Guardas municipais são indiciados por torturar mulher após furto de moto Dois guardas civis municipais foram indiciados pela polícia por torturar, agredir e ameaçar de morte uma mulher de 32 anos, durante uma abordagem, para obrigá-la a revelar o paradeiro do namorado após ela confessar o envolvimento de ambos no furto de uma motocicleta em Birigui (SP). O relatório final do inquérito policial, concluído pelo delegado Eduardo de Paula, foi obtido em primeira mão pelo g1 nesta terça-feira (7). No documento, a polícia indiciou os dois agentes por tortura e encaminhou o caso ao Ministério Público. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp No dia 18 de março de 2025, a mulher e o namorado furtaram uma motocicleta no bairro Monte Líbano. Assista ao vídeo acima. Três dias depois, em 21 de março, ela foi encontrada pelos guardas municipais em uma casa abandonada. Casa abandonada onde mulher foi encontrada na abordagem em Birigui (SP) Arquivo pessoal No local, a mulher confirmou aos guardas que fugiu depois do furto e que o namorado participou do crime, mas já tinha vendido a motocicleta em Araçatuba (SP). Diante disso, a investigação apontou que a vítima foi agredida com socos e chutes no peito e na região da costela, com o objetivo de fazê-la revelar o paradeiro do companheiro. Em depoimento à polícia, a mulher afirmou que foi levada a um cemitério e colocada dentro de uma cova, na qual os guardas apontaram a arma para a cabeça dela e a ameaçaram de morte para que dissesse onde estava a moto. Em seguida, a mulher foi levada à delegacia de Birigui pelos guardas municipais. Ao chegar à unidade policial, porém, ela apresentava intenso estado de pânico, desmaios recorrentes e um quadro de hemorragia interna, o que levou o delegado a determinar atendimento médico imediato e a abertura de uma investigação específica para apurar a suspeita de tortura. Ela foi levada ao pronto-socorro e, depois de tomar a medicação, recebeu alta médica. O laudo de exame de corpo de delito constatou os ferimentos e lesões nas regiões abdominal e torácica provocadas por ação contundente. Os guardas respondem à investigação e ao processo em liberdade. Com a conclusão do inquérito, a autoridade policial representou pela decretação da prisão preventiva dos dois investigados. Guardas negaram as acusações Os dois guardas municipais negaram qualquer prática de tortura durante os interrogatórios. Um dos suspeitos afirmou que a mulher teria se machucado ao fugir, pulando muros, e sustentou que as lesões decorreram das quedas. As justificativas, porém, foram rejeitadas durante a investigação. Segundo a Polícia Civil, depoimentos de policiais civis e profissionais da saúde contradizem a versão apresentada pelos investigados. Durante a apuração, um dos guardas foi exonerado administrativamente da Guarda Civil Municipal por mudança de domicílio para outro estado. LEIA MAIS: DIA DO CHOCOLATE: empresário aposta em produção artesanal e saudável que pode levar até 48 horas para ficar pronta FÃ DA CORPORAÇÃO: menino recebe visita surpresa de policiais militares em festa de aniversário de 5 anos AVENTURA: Família faz viagem em motorhome e percorre cerca de 2 mil quilômetros pelos Estados Unidos Já em relação ao guarda que permanece na corporação, a Polícia Civil analisou o histórico funcional e destacou a existência de registros anteriores de ocorrências envolvendo uso desproporcional da força, agressões físicas e abuso de autoridade em abordagens de rotina. No relatório, o delegado afirma que esses registros indicam um "padrão de atuação violento e desabonador", extrapolando os limites constitucionais da função pública. Por isso, o delegado solicitou à Justiça a aplicação de medida cautelar para suspendê-lo das funções operacionais externas, permitindo apenas atuação em serviços administrativos internos, além da proibição de manter contato com a vítima, testemunhas e demais envolvidos no caso. O caso agora está sob análise do Ministério Público, responsável por decidir se oferece denúncia criminal contra os guardas municipais. Initial plugin text O que diz a prefeitura? Em nota, a Prefeitura de Birigui informou que a sindicância instaurada para apurar a conduta dos servidores ainda não foi concluída. Segundo o município, o procedimento foi interrompido temporariamente em razão de afastamentos de integrantes da comissão responsável pela investigação. A administração informou ainda que um dos guardas citados permanece na corporação, mas está afastado das funções operacionais e atua em serviços administrativos, enquanto o outro pediu exoneração e não integra mais o quadro de servidores municipais. A Prefeitura afirmou que, por se tratar de um procedimento administrativo em andamento, a Corregedoria da Guarda Civil Municipal não irá se manifestar sobre o mérito da apuração até a conclusão dos trabalhos. Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
Guardas municipais são indiciados por torturar mulher para ela revelar o paradeiro do namorado após furto de motocicleta
Guia Modelo Escrito em 07/07/2026
Guardas municipais são indiciados por torturar mulher após furto de moto Dois guardas civis municipais foram indiciados pela polícia por torturar, agredir e ameaçar de morte uma mulher de 32 anos, durante uma abordagem, para obrigá-la a revelar o paradeiro do namorado após ela confessar o envolvimento de ambos no furto de uma motocicleta em Birigui (SP). O relatório final do inquérito policial, concluído pelo delegado Eduardo de Paula, foi obtido em primeira mão pelo g1 nesta terça-feira (7). No documento, a polícia indiciou os dois agentes por tortura e encaminhou o caso ao Ministério Público. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp No dia 18 de março de 2025, a mulher e o namorado furtaram uma motocicleta no bairro Monte Líbano. Assista ao vídeo acima. Três dias depois, em 21 de março, ela foi encontrada pelos guardas municipais em uma casa abandonada. Casa abandonada onde mulher foi encontrada na abordagem em Birigui (SP) Arquivo pessoal No local, a mulher confirmou aos guardas que fugiu depois do furto e que o namorado participou do crime, mas já tinha vendido a motocicleta em Araçatuba (SP). Diante disso, a investigação apontou que a vítima foi agredida com socos e chutes no peito e na região da costela, com o objetivo de fazê-la revelar o paradeiro do companheiro. Em depoimento à polícia, a mulher afirmou que foi levada a um cemitério e colocada dentro de uma cova, na qual os guardas apontaram a arma para a cabeça dela e a ameaçaram de morte para que dissesse onde estava a moto. Em seguida, a mulher foi levada à delegacia de Birigui pelos guardas municipais. Ao chegar à unidade policial, porém, ela apresentava intenso estado de pânico, desmaios recorrentes e um quadro de hemorragia interna, o que levou o delegado a determinar atendimento médico imediato e a abertura de uma investigação específica para apurar a suspeita de tortura. Ela foi levada ao pronto-socorro e, depois de tomar a medicação, recebeu alta médica. O laudo de exame de corpo de delito constatou os ferimentos e lesões nas regiões abdominal e torácica provocadas por ação contundente. Os guardas respondem à investigação e ao processo em liberdade. Com a conclusão do inquérito, a autoridade policial representou pela decretação da prisão preventiva dos dois investigados. Guardas negaram as acusações Os dois guardas municipais negaram qualquer prática de tortura durante os interrogatórios. Um dos suspeitos afirmou que a mulher teria se machucado ao fugir, pulando muros, e sustentou que as lesões decorreram das quedas. As justificativas, porém, foram rejeitadas durante a investigação. Segundo a Polícia Civil, depoimentos de policiais civis e profissionais da saúde contradizem a versão apresentada pelos investigados. Durante a apuração, um dos guardas foi exonerado administrativamente da Guarda Civil Municipal por mudança de domicílio para outro estado. LEIA MAIS: DIA DO CHOCOLATE: empresário aposta em produção artesanal e saudável que pode levar até 48 horas para ficar pronta FÃ DA CORPORAÇÃO: menino recebe visita surpresa de policiais militares em festa de aniversário de 5 anos AVENTURA: Família faz viagem em motorhome e percorre cerca de 2 mil quilômetros pelos Estados Unidos Já em relação ao guarda que permanece na corporação, a Polícia Civil analisou o histórico funcional e destacou a existência de registros anteriores de ocorrências envolvendo uso desproporcional da força, agressões físicas e abuso de autoridade em abordagens de rotina. No relatório, o delegado afirma que esses registros indicam um "padrão de atuação violento e desabonador", extrapolando os limites constitucionais da função pública. Por isso, o delegado solicitou à Justiça a aplicação de medida cautelar para suspendê-lo das funções operacionais externas, permitindo apenas atuação em serviços administrativos internos, além da proibição de manter contato com a vítima, testemunhas e demais envolvidos no caso. O caso agora está sob análise do Ministério Público, responsável por decidir se oferece denúncia criminal contra os guardas municipais. Initial plugin text O que diz a prefeitura? Em nota, a Prefeitura de Birigui informou que a sindicância instaurada para apurar a conduta dos servidores ainda não foi concluída. Segundo o município, o procedimento foi interrompido temporariamente em razão de afastamentos de integrantes da comissão responsável pela investigação. A administração informou ainda que um dos guardas citados permanece na corporação, mas está afastado das funções operacionais e atua em serviços administrativos, enquanto o outro pediu exoneração e não integra mais o quadro de servidores municipais. A Prefeitura afirmou que, por se tratar de um procedimento administrativo em andamento, a Corregedoria da Guarda Civil Municipal não irá se manifestar sobre o mérito da apuração até a conclusão dos trabalhos. Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM