Ônibus trafegam pela avenida Autaz Mirim durante o horário de pico desta quarta (22), no 3° dia da paralisação dos rodoviários em Manaus Natália Póvoas/Rede Amazônica A paralisação dos rodoviários entrou no terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira (22), em Manaus. Os ônibus seguem circulando com 80% da frota nos horários de pico e 50% nos demais períodos, conforme determinação da Justiça do Trabalho. A medida foi estabelecida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), que determinou a circulação de 80% dos ônibus e trabalhadores entre 6h e 9h e das 17h às 20h. Nos demais horários, o percentual mínimo é de 50%. Durante a manhã desta quarta-feira (22), a Rede Amazônica verificou a circulação de ônibus em diferentes pontos da capital. Empresas como Eucatur e Global, que operam linhas do transporte coletivo em Manaus, mantinham a operação dentro do percentual determinado pela Justiça. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Na Zona Leste, ônibus que atendem a região circulavam normalmente durante o horário de pico. Passageiros ouvidos pela reportagem relataram que não perceberam impactos da paralisação nos deslocamentos pela manhã, mas disseram que enfrentaram dificuldades no retorno para casa nos dias anteriores. Paralisação interrompe circulação de ônibus e afeta passageiros em Manaus Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a greve começou na segunda-feira (20), após as empresas de transporte coletivo não efetuarem o pagamento da primeira parcela dos salários da categoria dentro do prazo definido pela Justiça. Segundo o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, a decisão foi tomada após as empresas de ônibus continuarem descumprindo os prazos de pagamento. No início de julho, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) concedeu uma liminar determinando que as empresas do transporte coletivo paguem 40% dos salários até o dia 20 de cada mês — ou no dia útil anterior, quando a data cair em fim de semana ou feriado — e os 60% restantes até o quinto dia útil do mês seguinte. Sindicato das empresas de transporte cobra dívida Um dos argumentos para justificar o atraso no repasse de verbas para as empresas de transporte coletivo seria o débito de valores pendentes relacionados ao passe livre estudantil. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), o benefício pode ser afetado por uma dívida de R$ 90,1 milhões. A entidade informou que os valores em aberto somam R$ 90.184.740,19. Desse total, mais de R$ 44 milhões seriam de responsabilidade do Governo do Amazonas, enquanto o restante caberia à Prefeitura de Manaus. Prefeitura nega débitos de 2026; IMMU esclarece passivo de anos anteriores Na terça-feira (21), o prefeito de Manaus, Renato Júnior, afirmou que a prefeitura não possui pendências com o transporte coletivo referentes a 2026. Segundo ele, o município já repassou cerca de R$ 284 milhões ao Sinetram neste ano. "A prefeitura não deve nada, nenhum real de 2026 ao transporte coletivo", declarou. Horas depois, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) informou que também não há débitos relativos a 2026, mas esclareceu que existe um passivo de R$ 150,4 milhões referente a anos anteriores. Desse total, cerca de R$ 91 milhões são atribuídos ao Governo do Amazonas e R$ 59 milhões correspondem à responsabilidade financeira do município. Governo reconhece R$ 18 milhões e rebate cobrança do Sinetram Ainda na terça-feira (21), o vice-governador Serafim Corrêa contestou o valor da dívida apontado pelo Sinetram para o Passe Livre Estudantil. O Estado disse reconhecer apenas um débito de R$ 18 milhões referente aos meses de fevereiro a julho de 2026. Na ocasião, Serafim afirmou que o valor seria pago em até 24 horas. "R$ 18 milhões, que é o valor que nós entendemos que é devido", declarou. Durante a noite, o vice-governador publicou nas redes sociais o comprovante da transferência para a conta do Sinetram e afirmou que o governo havia cumprido sua parte. "Fizemos a nossa parte. Assunto encerrado", escreveu. Divergência sobre o valor da tarifa A divergência entre governo e empresas está relacionada ao valor considerado para o pagamento do benefício. Segundo Serafim Corrêa, o Estado deve pagar R$ 2,50 por passagem, valor correspondente à meia-passagem estudantil. Já o Sinetram defende o pagamento com base na tarifa técnica, que representa o custo de operação do sistema e atualmente é superior a R$ 8. "O que diz a decisão judicial? Que o preço a ser pago pelo governo do Estado é de R$ 2,50, que é a meia passagem. Só que o Sinetram entende que é o valor de R$ 8,00, que é a tarifa técnica", afirmou o vice-governador. O impasse começou em 2025, após o fim do convênio entre Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus que custeava o Passe Livre Estudantil. O Estado passou a defender o pagamento direto ao Sinetram pelo valor da meia-passagem e recorreu à Justiça para garantir a continuidade do benefício para alunos da rede estadual. Em junho de 2025, uma decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública de Manaus autorizou o Governo do Amazonas a adquirir as meias-passagens pelo valor de R$ 2,50 e determinou que o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e o Sinetram não impedissem o acesso dos estudantes da rede estadual ao transporte gratuito. Ônibus 677 trafegando pela avenida Autaz Mirim durante o horário de pico desta quarta (22), no 3° dia da paralisação dos rodoviários em Manaus Natália Póvoas/Rede Amazônica
Paralisação dos rodoviários entra no 3º dia em Manaus; ônibus seguem com circulação reduzida, diz sindicato
Guia Modelo Escrito em 22/07/2026
Ônibus trafegam pela avenida Autaz Mirim durante o horário de pico desta quarta (22), no 3° dia da paralisação dos rodoviários em Manaus Natália Póvoas/Rede Amazônica A paralisação dos rodoviários entrou no terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira (22), em Manaus. Os ônibus seguem circulando com 80% da frota nos horários de pico e 50% nos demais períodos, conforme determinação da Justiça do Trabalho. A medida foi estabelecida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), que determinou a circulação de 80% dos ônibus e trabalhadores entre 6h e 9h e das 17h às 20h. Nos demais horários, o percentual mínimo é de 50%. Durante a manhã desta quarta-feira (22), a Rede Amazônica verificou a circulação de ônibus em diferentes pontos da capital. Empresas como Eucatur e Global, que operam linhas do transporte coletivo em Manaus, mantinham a operação dentro do percentual determinado pela Justiça. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Na Zona Leste, ônibus que atendem a região circulavam normalmente durante o horário de pico. Passageiros ouvidos pela reportagem relataram que não perceberam impactos da paralisação nos deslocamentos pela manhã, mas disseram que enfrentaram dificuldades no retorno para casa nos dias anteriores. Paralisação interrompe circulação de ônibus e afeta passageiros em Manaus Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a greve começou na segunda-feira (20), após as empresas de transporte coletivo não efetuarem o pagamento da primeira parcela dos salários da categoria dentro do prazo definido pela Justiça. Segundo o presidente do sindicato, Givancir Oliveira, a decisão foi tomada após as empresas de ônibus continuarem descumprindo os prazos de pagamento. No início de julho, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) concedeu uma liminar determinando que as empresas do transporte coletivo paguem 40% dos salários até o dia 20 de cada mês — ou no dia útil anterior, quando a data cair em fim de semana ou feriado — e os 60% restantes até o quinto dia útil do mês seguinte. Sindicato das empresas de transporte cobra dívida Um dos argumentos para justificar o atraso no repasse de verbas para as empresas de transporte coletivo seria o débito de valores pendentes relacionados ao passe livre estudantil. Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), o benefício pode ser afetado por uma dívida de R$ 90,1 milhões. A entidade informou que os valores em aberto somam R$ 90.184.740,19. Desse total, mais de R$ 44 milhões seriam de responsabilidade do Governo do Amazonas, enquanto o restante caberia à Prefeitura de Manaus. Prefeitura nega débitos de 2026; IMMU esclarece passivo de anos anteriores Na terça-feira (21), o prefeito de Manaus, Renato Júnior, afirmou que a prefeitura não possui pendências com o transporte coletivo referentes a 2026. Segundo ele, o município já repassou cerca de R$ 284 milhões ao Sinetram neste ano. "A prefeitura não deve nada, nenhum real de 2026 ao transporte coletivo", declarou. Horas depois, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) informou que também não há débitos relativos a 2026, mas esclareceu que existe um passivo de R$ 150,4 milhões referente a anos anteriores. Desse total, cerca de R$ 91 milhões são atribuídos ao Governo do Amazonas e R$ 59 milhões correspondem à responsabilidade financeira do município. Governo reconhece R$ 18 milhões e rebate cobrança do Sinetram Ainda na terça-feira (21), o vice-governador Serafim Corrêa contestou o valor da dívida apontado pelo Sinetram para o Passe Livre Estudantil. O Estado disse reconhecer apenas um débito de R$ 18 milhões referente aos meses de fevereiro a julho de 2026. Na ocasião, Serafim afirmou que o valor seria pago em até 24 horas. "R$ 18 milhões, que é o valor que nós entendemos que é devido", declarou. Durante a noite, o vice-governador publicou nas redes sociais o comprovante da transferência para a conta do Sinetram e afirmou que o governo havia cumprido sua parte. "Fizemos a nossa parte. Assunto encerrado", escreveu. Divergência sobre o valor da tarifa A divergência entre governo e empresas está relacionada ao valor considerado para o pagamento do benefício. Segundo Serafim Corrêa, o Estado deve pagar R$ 2,50 por passagem, valor correspondente à meia-passagem estudantil. Já o Sinetram defende o pagamento com base na tarifa técnica, que representa o custo de operação do sistema e atualmente é superior a R$ 8. "O que diz a decisão judicial? Que o preço a ser pago pelo governo do Estado é de R$ 2,50, que é a meia passagem. Só que o Sinetram entende que é o valor de R$ 8,00, que é a tarifa técnica", afirmou o vice-governador. O impasse começou em 2025, após o fim do convênio entre Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus que custeava o Passe Livre Estudantil. O Estado passou a defender o pagamento direto ao Sinetram pelo valor da meia-passagem e recorreu à Justiça para garantir a continuidade do benefício para alunos da rede estadual. Em junho de 2025, uma decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública de Manaus autorizou o Governo do Amazonas a adquirir as meias-passagens pelo valor de R$ 2,50 e determinou que o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e o Sinetram não impedissem o acesso dos estudantes da rede estadual ao transporte gratuito. Ônibus 677 trafegando pela avenida Autaz Mirim durante o horário de pico desta quarta (22), no 3° dia da paralisação dos rodoviários em Manaus Natália Póvoas/Rede Amazônica