Seca do Rio Negro, na Marina do Davi, em Manaus - 29 de outubro William Duarte/Rede Amazônica Mais de 146 mil famílias foram atingidas pela estiagem no Amazonas, segundo boletim divulgado pelo governo estadual neste domingo (1º). Ao todo, 47 municípios permanecem em situação de emergência e outros 15 estão em alerta por causa da seca dos rios. De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, são 146.425 famílias afetadas em todo o estado. O número de municípios em situação de emergência permanece o mesmo. Entre as cidades em emergência estão Manaquiri, Manacapuru, Parintins, Maués, Tefé, Lábrea e Boca do Acre. Já Manaus está entre os 15 municípios em situação de alerta. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O boletim também aponta problemas na qualidade do ar em diferentes regiões do estado. Na manhã deste domingo (1º), Parintins registrou a pior classificação, considerada péssima. Agora no g1 Outros 11 municípios apresentaram qualidade do ar entre ruim e muito ruim. São eles: Autazes, Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Maués, Nova Olinda do Norte, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba. Em outras 25 cidades, a qualidade do ar foi classificada como moderada. Distribuição de ajuda No dia 27 de outubro, o governo estadual enviou mais de 13 toneladas de alimentos para Anamã e Rio Preto da Eva. Os dois municípios devem receber, juntos, 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d'água com capacidade para 500 litros. Com essa entrega, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios. Até agora, foram distribuídas 4,8 mil cestas básicas, o equivalente a cerca de 96 toneladas de alimentos, além de 3,4 mil kits de limpeza e 3.060 caixas d'água de 500 litros. Também foram enviados três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água. Amazonas decreta emergência em saúde por 180 dias após seca isolar 562 comunidades Acidente fluvial em meio à seca fez hospital do interior perder 16 cilindros de oxigênio; caso é citado em decreto de emergência no AM Venda de gasolina e etanol em garrafas e galões é suspensa no AM para combater queimadas Combate às queimadas O estado também mantém ações de prevenção e combate às queimadas e aos efeitos da estiagem, em parceria com o governo federal. Cerca de 1,5 mil profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam na operação. As equipes contam com 18 aeronaves, sendo 16 do governo federal e duas do estadual. Entre os equipamentos estão oito aviões Air Tractor, dois aviões KC-390 e oito helicópteros. O governo também contratou mais 153 brigadistas florestais por meio do programa Floresta em Pé. As ações incluem fiscalização ambiental, monitoramento de incêndios e entrega de veículos e equipamentos para as equipes. Entre as operações em andamento estão a Tamoiotatá, que atua em 13 municípios, a Amazonas+Verde, com ações em 33 cidades, e a Alerta Fogo, que fiscaliza o uso ilegal do fogo. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), entre 1º de junho e 31 de outubro foram registradas 3.942 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. No mesmo período, as equipes atuaram no combate a 24.439 focos de incêndio no estado, sendo 4.750 na capital e 19.689 no interior. Como medida preventiva, o governo proibiu o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, com exceção dos casos previstos em lei. Também decretou situação de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado por causa da estiagem. As ações incluem ainda atividades de educação ambiental, que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto, e monitoramento de focos de calor por imagens de satélite.
Mais de 146 mil famílias são afetadas pela seca dos rios no Amazonas; veja situação das cidades
Guia Modelo Escrito em 01/11/2026
Seca do Rio Negro, na Marina do Davi, em Manaus - 29 de outubro William Duarte/Rede Amazônica Mais de 146 mil famílias foram atingidas pela estiagem no Amazonas, segundo boletim divulgado pelo governo estadual neste domingo (1º). Ao todo, 47 municípios permanecem em situação de emergência e outros 15 estão em alerta por causa da seca dos rios. De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, são 146.425 famílias afetadas em todo o estado. O número de municípios em situação de emergência permanece o mesmo. Entre as cidades em emergência estão Manaquiri, Manacapuru, Parintins, Maués, Tefé, Lábrea e Boca do Acre. Já Manaus está entre os 15 municípios em situação de alerta. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O boletim também aponta problemas na qualidade do ar em diferentes regiões do estado. Na manhã deste domingo (1º), Parintins registrou a pior classificação, considerada péssima. Agora no g1 Outros 11 municípios apresentaram qualidade do ar entre ruim e muito ruim. São eles: Autazes, Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Maués, Nova Olinda do Norte, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba. Em outras 25 cidades, a qualidade do ar foi classificada como moderada. Distribuição de ajuda No dia 27 de outubro, o governo estadual enviou mais de 13 toneladas de alimentos para Anamã e Rio Preto da Eva. Os dois municípios devem receber, juntos, 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d'água com capacidade para 500 litros. Com essa entrega, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios. Até agora, foram distribuídas 4,8 mil cestas básicas, o equivalente a cerca de 96 toneladas de alimentos, além de 3,4 mil kits de limpeza e 3.060 caixas d'água de 500 litros. Também foram enviados três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água. Amazonas decreta emergência em saúde por 180 dias após seca isolar 562 comunidades Acidente fluvial em meio à seca fez hospital do interior perder 16 cilindros de oxigênio; caso é citado em decreto de emergência no AM Venda de gasolina e etanol em garrafas e galões é suspensa no AM para combater queimadas Combate às queimadas O estado também mantém ações de prevenção e combate às queimadas e aos efeitos da estiagem, em parceria com o governo federal. Cerca de 1,5 mil profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam na operação. As equipes contam com 18 aeronaves, sendo 16 do governo federal e duas do estadual. Entre os equipamentos estão oito aviões Air Tractor, dois aviões KC-390 e oito helicópteros. O governo também contratou mais 153 brigadistas florestais por meio do programa Floresta em Pé. As ações incluem fiscalização ambiental, monitoramento de incêndios e entrega de veículos e equipamentos para as equipes. Entre as operações em andamento estão a Tamoiotatá, que atua em 13 municípios, a Amazonas+Verde, com ações em 33 cidades, e a Alerta Fogo, que fiscaliza o uso ilegal do fogo. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), entre 1º de junho e 31 de outubro foram registradas 3.942 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. No mesmo período, as equipes atuaram no combate a 24.439 focos de incêndio no estado, sendo 4.750 na capital e 19.689 no interior. Como medida preventiva, o governo proibiu o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, com exceção dos casos previstos em lei. Também decretou situação de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado por causa da estiagem. As ações incluem ainda atividades de educação ambiental, que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto, e monitoramento de focos de calor por imagens de satélite.