Força-tarefa tem dificuldades para conter vazamento de gás em Manaus A superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Amazonas, Francinete Lima, afirmou ao g1, nesta sexta-feira (17), que a empresa Innova manteve de forma ininterrupta a produção na fábrica do Distrito Industrial de Manaus, por pelo menos 48 horas após o vazamento de monômero de estireno, para esvaziar o tanque de armazenamento da substância onde ocorreu o incidente. O vazamento na Innova foi registrado às 17h36 de quarta-feira (15), após o monômero de estireno armazenado no reservatório apresentar uma elevação anormal de temperatura. A substância é utilizada na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido (isopor). A exposição ao produto por inalação pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dores de cabeça, tontura e náuseas. Segundo a superintendente, a empresa informou ao MTE que a produção não foi totalmente interrompida porque o produto armazenado no tanque danificado precisa ser utilizado para acelerar o esvaziamento da estrutura. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp “Aqui na fábrica ainda não parou totalmente a produção porque eles precisam esvaziar esse tanque, foi a informação que eles nos deram. A produção continua para que esse produto seja utilizado e saia o quanto antes do esvaziamento. Por isso que essa produção não parou. Ela está continuando 24 horas utilizando essa matéria-prima que está dentro desse tanque”, afirmou. Questionada se a matéria-prima utilizada é a que está armazenada no tanque danificado, Francinete respondeu: “Do tanque que está danificado, está sendo utilizado”. Na noite de sexta-feira, a Innova foi parcialmente interditada após drones equipados com câmeras térmicas identificarem fissuras no tanque de onde vaza monômero de estireno e confirmarem que o gás continua vazamento O g1 questionou a assessoria da Innova sobre a informação repassada pela autoridade, mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno. O incidente O vazamento de monômero de estireno foi registrado às 17h36 de quarta-feira, na Unidade IV da Innova. O forte odor do produto químico foi percebido em bairros próximos ao Distrito Industrial e levou à evacuação imediata de um shopping localizado nas proximidades da empresa. Desde a ocorrência, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) atuam no resfriamento do tanque para controlar a temperatura e evitar novos riscos. A principal hipótese investigada pela corporação é de uma reação espontânea no interior da estrutura. Até a tarde sexta-feira (17), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que realizou 211 atendimentos relacionados ao vazamento. Do total, 209 pacientes receberam alta, um permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e um homem de 67 anos morreu após procurar atendimento médico. Segundo a pasta, não foi constatada relação direta entre o óbito e a ocorrência, já que o paciente apresentava histórico de doença respiratória crônica. Em nota, a Innova informou que a ocorrência foi controlada conforme os protocolos de emergência da companhia e que todo o resíduo gerado foi armazenado para tratamento adequado. A empresa afirmou ainda que não houve incêndio, vazamento de produto líquido para fora da área de contenção nem registro de vítimas. "A situação foi prontamente contida de acordo com os procedimentos de emergência estabelecidos pela Companhia", informou a empresa. A Innova também declarou que não há risco de desabastecimento para clientes e que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Gás pode ser considerado tóxico O monômero de estireno, substância que vazou de um tanque da empresa Innova, em Manaus, é um produto químico tóxico, segundo a chefe do Departamento de Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Karime Bentes. A especialista também destacou que, em determinadas condições climáticas, o gás pode reagir e formar compostos nocivos que se espalham por grandes distâncias pelo ar. Karime Bentes explicou que o monômero de estireno é utilizado na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido (isopor). De acordo com ela, a exposição ao produto por inalação pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dores de cabeça, tontura e náuseas. A especialista afirma que o produto é originalmente liquido, mas ao se tornar gás, tende a se espalhar com mais facilidade, podendo chegar a locais distantes do ponto de vazamento. "O estireno é um produto químico que se apresenta na forma liquida, mas que evapora rapidamente. Ao se tornar gás, é mais pesado que o oxigênio, podendo se espalhar por grandes distâncias", disse. LEIA TAMBÉM: O que se sabe sobre vazamento de gás tóxico de fábrica em Manaus Gás que vazou de fábrica em Manaus é considerado tóxico e pode se espalhar por grandes distâncias, diz especialista Vazamento de gás em Manaus: Ministério Público do AM investiga causas e impactos do incidente Vazamento de gás tóxico em Manaus bombeiros seguem resfriando tanques após 41 horas Reprodução/Rede Amazônica Multas ultrapassam R$ 20 milhões A Innova foi multada em mais de R$ 20 milhões pela Prefeitura de Manaus após inspeções técnicas realizadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e por uma força-tarefa formada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec). Nesta sexta-feira (17), a empresa foi autuada em 35 mil Unidades Fiscais do Município (UFMs), o equivalente a R$ 5.347.300, por poluição do solo e de corpo hídrico. A prefeitura identificou, com auxílio de drones equipados com câmeras térmicas, fissuras em parte do tanque e constatou a continuidade do vazamento. Horas depois, o Ipaam informou que a Innova foi autuada em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental, em razão da poluição atmosférica provocada pelo incidente. Na quinta-feira (16), a prefeitura já havia aplicado outra multa à empresa, de 30 mil UFMs, equivalente a R$ 4.554.300, por poluição do ar causada pela emissão de gases. Somadas, as multas chegam a R$ 22.401.600,00. Os recursos arrecadados com as multas aplicadas pela prefeitura serão destinados ao Fundo Municipal para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDMA), responsável por financiar ações da política ambiental do município. O Governo do Estado não informou a destinação do valor. O g1 entrou em contato com a Innova sobre a multa, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Orientações de saúde A SES-AM orienta que pessoas que apresentem sintomas como irritação nos olhos, dor de garganta, falta de ar, tontura, náusea, dor de cabeça, sonolência, confusão mental ou perda de consciência procurem uma unidade de saúde ou acionem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192. A Defesa Civil recomenda que a população permaneça em locais abertos e ventilados, mantenha portas e janelas abertas para favorecer a circulação do ar e desligue aparelhos que captem ar do ambiente externo, como ar-condicionado e sistemas de ventilação. INFOGRÁFICO - Vazamento de gás deixa área isolada em Manaus. g1
Empresa manteve produção ininterrupta em fábrica de Manaus para esvaziar tanque de onde gás monômero de estireno vazou, diz MTE
Guia Modelo Escrito em 18/07/2026
Força-tarefa tem dificuldades para conter vazamento de gás em Manaus A superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Amazonas, Francinete Lima, afirmou ao g1, nesta sexta-feira (17), que a empresa Innova manteve de forma ininterrupta a produção na fábrica do Distrito Industrial de Manaus, por pelo menos 48 horas após o vazamento de monômero de estireno, para esvaziar o tanque de armazenamento da substância onde ocorreu o incidente. O vazamento na Innova foi registrado às 17h36 de quarta-feira (15), após o monômero de estireno armazenado no reservatório apresentar uma elevação anormal de temperatura. A substância é utilizada na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido (isopor). A exposição ao produto por inalação pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dores de cabeça, tontura e náuseas. Segundo a superintendente, a empresa informou ao MTE que a produção não foi totalmente interrompida porque o produto armazenado no tanque danificado precisa ser utilizado para acelerar o esvaziamento da estrutura. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp “Aqui na fábrica ainda não parou totalmente a produção porque eles precisam esvaziar esse tanque, foi a informação que eles nos deram. A produção continua para que esse produto seja utilizado e saia o quanto antes do esvaziamento. Por isso que essa produção não parou. Ela está continuando 24 horas utilizando essa matéria-prima que está dentro desse tanque”, afirmou. Questionada se a matéria-prima utilizada é a que está armazenada no tanque danificado, Francinete respondeu: “Do tanque que está danificado, está sendo utilizado”. Na noite de sexta-feira, a Innova foi parcialmente interditada após drones equipados com câmeras térmicas identificarem fissuras no tanque de onde vaza monômero de estireno e confirmarem que o gás continua vazamento O g1 questionou a assessoria da Innova sobre a informação repassada pela autoridade, mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno. O incidente O vazamento de monômero de estireno foi registrado às 17h36 de quarta-feira, na Unidade IV da Innova. O forte odor do produto químico foi percebido em bairros próximos ao Distrito Industrial e levou à evacuação imediata de um shopping localizado nas proximidades da empresa. Desde a ocorrência, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) atuam no resfriamento do tanque para controlar a temperatura e evitar novos riscos. A principal hipótese investigada pela corporação é de uma reação espontânea no interior da estrutura. Até a tarde sexta-feira (17), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que realizou 211 atendimentos relacionados ao vazamento. Do total, 209 pacientes receberam alta, um permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e um homem de 67 anos morreu após procurar atendimento médico. Segundo a pasta, não foi constatada relação direta entre o óbito e a ocorrência, já que o paciente apresentava histórico de doença respiratória crônica. Em nota, a Innova informou que a ocorrência foi controlada conforme os protocolos de emergência da companhia e que todo o resíduo gerado foi armazenado para tratamento adequado. A empresa afirmou ainda que não houve incêndio, vazamento de produto líquido para fora da área de contenção nem registro de vítimas. "A situação foi prontamente contida de acordo com os procedimentos de emergência estabelecidos pela Companhia", informou a empresa. A Innova também declarou que não há risco de desabastecimento para clientes e que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Gás pode ser considerado tóxico O monômero de estireno, substância que vazou de um tanque da empresa Innova, em Manaus, é um produto químico tóxico, segundo a chefe do Departamento de Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Karime Bentes. A especialista também destacou que, em determinadas condições climáticas, o gás pode reagir e formar compostos nocivos que se espalham por grandes distâncias pelo ar. Karime Bentes explicou que o monômero de estireno é utilizado na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido (isopor). De acordo com ela, a exposição ao produto por inalação pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dores de cabeça, tontura e náuseas. A especialista afirma que o produto é originalmente liquido, mas ao se tornar gás, tende a se espalhar com mais facilidade, podendo chegar a locais distantes do ponto de vazamento. "O estireno é um produto químico que se apresenta na forma liquida, mas que evapora rapidamente. Ao se tornar gás, é mais pesado que o oxigênio, podendo se espalhar por grandes distâncias", disse. LEIA TAMBÉM: O que se sabe sobre vazamento de gás tóxico de fábrica em Manaus Gás que vazou de fábrica em Manaus é considerado tóxico e pode se espalhar por grandes distâncias, diz especialista Vazamento de gás em Manaus: Ministério Público do AM investiga causas e impactos do incidente Vazamento de gás tóxico em Manaus bombeiros seguem resfriando tanques após 41 horas Reprodução/Rede Amazônica Multas ultrapassam R$ 20 milhões A Innova foi multada em mais de R$ 20 milhões pela Prefeitura de Manaus após inspeções técnicas realizadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e por uma força-tarefa formada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec). Nesta sexta-feira (17), a empresa foi autuada em 35 mil Unidades Fiscais do Município (UFMs), o equivalente a R$ 5.347.300, por poluição do solo e de corpo hídrico. A prefeitura identificou, com auxílio de drones equipados com câmeras térmicas, fissuras em parte do tanque e constatou a continuidade do vazamento. Horas depois, o Ipaam informou que a Innova foi autuada em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental, em razão da poluição atmosférica provocada pelo incidente. Na quinta-feira (16), a prefeitura já havia aplicado outra multa à empresa, de 30 mil UFMs, equivalente a R$ 4.554.300, por poluição do ar causada pela emissão de gases. Somadas, as multas chegam a R$ 22.401.600,00. Os recursos arrecadados com as multas aplicadas pela prefeitura serão destinados ao Fundo Municipal para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDMA), responsável por financiar ações da política ambiental do município. O Governo do Estado não informou a destinação do valor. O g1 entrou em contato com a Innova sobre a multa, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Orientações de saúde A SES-AM orienta que pessoas que apresentem sintomas como irritação nos olhos, dor de garganta, falta de ar, tontura, náusea, dor de cabeça, sonolência, confusão mental ou perda de consciência procurem uma unidade de saúde ou acionem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo telefone 192. A Defesa Civil recomenda que a população permaneça em locais abertos e ventilados, mantenha portas e janelas abertas para favorecer a circulação do ar e desligue aparelhos que captem ar do ambiente externo, como ar-condicionado e sistemas de ventilação. INFOGRÁFICO - Vazamento de gás deixa área isolada em Manaus. g1