Candidato a deputado federal preso pela PF em Roraima paga fiança de R$ 10 mil e é solto

Guia Modelo Escrito em 26/09/2026


Daniel Trindade (PL), alvo da Polícia Federal por envolvimento em criação de milícia e crimes ambientais. Reprodução/Redes sociais O candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL), de 42 anos, foi solto neste sábado (26) após passar por audiência de custódia na Justiça Eleitoral. Ele estava preso desde ontem no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), no bairro São Vicente, em Boa Vista. O juiz considerou que a prisão em flagrante, feita pela Polícia Federal (PF) na sexta-feira (25), foi regular, mas rejeitou a prisão preventiva. Para que Daniel responda ao processo em liberdade, a Justiça fixou uma fiança de R$ 10 mil. O político também terá que comparecer ao tribunal a cada dois meses. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Em nota, a defesa do candidato reafirmou a "absoluta inocência" de Daniel. O advogado dele declarou que o político seguirá colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos e provar que a investigação não deve ser usada como "instrumento de perseguição". Daniel Trindade também é delegado da Polícia Civil do Amazonas, lutador profissional de jiu-jítsu e advogado. Em 2015, foi investigado por incentivar lutas entre presos, efetuar disparos em via pública e agredir presos com palmatória. Prisão durante operação da PF Daniel Trindade foi preso por suspeita de crimes eleitorais. O flagrante ocorreu enquanto a Polícia Federal cumpria mandados de busca e apreensão na casa e no comitê do candidato, em Boa Vista, durante a Operação Cunhambebe. O objetivo principal da operação incialmente era investigar o envolvimento do político no treinamento de uma milícia privada formada por indígenas, para atuar na Terra Indígena Raposa Serra do Sol e cometer crimes ambientais. No entanto, durante as buscas sobre a milícia, os policiais encontraram indícios de compra de votos, o que levou à prisão do candidato. Investigação de milícia e restrições PF faz operação contra candidato a deputado federal Daniel Trindade (PL) em Roraima Apesar da soltura pelos supostos crimes eleitorais, Daniel segue como alvo principal da investigação criminal sobre o grupo armado. As apurações da PF começaram em maio, após agentes do Ibama e da Polícia Rodoviária Federal serem atacados a tiros e perseguidos por motociclistas durante uma fiscalização contra garimpo ilegal na comunidade Napoleão. A polícia descobriu que, associado a esses ataques, o candidato ministrava um curso de segurança clandestino. Os treinamentos não tinham autorização oficial e ensinavam táticas operacionais para o grupo. Para impedir a atuação do político na região, a Justiça Federal determinou restrições. O candidato está proibido de entrar em qualquer terra indígena de Roraima e não pode ter contato presencial ou por mensagem com membros da Comunidade Napoleão. O curso de segurança mantido por ele também foi suspenso por 180 dias. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.