EUA e Irã se aproximam de acordo para finalizar a guerra no Oriente Médio Uma fonte do governo iraniano ouvida pela agência de notícias Tasnim, também do Irã, afirmou nesta quarta-feira (6) que há pontos "inaceitáveis" na última proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos. Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que terminaria a guerra se o Irã cumprisse o combinado. Na rede social X, um parlamentar iraniano, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, Ebrahim Rezaei, minimizou as notícias de que um acordo de paz com o país com os EUA está próximo e fez ameaças contra Washington, dizendo que o "Irã tem o dedo no gatilho". "O texto da Axios é mais uma lista de desejos dos americanos do que uma realidade. Os americanos não conseguirão algo que não obtiveram em negociações frente a frente em uma guerra fracassada. O Irã tem o dedo no gatilho e está pronto; se não se renderem e não concederem as concessões necessárias, ou se tentarem fazer travessuras por conta própria ou por seus cães de guarda, daremos uma resposta dura e eles irão se arrepender". Os Estados Unidos e o Irã estão perto de finalizar um memorando de uma página para encerrar a guerra no Oriente Médio, disse à agência de notícias Reuters nesta quarta-feira (6) uma autoridade do Paquistão envolvida nos esforços de paz entre os dois países. "Vamos concluir isso muito em breve. Estamos quase lá", disse à Reuters a fonte paquistanesa. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A fala da autoridade à Reuters confirmou uma do site norte-americano "Axios", que revelou nesta quarta a existência do memorando e que os EUA esperam uma resposta do Irã nas próximas 48 horas, segundo duas autoridades norte-americanas e outras duas fontes informadas sobre o assunto ouvidas pela reportagem. O Irã está analisando a proposta norte-americana e transmitirá sua resposta via mediadores, disse nesta quarta o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, à agência estatal Isna. O memorando de uma página e contém, entre os termos, uma moratória sobre limitações ao enriquecimento de urânio pelo Irã, em troca dos EUA suspenderem sanções econômicas e liberarem bilhões em ativos iranianos congelados, segundo o "Axios". A proposta também prevê que EUA e Irã suspenderiam seus bloqueios marítimos no Estreito de Ormuz, de acordo com a reportagem. O trânsito de navios comerciais pela região é um dos pontos mais sensíveis do conflito, e a via marítima foi palco de confrontos entre os dois países nos últimos dias. O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington AP/Jacquelyn Martin O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, afirmou que o país está tentando fazer com que o cessar-fogo atual entre EUA e Irã —que ficou ameaçado nesta semana com o embate em Ormuz— leve a um fim permanente da guerra. Os EUA esperam respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas, segundo a reportagem. Nada foi acordado até o momento, porém a Casa Branca acredita que este é o momento em que os dois países estão mais próximos de um acordo desde o início da guerra. O governo dos EUA não havia se pronunciado de forma oficial sobre esse memorando até a última atualização desta reportagem. No entanto, o presidente Donald Trump citou um "grande progresso" nas negociações com o Irã quando anunciou na terça-feira a suspensão da operação militar para auxiliar o trânsito de navios por Ormuz. Apesar do otimismo, segundo o "Axios", muitas autoridades da Casa Branca continuam céticas sobre se um acordo preliminar poderia ser assinado por conta do caráter fragmentado da liderança do Irã, que possui muitas autoridades de alto nível, o que dificulta um consenso. Outro ponto de preocupação é que esse memorando possui brechas que poderiam levar à retomada da guerra no futuro. Vídeos em alta no g1
Irã diz que proposta de paz dos EUA tem pontos inaceitáveis
Guia Modelo Escrito em 06/05/2026
EUA e Irã se aproximam de acordo para finalizar a guerra no Oriente Médio Uma fonte do governo iraniano ouvida pela agência de notícias Tasnim, também do Irã, afirmou nesta quarta-feira (6) que há pontos "inaceitáveis" na última proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos. Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que terminaria a guerra se o Irã cumprisse o combinado. Na rede social X, um parlamentar iraniano, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, Ebrahim Rezaei, minimizou as notícias de que um acordo de paz com o país com os EUA está próximo e fez ameaças contra Washington, dizendo que o "Irã tem o dedo no gatilho". "O texto da Axios é mais uma lista de desejos dos americanos do que uma realidade. Os americanos não conseguirão algo que não obtiveram em negociações frente a frente em uma guerra fracassada. O Irã tem o dedo no gatilho e está pronto; se não se renderem e não concederem as concessões necessárias, ou se tentarem fazer travessuras por conta própria ou por seus cães de guarda, daremos uma resposta dura e eles irão se arrepender". Os Estados Unidos e o Irã estão perto de finalizar um memorando de uma página para encerrar a guerra no Oriente Médio, disse à agência de notícias Reuters nesta quarta-feira (6) uma autoridade do Paquistão envolvida nos esforços de paz entre os dois países. "Vamos concluir isso muito em breve. Estamos quase lá", disse à Reuters a fonte paquistanesa. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A fala da autoridade à Reuters confirmou uma do site norte-americano "Axios", que revelou nesta quarta a existência do memorando e que os EUA esperam uma resposta do Irã nas próximas 48 horas, segundo duas autoridades norte-americanas e outras duas fontes informadas sobre o assunto ouvidas pela reportagem. O Irã está analisando a proposta norte-americana e transmitirá sua resposta via mediadores, disse nesta quarta o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, à agência estatal Isna. O memorando de uma página e contém, entre os termos, uma moratória sobre limitações ao enriquecimento de urânio pelo Irã, em troca dos EUA suspenderem sanções econômicas e liberarem bilhões em ativos iranianos congelados, segundo o "Axios". A proposta também prevê que EUA e Irã suspenderiam seus bloqueios marítimos no Estreito de Ormuz, de acordo com a reportagem. O trânsito de navios comerciais pela região é um dos pontos mais sensíveis do conflito, e a via marítima foi palco de confrontos entre os dois países nos últimos dias. O presidente Donald Trump discursa antes de assinar uma proclamação no Salão Oval da Casa Branca, na terça-feira, 5 de maio de 2026, em Washington AP/Jacquelyn Martin O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, afirmou que o país está tentando fazer com que o cessar-fogo atual entre EUA e Irã —que ficou ameaçado nesta semana com o embate em Ormuz— leve a um fim permanente da guerra. Os EUA esperam respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas, segundo a reportagem. Nada foi acordado até o momento, porém a Casa Branca acredita que este é o momento em que os dois países estão mais próximos de um acordo desde o início da guerra. O governo dos EUA não havia se pronunciado de forma oficial sobre esse memorando até a última atualização desta reportagem. No entanto, o presidente Donald Trump citou um "grande progresso" nas negociações com o Irã quando anunciou na terça-feira a suspensão da operação militar para auxiliar o trânsito de navios por Ormuz. Apesar do otimismo, segundo o "Axios", muitas autoridades da Casa Branca continuam céticas sobre se um acordo preliminar poderia ser assinado por conta do caráter fragmentado da liderança do Irã, que possui muitas autoridades de alto nível, o que dificulta um consenso. Outro ponto de preocupação é que esse memorando possui brechas que poderiam levar à retomada da guerra no futuro. Vídeos em alta no g1