Mulher é presa em São Luís suspeita de integrar quadrilha de 'sextortion' e lavagem de dinheiro Divulgação/PC-MA Uma mulher foi presa na manhã dessa quinta-feira (21) em São Luís, suspeita de integrar uma organização criminosa especializada em extorsão, lavagem de dinheiro e o crime de 'sextortion' (extorsão sexual). A operação foi realizada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) em apoio à Polícia Civil do Paraná, onde o inquérito é conduzido. Além do Maranhão também foram expedidos cinco mandados de prisão e cinco de busca domiciliar em Santa Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), Ielmo Marinho (RN) e João Pessoa (PB). 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp A mulher presa em São Luís integrava o grupo de "conteiros" da organização criminosa, segundo a Polícia Civil do Maranhão. A função dela era fornecer sua conta bancária para receber e movimentar o dinheiro obtido com os golpes, auxiliando na ocultação dos valores. Ainda de acordo com as investigações, as contas utilizadas pela quadrilha já foram identificadas em diversos boletins de ocorrência registrados em diferentes estados brasileiros. ➡️ Como os criminosos agem Por meio de redes sociais e, posteriormente, de aplicativo de mensagens instantâneas, a vítima paranaense de Palmas foi contatada por um perfil falso em nome de “David Green”. O criminoso utilizava fotos de terceiro, já mapeadas como recorrentes em golpes internacionais e, se apresentava falsamente como um médico oncologista em missão de paz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Síria. Durante o processo de manipulação emocional, o autor prometia casamento e conquistou a confiança da vítima, a induzindo ao compartilhamento de fotos e vídeos íntimos. Após a vítima demonstrar desconfiança e relatar dificuldades financeiras, o investigado passou a praticar extorsão na modalidade sextortion ,ameaçando divulgar o material íntimo em redes sociais caso não recebesse novos pagamentos, exigindo a quantia de R$ 20 mil. Ao todo, a vítima teve um prejuízo de mais de R$ 60 mil. Agora no g1 ➡️ Organização criminosa estruturada A investigação da PC-PR identificou uma divisão estruturada de tarefas na organização criminosa. O núcleo estrangeiro, de caráter operacional, utilizava terminal telefônico com DDI da Nigéria (+234). Este núcleo era responsável pela abordagem, sedução e posterior extorsão. A apuração identificou que, em dois meses, foram movimentados quase R$ 4 milhões. Algumas das contas figuram como beneficiárias em múltiplos boletins de ocorrência registrados em diversos estados da federação. Os dados bancários permitem estimar ao menos vinte vítimas do mesmo esquema criminoso, localizadas em diversos Estados.
Mulher é presa suspeita de integrar quadrilha de 'sextortion' e lavagem de dinheiro, em São Luís
Guia Modelo Escrito em 21/05/2026
Mulher é presa em São Luís suspeita de integrar quadrilha de 'sextortion' e lavagem de dinheiro Divulgação/PC-MA Uma mulher foi presa na manhã dessa quinta-feira (21) em São Luís, suspeita de integrar uma organização criminosa especializada em extorsão, lavagem de dinheiro e o crime de 'sextortion' (extorsão sexual). A operação foi realizada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) em apoio à Polícia Civil do Paraná, onde o inquérito é conduzido. Além do Maranhão também foram expedidos cinco mandados de prisão e cinco de busca domiciliar em Santa Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), Ielmo Marinho (RN) e João Pessoa (PB). 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp A mulher presa em São Luís integrava o grupo de "conteiros" da organização criminosa, segundo a Polícia Civil do Maranhão. A função dela era fornecer sua conta bancária para receber e movimentar o dinheiro obtido com os golpes, auxiliando na ocultação dos valores. Ainda de acordo com as investigações, as contas utilizadas pela quadrilha já foram identificadas em diversos boletins de ocorrência registrados em diferentes estados brasileiros. ➡️ Como os criminosos agem Por meio de redes sociais e, posteriormente, de aplicativo de mensagens instantâneas, a vítima paranaense de Palmas foi contatada por um perfil falso em nome de “David Green”. O criminoso utilizava fotos de terceiro, já mapeadas como recorrentes em golpes internacionais e, se apresentava falsamente como um médico oncologista em missão de paz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Síria. Durante o processo de manipulação emocional, o autor prometia casamento e conquistou a confiança da vítima, a induzindo ao compartilhamento de fotos e vídeos íntimos. Após a vítima demonstrar desconfiança e relatar dificuldades financeiras, o investigado passou a praticar extorsão na modalidade sextortion ,ameaçando divulgar o material íntimo em redes sociais caso não recebesse novos pagamentos, exigindo a quantia de R$ 20 mil. Ao todo, a vítima teve um prejuízo de mais de R$ 60 mil. Agora no g1 ➡️ Organização criminosa estruturada A investigação da PC-PR identificou uma divisão estruturada de tarefas na organização criminosa. O núcleo estrangeiro, de caráter operacional, utilizava terminal telefônico com DDI da Nigéria (+234). Este núcleo era responsável pela abordagem, sedução e posterior extorsão. A apuração identificou que, em dois meses, foram movimentados quase R$ 4 milhões. Algumas das contas figuram como beneficiárias em múltiplos boletins de ocorrência registrados em diversos estados da federação. Os dados bancários permitem estimar ao menos vinte vítimas do mesmo esquema criminoso, localizadas em diversos Estados.