Concepção artística da sonda MAVEN, da NASA, em Marte. A espaçonave entrou em órbita do planeta em 2014 e passou mais de 11 anos observando a atmosfera superior marciana, a ionosfera e as interações com o Sol e o vento solar para investigar como a atmosfera do planeta vermelho está sendo perdida para o espaço. Divulgação/Nasa A NASA anunciou nesta quarta-feira (3) o fim da missão da sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution), que estudava a atmosfera de Marte desde 2014. A decisão foi tomada após a agência concluir que a nave espacial não pode mais ser recuperada. O último contato com a MAVEN ocorreu em 6 de dezembro de 2025. Na ocasião, a sonda passou atrás de Marte em relação à Terra e deixou de transmitir sinais. Desde então, equipes da NASA tentavam restabelecer a comunicação. Uma investigação da agência apontou que a nave entrou em modo de segurança e começou a girar em velocidade anormal. Com isso, as baterias se esgotaram, o sistema de comunicação perdeu energia e a sonda ficou incapacitada de enviar dados. Segundo a NASA, ainda não é possível determinar a causa original da falha. Um relatório final sobre o incidente deve ser divulgado ainda neste ano. Agora no g1 Mais de uma década em Marte Lançada em novembro de 2013, a MAVEN chegou à órbita de Marte em setembro de 2014. A missão tinha duração prevista de apenas um ano, mas permaneceu ativa por mais de 11 anos. Seu principal objetivo era investigar como o planeta vermelho perdeu grande parte da atmosfera ao longo de bilhões de anos. As descobertas ajudaram a explicar por que Marte, que pode ter abrigado água líquida no passado, se tornou um mundo frio e árido. Entre os resultados mais importantes da missão estão: a demonstração de que tempestades solares aceleram a perda da atmosfera marciana; a descoberta de novos tipos de auroras em Marte; a observação direta do processo pelo qual partículas escapam da atmosfera para o espaço; estudos sobre o impacto de tempestades globais de poeira na perda de água do planeta. Além das pesquisas científicas, a MAVEN também funcionava como uma espécie de retransmissora de dados enviados por robôs exploradores na superfície de Marte. Legado para futuras missões De acordo com a NASA, os dados coletados pela sonda continuarão sendo usados por cientistas durante décadas e serão importantes para o planejamento de futuras missões tripuladas ao planeta. "A ciência produzida pela MAVEN é fundamental para entender quais medidas de proteção contra radiação e segurança serão necessárias antes de enviar seres humanos a Marte", afirmou Louise Prockter, diretora da Divisão de Ciência Planetária da NASA. A missão gerou mais de 800 estudos científicos ao longo de sua operação.
Nasa declara fim da missão de sonda em Marte após perder contato há seis meses
Guia Modelo Escrito em 03/06/2026
Concepção artística da sonda MAVEN, da NASA, em Marte. A espaçonave entrou em órbita do planeta em 2014 e passou mais de 11 anos observando a atmosfera superior marciana, a ionosfera e as interações com o Sol e o vento solar para investigar como a atmosfera do planeta vermelho está sendo perdida para o espaço. Divulgação/Nasa A NASA anunciou nesta quarta-feira (3) o fim da missão da sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution), que estudava a atmosfera de Marte desde 2014. A decisão foi tomada após a agência concluir que a nave espacial não pode mais ser recuperada. O último contato com a MAVEN ocorreu em 6 de dezembro de 2025. Na ocasião, a sonda passou atrás de Marte em relação à Terra e deixou de transmitir sinais. Desde então, equipes da NASA tentavam restabelecer a comunicação. Uma investigação da agência apontou que a nave entrou em modo de segurança e começou a girar em velocidade anormal. Com isso, as baterias se esgotaram, o sistema de comunicação perdeu energia e a sonda ficou incapacitada de enviar dados. Segundo a NASA, ainda não é possível determinar a causa original da falha. Um relatório final sobre o incidente deve ser divulgado ainda neste ano. Agora no g1 Mais de uma década em Marte Lançada em novembro de 2013, a MAVEN chegou à órbita de Marte em setembro de 2014. A missão tinha duração prevista de apenas um ano, mas permaneceu ativa por mais de 11 anos. Seu principal objetivo era investigar como o planeta vermelho perdeu grande parte da atmosfera ao longo de bilhões de anos. As descobertas ajudaram a explicar por que Marte, que pode ter abrigado água líquida no passado, se tornou um mundo frio e árido. Entre os resultados mais importantes da missão estão: a demonstração de que tempestades solares aceleram a perda da atmosfera marciana; a descoberta de novos tipos de auroras em Marte; a observação direta do processo pelo qual partículas escapam da atmosfera para o espaço; estudos sobre o impacto de tempestades globais de poeira na perda de água do planeta. Além das pesquisas científicas, a MAVEN também funcionava como uma espécie de retransmissora de dados enviados por robôs exploradores na superfície de Marte. Legado para futuras missões De acordo com a NASA, os dados coletados pela sonda continuarão sendo usados por cientistas durante décadas e serão importantes para o planejamento de futuras missões tripuladas ao planeta. "A ciência produzida pela MAVEN é fundamental para entender quais medidas de proteção contra radiação e segurança serão necessárias antes de enviar seres humanos a Marte", afirmou Louise Prockter, diretora da Divisão de Ciência Planetária da NASA. A missão gerou mais de 800 estudos científicos ao longo de sua operação.