Termina tratado nuclear entre Rússia e EUA; entenda por que cenário deve mudar Uma acusação dos Estados Unidos contra a China reacendeu as tensões entre as duas potências nucleares e o debate sobre o futuro do controle de armas, em um contexto de crescente rivalidade estratégica e desconfiança entre os dois países. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os Estados Unidos afirmam ter evidências que sugerem que a China realizou um teste nuclear secreto. Segundo Washington, um sinal sísmico detectado em junho de 2020 perto do sítio de Lop Nur, no oeste da China, corresponde a uma explosão nuclear de baixa potência. Autoridades norte-americanas avaliam que os dados registrados não correspondem a um terremoto nem a qualquer atividade de mineração conhecida. Elas sugerem a possibilidade de um teste deliberadamente discreto, possivelmente planejado para burlar mecanismos internacionais de monitoramento e verificação. Pequim rejeita categoricamente as alegações e acusa Washington de distorcer os fatos para justificar a própria estratégia nuclear. Especialistas internacionais permanecem cautelosos. Os sinais sísmicos observados são considerados muito fracos para confirmar definitivamente que houve um teste nuclear, diante da falta de evidências técnicas suficientes. Vácuo no controle de armas Imagem de arquivo mostra teste com arma nuclear feito pelos Estados Unidos Yucca Flats, no estado de Nevada, em 1955. Comissão Atômica dos Estados Unidos via AP Além da análise científica, o caso ocorre em meio a um desafio mais amplo no cenário de desarmamento. Ele surge no momento em que o último grande tratado que limitava os arsenais estratégicos das principais potências nucleares expirou, deixando um vácuo no controle de armas. Batizado de Novo START, o tratado de controle de armas nucleares firmado entre os Estados Unidos e a Rússia em 2010 expirou neste mês. Diante disso, o presidente Donald Trum, pediu um novo acordo que inclua a China. O documento impunha limites de 1.550 ogivas estratégicas implantadas e 800 lançadores e bombardeiros pesados para cada lado, com mecanismos de verificação mútua. No entanto, a eficácia do tratado já estava comprometida desde 2023, quando as inspeções foram suspensas em decorrência da ofensiva russa em grande escala na Ucrânia. LEIA TAMBÉM CIA aposta em drama de pai de família e divulga vídeo em chinês para recrutar espiões na China; ASSISTA Mísseis nucleares, drones poderosos e armas secretas: como o poderio militar da China ameaça os EUA; INFOGRÁFICO VÍDEO: avalanche na Itália deixa 3 esquiadores mortos nos Alpes EUA ameaçam retomar testes Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul Reuters/Evelyn Hockstein Nesse contexto, Washington levanta a possibilidade de retomar testes nucleares em nome do equilíbrio estratégico. A perspectiva amplia preocupações de analistas, que alertam para a crescente desconfiança e o risco de escalada entre potências nucleares. Na terça-feira (17), um alto funcionário do governo norte-americano afirmou que os EUA estão prontos para voltar a realizar testes nucleares de baixa potência, encerrando décadas de moratória, e reiterou acusações de explosões secretas por parte da China. Christopher Yeaw, subsecretário do escritório de controle de armas e não proliferação do Departamento de Estado, afirmou que Trump falava sério quando declarou, em outubro, que os EUA voltariam a realizar testes nucleares, sem dar detalhes. “Como disse o presidente, os Estados Unidos voltarão a realizar testes em igualdade de condições”, declarou Yeaw no centro de estudos Hudson Institute, em Washington. “A igualdade de condições, no entanto, pressupõe uma resposta a um padrão prévio. Não é preciso ir além de China ou Rússia para encontrar esse padrão”, explicou. Yeaw não anunciou uma data para esses testes e disse que Trump tomará a decisão, mas indicou que ocorrerão em um “cenário parelho”. “Não vamos continuar em uma desvantagem intolerável”, acrescentou. VÍDEOS: mais assistidos do g1
EUA acusam China de teste nuclear secreto e elevam tensão entre potências
Guia Modelo Escrito em 19/02/2026
Termina tratado nuclear entre Rússia e EUA; entenda por que cenário deve mudar Uma acusação dos Estados Unidos contra a China reacendeu as tensões entre as duas potências nucleares e o debate sobre o futuro do controle de armas, em um contexto de crescente rivalidade estratégica e desconfiança entre os dois países. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Os Estados Unidos afirmam ter evidências que sugerem que a China realizou um teste nuclear secreto. Segundo Washington, um sinal sísmico detectado em junho de 2020 perto do sítio de Lop Nur, no oeste da China, corresponde a uma explosão nuclear de baixa potência. Autoridades norte-americanas avaliam que os dados registrados não correspondem a um terremoto nem a qualquer atividade de mineração conhecida. Elas sugerem a possibilidade de um teste deliberadamente discreto, possivelmente planejado para burlar mecanismos internacionais de monitoramento e verificação. Pequim rejeita categoricamente as alegações e acusa Washington de distorcer os fatos para justificar a própria estratégia nuclear. Especialistas internacionais permanecem cautelosos. Os sinais sísmicos observados são considerados muito fracos para confirmar definitivamente que houve um teste nuclear, diante da falta de evidências técnicas suficientes. Vácuo no controle de armas Imagem de arquivo mostra teste com arma nuclear feito pelos Estados Unidos Yucca Flats, no estado de Nevada, em 1955. Comissão Atômica dos Estados Unidos via AP Além da análise científica, o caso ocorre em meio a um desafio mais amplo no cenário de desarmamento. Ele surge no momento em que o último grande tratado que limitava os arsenais estratégicos das principais potências nucleares expirou, deixando um vácuo no controle de armas. Batizado de Novo START, o tratado de controle de armas nucleares firmado entre os Estados Unidos e a Rússia em 2010 expirou neste mês. Diante disso, o presidente Donald Trum, pediu um novo acordo que inclua a China. O documento impunha limites de 1.550 ogivas estratégicas implantadas e 800 lançadores e bombardeiros pesados para cada lado, com mecanismos de verificação mútua. No entanto, a eficácia do tratado já estava comprometida desde 2023, quando as inspeções foram suspensas em decorrência da ofensiva russa em grande escala na Ucrânia. LEIA TAMBÉM CIA aposta em drama de pai de família e divulga vídeo em chinês para recrutar espiões na China; ASSISTA Mísseis nucleares, drones poderosos e armas secretas: como o poderio militar da China ameaça os EUA; INFOGRÁFICO VÍDEO: avalanche na Itália deixa 3 esquiadores mortos nos Alpes EUA ameaçam retomar testes Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul Reuters/Evelyn Hockstein Nesse contexto, Washington levanta a possibilidade de retomar testes nucleares em nome do equilíbrio estratégico. A perspectiva amplia preocupações de analistas, que alertam para a crescente desconfiança e o risco de escalada entre potências nucleares. Na terça-feira (17), um alto funcionário do governo norte-americano afirmou que os EUA estão prontos para voltar a realizar testes nucleares de baixa potência, encerrando décadas de moratória, e reiterou acusações de explosões secretas por parte da China. Christopher Yeaw, subsecretário do escritório de controle de armas e não proliferação do Departamento de Estado, afirmou que Trump falava sério quando declarou, em outubro, que os EUA voltariam a realizar testes nucleares, sem dar detalhes. “Como disse o presidente, os Estados Unidos voltarão a realizar testes em igualdade de condições”, declarou Yeaw no centro de estudos Hudson Institute, em Washington. “A igualdade de condições, no entanto, pressupõe uma resposta a um padrão prévio. Não é preciso ir além de China ou Rússia para encontrar esse padrão”, explicou. Yeaw não anunciou uma data para esses testes e disse que Trump tomará a decisão, mas indicou que ocorrerão em um “cenário parelho”. “Não vamos continuar em uma desvantagem intolerável”, acrescentou. VÍDEOS: mais assistidos do g1