Interlocutores do ministro André Mendonça avaliam como “muito ruins” os relatos obtidos até agora pelo relator junto à PF sobre a proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro. Bastidores: acompanhe o canal da Sadi no WhatsApp Segundo interlocutores ouvidos pelo blog, nos bastidores, seria um “vexame” para a Procuradoria-Geral da República aceitar um acordo nos termos apresentados até aqui, especialmente diante das objeções já feitas pela Polícia Federal. No entorno de Mendonça, a leitura é que a proposta reforça suspeitas já levantadas por investigadores de que haveria uma articulação para esvaziar o papel do ministro como relator da delação e deslocar a discussão para outros espaços do STF, como mostrou o blog. Se a PGR prosseguir com a proposta nesses termos, dificilmente haveria encaminhamento favorável no gabinete do ministro. PF e Mendonça estão alinhados, segundo fontes, porque o ministro estaria “muito alinhado aos fatos” apurados pelos investigadores. A avaliação repassada à Mendonça é a de que a delação apresentada até agora é considerada extremamente frágil. Investigadores apontam que Vorcaro não reconheceria sequer crimes que ele próprio teria cometido - o que, na visão de integrantes da PF, inviabilizaria qualquer avanço consistente sobre eventuais ilícitos praticados por terceiros. Agora no g1 Nos bastidores, investigadores afirmam que validar um acordo nesses moldes seria, na prática, “um atestado de conivência” com aquilo que Vorcaro gostaria de sustentar em sua versão dos fatos, marcada, segundo essas fontes, por um “estado de negação”. Na PGR, fontes ouvidas pelo blog dizem que a primeira proposta de delação é insuficiente. Caso Vorcaro queira retomar as tratativas, terá de apresentar ajustes relevantes no material oferecido. Segundo essas fontes, a proposta apresentada até aqui blinda aliados, protege terceiros e não traz admissão de responsabilidade por parte do próprio Vorcaro. Para investigadores da PF, porém, a delação “está acabada” nos termos atuais. André Mendonça, ministro do STF Gustavo Moreno/STF
Interlocutores de Mendonça veem como 'vexame' eventual aval da PGR à delação de Vorcaro
Guia Modelo Escrito em 21/05/2026
Interlocutores do ministro André Mendonça avaliam como “muito ruins” os relatos obtidos até agora pelo relator junto à PF sobre a proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro. Bastidores: acompanhe o canal da Sadi no WhatsApp Segundo interlocutores ouvidos pelo blog, nos bastidores, seria um “vexame” para a Procuradoria-Geral da República aceitar um acordo nos termos apresentados até aqui, especialmente diante das objeções já feitas pela Polícia Federal. No entorno de Mendonça, a leitura é que a proposta reforça suspeitas já levantadas por investigadores de que haveria uma articulação para esvaziar o papel do ministro como relator da delação e deslocar a discussão para outros espaços do STF, como mostrou o blog. Se a PGR prosseguir com a proposta nesses termos, dificilmente haveria encaminhamento favorável no gabinete do ministro. PF e Mendonça estão alinhados, segundo fontes, porque o ministro estaria “muito alinhado aos fatos” apurados pelos investigadores. A avaliação repassada à Mendonça é a de que a delação apresentada até agora é considerada extremamente frágil. Investigadores apontam que Vorcaro não reconheceria sequer crimes que ele próprio teria cometido - o que, na visão de integrantes da PF, inviabilizaria qualquer avanço consistente sobre eventuais ilícitos praticados por terceiros. Agora no g1 Nos bastidores, investigadores afirmam que validar um acordo nesses moldes seria, na prática, “um atestado de conivência” com aquilo que Vorcaro gostaria de sustentar em sua versão dos fatos, marcada, segundo essas fontes, por um “estado de negação”. Na PGR, fontes ouvidas pelo blog dizem que a primeira proposta de delação é insuficiente. Caso Vorcaro queira retomar as tratativas, terá de apresentar ajustes relevantes no material oferecido. Segundo essas fontes, a proposta apresentada até aqui blinda aliados, protege terceiros e não traz admissão de responsabilidade por parte do próprio Vorcaro. Para investigadores da PF, porém, a delação “está acabada” nos termos atuais. André Mendonça, ministro do STF Gustavo Moreno/STF