Idosa de 66 anos foi autuada na Delegacia Regional de Canindé por matar a sobrinha com deficiência intelectual. Thiago Gadelha/SVM A Justiça condenou, nesta segunda-feira (22), uma idosa a 21 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, por matar a sobrinha estrangulada na cidade de Caridade, no interior do Ceará. O crime aconteceu em 10 de setembro de 2025, na casa em que Maria Zenacleide Severina de Castro, de 66 anos, morava com a sobrinha Aline Severina Nunes, de 36 anos, pessoa com deficiência intelectual que dependia dos cuidados da tia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia do crime, Maria Zenacleide matou a sobrinha esganada no quarto da vítima, alterou o local do crime e somente de 6 a 8 horas depois chamou o socorro, alegando que a vítima tinha sofrido uma queda. O laudo da Perícia Forense constatou que Aline apresentava diversas escoriações pelo corpo e concluiu que a morte dela ocorreu por asfixia mecânica. Ainda conforme o documento desde os 6 anos de idade, quando ficou órfão, Aline passou a morar com a tia, sendo vítima de maus-tratos. "Durante trinta anos Aline foi tratada por Zenacleide como doente mental e submetida à sua autoridade, cuja relação foi marcada por muitos atritos, agressões, negligências e violência financeira", diz um trecho da denúncia. Julgamento Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o homicídio com as qualificadoras de motivo torpe, emprego de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. Na ocasião, foi considerado que Maria Zenacleide matou Aline porque a jovem atrapalhava o relacionamento amoroso dela, que era a principal cuidadora da sobrinha. "A culpabilidade da acusada revela-se acentuada tendo em vista que a acusada, mediante extrema frieza, premeditou os fatos, criando uma suposta versão de que a vítima teria se acidentado, modificando a cena do crime para fazer parecer que a causa morte tivesse sido uma queda, gerando intensa comoção social", diz um trecho da sentença. Com isso, Zenacleide foi condenada a 21 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Como ela estava presa desde 12 de setembro de 2025, ela já cumpriu 9 meses e 10 dias, restando cumprir o restante da sentença, de 21 anos. A Justiça negou a idosa o direito de recorrer em liberdade, considerando que foi comprovada a materialidade e a autoria do crime. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará
Tia é condenada a 21 anos de prisão por matar sobrinha estrangulada no Ceará
Guia Modelo Escrito em 23/06/2026
Idosa de 66 anos foi autuada na Delegacia Regional de Canindé por matar a sobrinha com deficiência intelectual. Thiago Gadelha/SVM A Justiça condenou, nesta segunda-feira (22), uma idosa a 21 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, por matar a sobrinha estrangulada na cidade de Caridade, no interior do Ceará. O crime aconteceu em 10 de setembro de 2025, na casa em que Maria Zenacleide Severina de Castro, de 66 anos, morava com a sobrinha Aline Severina Nunes, de 36 anos, pessoa com deficiência intelectual que dependia dos cuidados da tia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia do crime, Maria Zenacleide matou a sobrinha esganada no quarto da vítima, alterou o local do crime e somente de 6 a 8 horas depois chamou o socorro, alegando que a vítima tinha sofrido uma queda. O laudo da Perícia Forense constatou que Aline apresentava diversas escoriações pelo corpo e concluiu que a morte dela ocorreu por asfixia mecânica. Ainda conforme o documento desde os 6 anos de idade, quando ficou órfão, Aline passou a morar com a tia, sendo vítima de maus-tratos. "Durante trinta anos Aline foi tratada por Zenacleide como doente mental e submetida à sua autoridade, cuja relação foi marcada por muitos atritos, agressões, negligências e violência financeira", diz um trecho da denúncia. Julgamento Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o homicídio com as qualificadoras de motivo torpe, emprego de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. Na ocasião, foi considerado que Maria Zenacleide matou Aline porque a jovem atrapalhava o relacionamento amoroso dela, que era a principal cuidadora da sobrinha. "A culpabilidade da acusada revela-se acentuada tendo em vista que a acusada, mediante extrema frieza, premeditou os fatos, criando uma suposta versão de que a vítima teria se acidentado, modificando a cena do crime para fazer parecer que a causa morte tivesse sido uma queda, gerando intensa comoção social", diz um trecho da sentença. Com isso, Zenacleide foi condenada a 21 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Como ela estava presa desde 12 de setembro de 2025, ela já cumpriu 9 meses e 10 dias, restando cumprir o restante da sentença, de 21 anos. A Justiça negou a idosa o direito de recorrer em liberdade, considerando que foi comprovada a materialidade e a autoria do crime. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará