EUA e Europa falam em união após tensões

Guia Modelo Escrito em 15/02/2026

Americanos e europeus defendem união em conferência sobre segurança Depois de meses de divergências, os governos dos Estados Unidos e da Europa falaram, neste sábado (14), em união. Foi na Conferência de Segurança em Munique. Os Estados Unidos chegaram na conferência deste ano um tom mais suave. O Secretário de Estado Marco Rubio falou em união. Mas também cobrou dos aliados um reforço em defesa, fronteiras, e atenção aos rivais que - segundo ele - enchem os bolsos com investimento em petróleo. A chefe do bloco europeu admitiu que o continente levou um "choque de realidade" em 2025. Mas disse que reagiu com um aumento nos gastos de defesa. O primeiro-ministro britânico disse que vai enviar um grupo de porta-aviões pro Atlântico Norte, e pro Ártico, em parceria com a Otan. Sobre a a guerra na Ucrânia, o presidente Volodymir Zelensky afirmou que a negociação tem focado em concessões apenas do lado ucraniano. E que seria ilusão imaginar que a entrega de territórios à Rússia vai acabar com o conflito. Em mais um movimento contra a Rússia, o governo britânico afirmou na conferência que o Kremlin é o responsável pela morte de Alexei Navalny. Ele era o mais conhecido líder de oposição ao governo de Vladimir Putin. Morreu em uma colônia penal, em 2024. Yvette Cooper, ministra britânica do exterior, disse que Navalny foi morto com um veneno encontrado em rãs da América do Sul. O comunicado conjunto com Suécia, França, Alemanha e Holanda diz que exames de Navalny "confirmaram a presença de epibatidina". E que "a Rússia tinha os meios, o motivo e a oportunidade para administrar esse veneno". O governo russo disse que Navalny morreu de causas naturais. LEIA TAMBÉM Em Munique, mundo busca respostas à 'destruição' de Trump Discurso de Rubio a aliados europeus adota tom mais brando, mas mantém posição firme de Trump O que é o 'teste de Narva', símbolo da tensão entre Europa e EUA sobre papel da Otan em caso de conflito