Vizinhos se desesperam tentando salvar mulher de feminicídio no PR As investigações da Polícia Civil do Paraná (PC-PR) apontam que Anderson José da Fonseca matou a companheira, Suelen Cristina Cordeiro, com 28 facadas em cerca de seis minutos. O crime aconteceu em Guarapuava, na região central do Paraná, enquanto vizinhos que ouviram gritos de socorro tentavam entrar no imóvel. Na noite do dia 27 de junho, o casal foi filmado rindo enquanto saía de um bar. Eles foram para casa. Cerca de uma hora depois da saída do bar, vizinhos ouviram uma briga e gritos, foram até a residência e tentaram entrar. No entanto, as portas estavam trancadas. Vídeos gravados por câmeras de segurança mostram o desespero dos vizinhos que tentaram salvar Suelen de ser morta pelo companheiro. Veja acima. O inquérito policial que investiga o crime foi finalizado nesta terça-feira (7). Anderson foi indiciado por feminicídio. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp "Deduzimos que essas agressões tenham durado pelo menos seis minutos no interior da residência, de portas fechadas, enquanto testemunhas tentavam a todo tempo acessar a residência, já sabendo que estava acontecendo ali uma agressão bastante grave", explica a delegada Ana Hass de Miranda. As imagens ainda mostram que, minutos depois, Anderson sai segurando uma faca — que, segundo a polícia, foi a utilizada no feminicídio. Depois, ele volta ao local, discute com as testemunhas e foge, deixando a residência trancada. Câmeras do bar registraram que, após o crime, Anderson ainda retornou ao estabelecimento, onde foi localizado e preso pela polícia. Suelen Cristina Cordeiro tinha 31 anos. À esq., vizinhos tentando intervir durante briga. À dir., discussão entre vizinhos e suspeito após o crime Reprodução Em nota, a defesa de Anderson disse que vai se manifestar sobre o caso apenas após ter acesso integral aos autos do inquérito policial, aos laudos da Polícia Científica e aos depoimentos formais colhidos pela autoridade policial. Veja nota completa mais abaixo. Violência contra mulher: Veja os canais de denúncia disponíveis no Paraná Ciclo da violência: Saiba como identificar Segundo a delegada, testemunhas afirmaram à polícia que Anderson e Suelen tinham um relacionamento conturbado, marcado por muitas brigas e agressões dele contra ela. "Essas testemunhas confirmaram que esse relacionamento foi bastante marcado por vários episódios de agressões por parte do autor em detrimento da vítima, inclusive de tamanha gravidade, a ponto de ter restrição de liberdade da vítima. Há informações de que ela teria sido, inclusive, sedada mediante medicamentos, de certa forma até torturada mediante chutes e baldadas de água... Enfim, situações bastante complexas, mas que infelizmente nunca chegaram ao conhecimento das autoridades". Investigação revela tentativa de socorro durante feminicídio em Guarapuava Leia também: Violência contra mulher: Homens drogam, estupram e espancam mulher após contratá-la para limpeza de chácara Previsão do tempo: Após frio e geadas, tempo 'vira' e parte do Paraná entra em alerta de temporais; veja onde Sorte: Nota Paraná sorteia prêmios de R$ 100 mil e R$ 50 mil; veja de onde são os ganhadores Denúncias Saiba como denunciar crimes no Paraná Denúncias sobre quaisquer situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. O que diz a defesa Veja, abaixo, a nota enviada pelas advogadas Andreia Farias e Rosangela Gomiero, que atuam na defesa de Anderson José da Fonseca: "Inicialmente, expressamos nosso mais sincero respeito e solidariedade aos familiares e amigos da vítima, Suelen, cientes do momento de imensa dor e da natural comoção que o caso desperta na comunidade local. Cumpre destacar que a investigação encontra-se em estágio absolutamente embrionário. Qualquer juízo de valor ou conclusão precipitada neste momento é prematuro e pode comprometer a busca pela verdade real. Como defensoras dos direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal, atuaremos de forma técnica, ética e rigorosa. Reiteramos que, no ordenamento jurídico brasileiro, independentemente da gravidade do fato ou de quem seja a pessoa investigada, todos merecem e têm direito a um processo justo. É por meio do estrito cumprimento do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que se assegura a aplicação de uma justiça legítima, técnica e isenta de paixões externas. Nosso compromisso primordial é com a justiça e com a legalidade. Colaboraremos com as autoridades competentes no que for estritamente necessário para que a dinâmica dos fatos seja integralmente esclarecida e individualizada, rechaçando qualquer excesso acusatório baseado unicamente no clamor social. A defesa técnica informa que apenas se manifestará sobre o mérito das acusações e a motivação após o acesso integral aos autos do inquérito policial, aos laudos da Polícia Científica e aos depoimentos formais colhidos pela autoridade policial". Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Paraná
Mulher morta pelo companheiro no Paraná foi atingida por 28 facadas enquanto vizinhos tentavam entrar na casa para intervir
Guia Modelo Escrito em 11/07/2026
Vizinhos se desesperam tentando salvar mulher de feminicídio no PR As investigações da Polícia Civil do Paraná (PC-PR) apontam que Anderson José da Fonseca matou a companheira, Suelen Cristina Cordeiro, com 28 facadas em cerca de seis minutos. O crime aconteceu em Guarapuava, na região central do Paraná, enquanto vizinhos que ouviram gritos de socorro tentavam entrar no imóvel. Na noite do dia 27 de junho, o casal foi filmado rindo enquanto saía de um bar. Eles foram para casa. Cerca de uma hora depois da saída do bar, vizinhos ouviram uma briga e gritos, foram até a residência e tentaram entrar. No entanto, as portas estavam trancadas. Vídeos gravados por câmeras de segurança mostram o desespero dos vizinhos que tentaram salvar Suelen de ser morta pelo companheiro. Veja acima. O inquérito policial que investiga o crime foi finalizado nesta terça-feira (7). Anderson foi indiciado por feminicídio. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp "Deduzimos que essas agressões tenham durado pelo menos seis minutos no interior da residência, de portas fechadas, enquanto testemunhas tentavam a todo tempo acessar a residência, já sabendo que estava acontecendo ali uma agressão bastante grave", explica a delegada Ana Hass de Miranda. As imagens ainda mostram que, minutos depois, Anderson sai segurando uma faca — que, segundo a polícia, foi a utilizada no feminicídio. Depois, ele volta ao local, discute com as testemunhas e foge, deixando a residência trancada. Câmeras do bar registraram que, após o crime, Anderson ainda retornou ao estabelecimento, onde foi localizado e preso pela polícia. Suelen Cristina Cordeiro tinha 31 anos. À esq., vizinhos tentando intervir durante briga. À dir., discussão entre vizinhos e suspeito após o crime Reprodução Em nota, a defesa de Anderson disse que vai se manifestar sobre o caso apenas após ter acesso integral aos autos do inquérito policial, aos laudos da Polícia Científica e aos depoimentos formais colhidos pela autoridade policial. Veja nota completa mais abaixo. Violência contra mulher: Veja os canais de denúncia disponíveis no Paraná Ciclo da violência: Saiba como identificar Segundo a delegada, testemunhas afirmaram à polícia que Anderson e Suelen tinham um relacionamento conturbado, marcado por muitas brigas e agressões dele contra ela. "Essas testemunhas confirmaram que esse relacionamento foi bastante marcado por vários episódios de agressões por parte do autor em detrimento da vítima, inclusive de tamanha gravidade, a ponto de ter restrição de liberdade da vítima. Há informações de que ela teria sido, inclusive, sedada mediante medicamentos, de certa forma até torturada mediante chutes e baldadas de água... Enfim, situações bastante complexas, mas que infelizmente nunca chegaram ao conhecimento das autoridades". Investigação revela tentativa de socorro durante feminicídio em Guarapuava Leia também: Violência contra mulher: Homens drogam, estupram e espancam mulher após contratá-la para limpeza de chácara Previsão do tempo: Após frio e geadas, tempo 'vira' e parte do Paraná entra em alerta de temporais; veja onde Sorte: Nota Paraná sorteia prêmios de R$ 100 mil e R$ 50 mil; veja de onde são os ganhadores Denúncias Saiba como denunciar crimes no Paraná Denúncias sobre quaisquer situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. O que diz a defesa Veja, abaixo, a nota enviada pelas advogadas Andreia Farias e Rosangela Gomiero, que atuam na defesa de Anderson José da Fonseca: "Inicialmente, expressamos nosso mais sincero respeito e solidariedade aos familiares e amigos da vítima, Suelen, cientes do momento de imensa dor e da natural comoção que o caso desperta na comunidade local. Cumpre destacar que a investigação encontra-se em estágio absolutamente embrionário. Qualquer juízo de valor ou conclusão precipitada neste momento é prematuro e pode comprometer a busca pela verdade real. Como defensoras dos direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal, atuaremos de forma técnica, ética e rigorosa. Reiteramos que, no ordenamento jurídico brasileiro, independentemente da gravidade do fato ou de quem seja a pessoa investigada, todos merecem e têm direito a um processo justo. É por meio do estrito cumprimento do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que se assegura a aplicação de uma justiça legítima, técnica e isenta de paixões externas. Nosso compromisso primordial é com a justiça e com a legalidade. Colaboraremos com as autoridades competentes no que for estritamente necessário para que a dinâmica dos fatos seja integralmente esclarecida e individualizada, rechaçando qualquer excesso acusatório baseado unicamente no clamor social. A defesa técnica informa que apenas se manifestará sobre o mérito das acusações e a motivação após o acesso integral aos autos do inquérito policial, aos laudos da Polícia Científica e aos depoimentos formais colhidos pela autoridade policial". Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Paraná