O que mostra a pesquisa Quaest após a briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro A menos de três meses para o primeiro turno das eleições de outubro, pesquisa Quaest de intenção de voto para presidente mostra Lula (PT) na liderança no primeiro e no segundo turno. Atrás do petista, está o senador Flávio Bolsonaro (PL). As oscilações na comparação com a Quaest de junho se deram dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos, mas a observação dos indicadores nos últimos meses permite ver tendências de alta e de queda. Felipe Nunes, diretor da Quaest, analisa que ações do governo federal para estimular a economia ajudam a explicar a tendência de melhora em indicadores de Lula nos últimos meses - em intenções de voto e em avaliação da gestão. Já Flávio passa por um momento de "fragilidade", avalia Nunes, desde que veio à tona a relação do senador com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcado, do Master. Confira os cinco principais pontos da última pesquisa Quaest: 1 - Liderança de Lula no 1º e 2 turno Lula tem 40% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial. Flávio Bolsonaro (PL) tem 28%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo) tem 2%, e outros pré-candidatos somam 4%. Em junho, Lula tinha 39%, e Flávio Bolsonaro, 29%. Caiado e Renan tinham 3% cada um. Veja os números da pesquisa de julho para o 1º turno: Lula (PT): 40% Flávio Bolsonaro (PL): 28% Ronaldo Caiado (PSD): 4% Renan Santos (Missão): 3% Romeu Zema (Novo): 2% Cabo Daciolo (Mobiliza), Escritor Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP): 1% cada Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram Pesquisa Quaest 1º turno - julho/26 Arte g1 No segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de oito pontos percentuais. No levantamento anterior, divulgado no mês passado, a distância entre os dois era de seis pontos. O petista também foi testado em cenários de segundo turno contra Caiado, Renan e Zema e venceria deles também. Veja os números da pesquisa de julho para o 2º turno entre Lula e Flávio: Lula: 45% (eram 44% em junho e 42% em maio) Flávio Bolsonaro: 37% (eram 38% em junho e 41% em maio) Branco/nulo/não vai votar: 14% (eram 14% em junho e maio) Indecisos: 4% (eram 4% em junho e 3% em maio) Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, de julho de 2026 Arte/g1 2 - Empate entre aprovação e desaprovação do governo Lula A aprovação do governo Lula superou numericamente a desaprovação, pela primeira vez desde dezembro de 2024. Segundo a Quaest, 48% aprovam a gestão, enquanto 47% desaprovam, o que caracteriza uma situação de empate técnico. Empate também, dessa vez numérico, entre os brasileiros que avaliam o governo positiva e negativamente: 36% para cada lado. Outros 26% avaliam como regular. A impressão dos eleitores sobre a gestão federal melhorou até mesmo entre pessoas com renda superior a 5 salários mínimos, que moram na região Sul e no Centro-Oeste - grupos em que Flávio Bolsonaro costuma se sair melhor em pesquisas de intenção de voto. Confira os números gerais sobre aprovação do governo Lula: Desaprova o governo: 47% (eram 48% em junho, 49% em maio, 52% em abril e 51% em março); Aprova: 48% (eram 47% em junho, 46% em maio, 43% em abril e 44% em março); Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em junho, maio, abril e março). Quaest: aprovação do governo Lula (julho/2026) Arte/g1 3- Percepção sobre economia e indicadores de Lula O diretor da Quaest, Felipe Nunes, associa a melhora nos indicadores de Lula à percepção dos eleitores sobre a economia do país. "O que estamos mostrando: a aprovação do governo tem uma melhora consecutiva desde abril. Essa melhora é fundamentada em 3 fatores: o Desenrola diminui as dívidas dos brasileiros, a discussão sobre o fim da escala 6x1 cria a expectativa de que as pessoas vão poder trabalhar menos e ter mais qualidade de vida, e a isenção do IR finalmente começa a chegar em setores importantes da sociedade", diz Nunes. Sobre o Desenrola, a Quaest mostra que 66% dos entrevistados estão sabendo do programa para renegociação de dívidas (eram 57% em maio, quando a iniciativa foi lançada). Além disso, 55% consideram que é uma boa ideia do governo e 35% afirmam que a renda aumentou significativamente após o lançamento do programa. Em junho, eram 30%. Sobre o fim da jornada 6x1, proposta apoiada pelo governo e aprovada na Câmara dos Deputados em maio, 69% dizem ser a favor e 50% esperam trabalhar menos com a redução da jornada. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil começou a valer no começo do ano, e desde então cresceu o percentual de quem diz ter sentido a diferença na renda. Para 24%, a renda aumentou significativamente. Eram 15% em fevereiro e 17% em abril. Em fevereiro, 50% afirmavam que não haviam sentido qualquer diferença. Esse índice caiu para 39%. 4 - Caso Master, tarifaço briga com Michelle e os indicadores de Flávio O diretor da Quaest, Felipe Nunes, diz que a pré-campanha de Flávio vive um momento de “fragilidade”. Desde maio, quando veio à tona a relação entre Flávio e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Master, os indicadores do senador pioraram. Por exemplo, entre eleitores da direita não bolsonarista, 74% disseram que votariam em Flávio em maio. Agora, em julho, esse índice caiu para 54%. De maio para cá, Flávio lida com os desdobramentos do caso Master, com a desconfiança, identificada em pesquisa Quaest, de que foi aos Estados Unidos pedir a Donald Trump para taxar os produtos brasileiros em um novo tarifaço e, desde junho, com uma briga pública com a madrasta Michelle Bolsonaro. Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira, a Quaest perguntou aos eleitores com quem eles concordam na briga entre Flávio e Michelle. 42% disseram concordar com Michelle, que publicou vídeo dizendo ter sido humilhada pelo enteado. Infográfico - Pesquisa Quaest de julho mostra que 42% concordam mais com Michelle Bolsonaro no desentendimento com Flávio Bolsonaro; 18% ficam ao lado do senador Equipe de Arte/g1 "Essa fragilidade da campanha de Flávio pode ser justificada por alguns fatores. O mais expressivo deles foi o conflito com Michelle Bolsonaro. Os vídeos divulgados parecem ter provocado algum dano dentro da base potencial do Flávio, já que 35% da direita e 20% do bolsonarismo acham que Michelle acertou ao divulgar o vídeo." Mesmo com esse desgaste, nenhum outro nome aparece mais competitivo do que Flávio contra Lula, afirma Nunes. 5 - Perguntas sobre aliado de Lula e caso Master Essa foi a primeira Quaest desde que investigações da Polícia Federal detalharam a conexão do senador Jaques Wagner (PT-BA) e o caso Master. Jaques era líder do governo Lula no Senado e acabou destituído do posto. A pesquisa trouxe perguntas específicas sobre o tema. Para 62% dos brasileiros, a operação contra Wagner pode ser prejudicial à campanha de reeleição de Lula. O impacto é considerado "muito negativo" por 37% dos entrevistados e "um pouco negativo" por 25%. Infográfico mostra a percepção sobre o impacto do caso Jaques Wagner na campanha de Lula, segundo a Quaest de julho Equipe de Arte/g1 Além disso, 43% dos entrevistados veem o caso de Jaques Wagner como uma "questão institucional do governo Lula". Outros 35% o tratam como um assunto estritamente pessoal do senador. Segundo a PF, Wagner é suspeito de ter recebido vantagens econômicas indevidas do banco Master, que incluiriam o uso de aeronaves privadas, ingressos para shows internacionais e a aquisição oculta de um apartamento de luxo, além de repasses para empresas de seu núcleo familiar. Em contrapartida, o senador teria atuado no Congresso em defesa de interesses do Banco Master, em temas como emendas sobre crédito consignado e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) Divulgação Metodologia da pesquisa A pesquisa Quaset de julho foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-07181/2026.
5 pontos sobre a pesquisa Quaest divulgada após briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro e operação contra Jaques Wagner
Guia Modelo Escrito em 16/07/2026
O que mostra a pesquisa Quaest após a briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro A menos de três meses para o primeiro turno das eleições de outubro, pesquisa Quaest de intenção de voto para presidente mostra Lula (PT) na liderança no primeiro e no segundo turno. Atrás do petista, está o senador Flávio Bolsonaro (PL). As oscilações na comparação com a Quaest de junho se deram dentro da margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos, mas a observação dos indicadores nos últimos meses permite ver tendências de alta e de queda. Felipe Nunes, diretor da Quaest, analisa que ações do governo federal para estimular a economia ajudam a explicar a tendência de melhora em indicadores de Lula nos últimos meses - em intenções de voto e em avaliação da gestão. Já Flávio passa por um momento de "fragilidade", avalia Nunes, desde que veio à tona a relação do senador com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcado, do Master. Confira os cinco principais pontos da última pesquisa Quaest: 1 - Liderança de Lula no 1º e 2 turno Lula tem 40% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial. Flávio Bolsonaro (PL) tem 28%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo) tem 2%, e outros pré-candidatos somam 4%. Em junho, Lula tinha 39%, e Flávio Bolsonaro, 29%. Caiado e Renan tinham 3% cada um. Veja os números da pesquisa de julho para o 1º turno: Lula (PT): 40% Flávio Bolsonaro (PL): 28% Ronaldo Caiado (PSD): 4% Renan Santos (Missão): 3% Romeu Zema (Novo): 2% Cabo Daciolo (Mobiliza), Escritor Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP): 1% cada Edmilson Costa (PCB), Heró Bezerra (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram Pesquisa Quaest 1º turno - julho/26 Arte g1 No segundo turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de oito pontos percentuais. No levantamento anterior, divulgado no mês passado, a distância entre os dois era de seis pontos. O petista também foi testado em cenários de segundo turno contra Caiado, Renan e Zema e venceria deles também. Veja os números da pesquisa de julho para o 2º turno entre Lula e Flávio: Lula: 45% (eram 44% em junho e 42% em maio) Flávio Bolsonaro: 37% (eram 38% em junho e 41% em maio) Branco/nulo/não vai votar: 14% (eram 14% em junho e maio) Indecisos: 4% (eram 4% em junho e 3% em maio) Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, de julho de 2026 Arte/g1 2 - Empate entre aprovação e desaprovação do governo Lula A aprovação do governo Lula superou numericamente a desaprovação, pela primeira vez desde dezembro de 2024. Segundo a Quaest, 48% aprovam a gestão, enquanto 47% desaprovam, o que caracteriza uma situação de empate técnico. Empate também, dessa vez numérico, entre os brasileiros que avaliam o governo positiva e negativamente: 36% para cada lado. Outros 26% avaliam como regular. A impressão dos eleitores sobre a gestão federal melhorou até mesmo entre pessoas com renda superior a 5 salários mínimos, que moram na região Sul e no Centro-Oeste - grupos em que Flávio Bolsonaro costuma se sair melhor em pesquisas de intenção de voto. Confira os números gerais sobre aprovação do governo Lula: Desaprova o governo: 47% (eram 48% em junho, 49% em maio, 52% em abril e 51% em março); Aprova: 48% (eram 47% em junho, 46% em maio, 43% em abril e 44% em março); Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em junho, maio, abril e março). Quaest: aprovação do governo Lula (julho/2026) Arte/g1 3- Percepção sobre economia e indicadores de Lula O diretor da Quaest, Felipe Nunes, associa a melhora nos indicadores de Lula à percepção dos eleitores sobre a economia do país. "O que estamos mostrando: a aprovação do governo tem uma melhora consecutiva desde abril. Essa melhora é fundamentada em 3 fatores: o Desenrola diminui as dívidas dos brasileiros, a discussão sobre o fim da escala 6x1 cria a expectativa de que as pessoas vão poder trabalhar menos e ter mais qualidade de vida, e a isenção do IR finalmente começa a chegar em setores importantes da sociedade", diz Nunes. Sobre o Desenrola, a Quaest mostra que 66% dos entrevistados estão sabendo do programa para renegociação de dívidas (eram 57% em maio, quando a iniciativa foi lançada). Além disso, 55% consideram que é uma boa ideia do governo e 35% afirmam que a renda aumentou significativamente após o lançamento do programa. Em junho, eram 30%. Sobre o fim da jornada 6x1, proposta apoiada pelo governo e aprovada na Câmara dos Deputados em maio, 69% dizem ser a favor e 50% esperam trabalhar menos com a redução da jornada. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil começou a valer no começo do ano, e desde então cresceu o percentual de quem diz ter sentido a diferença na renda. Para 24%, a renda aumentou significativamente. Eram 15% em fevereiro e 17% em abril. Em fevereiro, 50% afirmavam que não haviam sentido qualquer diferença. Esse índice caiu para 39%. 4 - Caso Master, tarifaço briga com Michelle e os indicadores de Flávio O diretor da Quaest, Felipe Nunes, diz que a pré-campanha de Flávio vive um momento de “fragilidade”. Desde maio, quando veio à tona a relação entre Flávio e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Master, os indicadores do senador pioraram. Por exemplo, entre eleitores da direita não bolsonarista, 74% disseram que votariam em Flávio em maio. Agora, em julho, esse índice caiu para 54%. De maio para cá, Flávio lida com os desdobramentos do caso Master, com a desconfiança, identificada em pesquisa Quaest, de que foi aos Estados Unidos pedir a Donald Trump para taxar os produtos brasileiros em um novo tarifaço e, desde junho, com uma briga pública com a madrasta Michelle Bolsonaro. Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira, a Quaest perguntou aos eleitores com quem eles concordam na briga entre Flávio e Michelle. 42% disseram concordar com Michelle, que publicou vídeo dizendo ter sido humilhada pelo enteado. Infográfico - Pesquisa Quaest de julho mostra que 42% concordam mais com Michelle Bolsonaro no desentendimento com Flávio Bolsonaro; 18% ficam ao lado do senador Equipe de Arte/g1 "Essa fragilidade da campanha de Flávio pode ser justificada por alguns fatores. O mais expressivo deles foi o conflito com Michelle Bolsonaro. Os vídeos divulgados parecem ter provocado algum dano dentro da base potencial do Flávio, já que 35% da direita e 20% do bolsonarismo acham que Michelle acertou ao divulgar o vídeo." Mesmo com esse desgaste, nenhum outro nome aparece mais competitivo do que Flávio contra Lula, afirma Nunes. 5 - Perguntas sobre aliado de Lula e caso Master Essa foi a primeira Quaest desde que investigações da Polícia Federal detalharam a conexão do senador Jaques Wagner (PT-BA) e o caso Master. Jaques era líder do governo Lula no Senado e acabou destituído do posto. A pesquisa trouxe perguntas específicas sobre o tema. Para 62% dos brasileiros, a operação contra Wagner pode ser prejudicial à campanha de reeleição de Lula. O impacto é considerado "muito negativo" por 37% dos entrevistados e "um pouco negativo" por 25%. Infográfico mostra a percepção sobre o impacto do caso Jaques Wagner na campanha de Lula, segundo a Quaest de julho Equipe de Arte/g1 Além disso, 43% dos entrevistados veem o caso de Jaques Wagner como uma "questão institucional do governo Lula". Outros 35% o tratam como um assunto estritamente pessoal do senador. Segundo a PF, Wagner é suspeito de ter recebido vantagens econômicas indevidas do banco Master, que incluiriam o uso de aeronaves privadas, ingressos para shows internacionais e a aquisição oculta de um apartamento de luxo, além de repasses para empresas de seu núcleo familiar. Em contrapartida, o senador teria atuado no Congresso em defesa de interesses do Banco Master, em temas como emendas sobre crédito consignado e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) Divulgação Metodologia da pesquisa A pesquisa Quaset de julho foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-07181/2026.