicados e buscar a reparação dos danos causados. Leia também: Flagrante: Casal tenta 'disfarçar' duas toneladas de maconha com milho, mas farsa é descoberta no Paraná no final de viagem de 900 km R$ 101 mil de multas em um dia: Três fazendeiros são autuados por destruir florestas nativas para abrir espaço para plantações e gado Salvo por guardas: Paranaense que já salvou pessoas de engasgo sofre asfixia: 'Nunca pensei que um dia eu precisasse ser socorrido' Imagem ilustrativa Fábio Dias/EPR ➡️Como os criminosos agem Por meio de plataformas de redes sociais e, posteriormente, de aplicativo de mensagens instantâneas, a vítima paranaense de Palmas foi contatada por um perfil falso em nome de “David Green”. O criminoso utilizava fotos de terceiro — já mapeadas como recorrentes em golpes internacionais — e apresentava-se falsamente como um médico oncologista em missão de paz da OTAN na Síria. Durante o processo de manipulação emocional, o autor prometia casamento e conquistou a confiança da vítima, induzindo-a ao compartilhamento de fotos e vídeos íntimos. "Posteriormente, passou a solicitar valores sob diversos pretextos, incluindo supostas despesas com passagens aéreas, detenções e multas relacionadas ao transporte de ouro na Áustria e no Brasil”, detalha Kelvin Bressan, delegado de polícia do Núcleo de Investigações Qualificadas da Divisão Policial do Interior da PC-PR. Após a vítima demonstrar desconfiança e relatar dificuldades financeiras, o investigado passou a praticar extorsão na modalidade sextortion, ameaçando divulgar o material íntimo em redes sociais caso não recebesse novos pagamentos, exigindo a quantia de R$ 20 mil. Ao todo, a vítima teve um prejuízo de mais de R$ 60 mil. ➡️Organização estruturada A investigação da PC-PR identificou uma divisão estruturada de tarefas. O núcleo estrangeiro, de caráter operacional, utilizava terminal telefônico com DDI da Nigéria (+234). Este núcleo era responsável pela abordagem, sedução e posterior extorsão. "A nível nacional, o núcleo era voltado à lavagem de dinheiro, sendo composto por operadores financeiros responsáveis por ceder contas bancárias para o recebimento, ocultação e dissimulação dos valores ilícitos mediante conversão em criptoativos”, complementa o delegado. A apuração identificou que, em dois meses, foram movimentados quase R$ 4 milhões. Algumas das contas figuram como beneficiárias em múltiplos boletins de ocorrência registrados em diversos estados da federação. Os dados bancários permitem estimar ao menos vinte vítimas do mesmo esquema criminoso, localizadas em diversos Estados. ➡️Denúncias Denúncias sobre quaisquer situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná