Pais 'adotivos' ouvidos e decisão em até 5 dias: como foi audiência de mulher de 38 anos que fingiu ter 12

Guia Modelo Escrito em 20/08/2026


Vídeo mostra como mulher de 37 anos fingia ter 12 e agia como criança A audiência de instrução e julgamento de Amanda Maria Souza de Oliveira, mulher de 38 anos que fingiu ter 12 e enganou uma família em Santa Catarina, contou com o depoimento do casal de "pais adotivos" que acolheu a mulher na própria casa e outras testemunhas. Realizada na quarta-feira (19), a sessão terminou com a expectativa da sentença sair em até 5 dias. A mulher foi detida no dia 2 de junho em Joinville, no Norte do estado. Ela viveu como uma espécie de filha adotiva por mais de um ano na casa das vítimas e chegou a ganhar remédio para emagrecer, quarto com decoração e brinquedos infantis (relembre o caso abaixo). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Amanda é acusada de estelionato e falsa identidade, e o processo está sob sigilo. Durante a investigação, a Polícia Civil afirmou que ela chegou a sequestrar emocionalmente a família. ⚖️ 👨‍⚖️ A audiência de instrução e julgamento é uma fase do processo em que são reunidas as partes envolvidas no caso para coletar provas e esclarecer os fatos antes de decidir final. A Justiça pode proferir a decisão no fim da sessão ou dias depois, como ocorreu neste caso. Como foi a audiência Segundo os advogados Sarita Henrique de Paiva e Lúcio Sousa, que atuam na defesa da mulher, além de duas testemunhas e duas vítimas da suspeita, peritos também foram ouvidos. Em seguida, Amanda foi interrogada. Quem foi ouvido: Duas vítimas: mulher e homem que acolheram Amanda dentro da própria casa; Testemunhas de acusação: filho das vítimas e um policial civil; Dois assistentes técnicos (por parte da defesa): um psiquiatra e uma psicóloga; Acusada: Amanda Maria Souza de Oliveira. Amanda Maria Souza de Oliveira em imagem cedida pela assistente social Delma Soares, se passando por uma adolescente de 12 anos. Arquivo Pessoal Na sequência, o Ministério Público (MPSC) fez as alegações finais do caso e pediu a condenação da acusada, enquanto a defesa solicitou a absolvição dela. Na sequência, o magistrado responsável pelo caso informou que a sentença será proferida no gabinete, no prazo de até 5 dias. Além disso, a Justiça irá analisar o pedido de liberdade feito pelos advogados da mulher. 'Adoção' e crimes em vários estados A farsa de Amanda foi desmascaraa em 2 de junho, quando a investigada foi presa na casa das vítimas que a haviam “adotado”. Em depoimento, Amanda confessou que aplicou o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará. Em 9 de junho, o Poder Judiciário aceitou a denúncia do MPSC e tornou a mulher ré em processo criminal. Ela viveu por 14 meses como filha adotiva na casa da família que a acolheu em Joinville. E o exame de sanidade mental? Amanda fez o exame de sanidade mental com a Polícia Científica em 26 de junho. De acordo com o advogado Lúcio Sousa, ela também fez outro, com peritos escolhidos pela defesa. Sousa informou que houve divergência entre os dois laudos, que tiveram diagnósticos diferentes. O estatal indicou uma doença e o da defesa, três. O resultado deles, no entanto, não foi divulgado pelo sigilo do caso. Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa em Santa Catarina se passando por criança de 12 anos Reprodução VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias