Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão entram em nova fase com reforço de alerta nas redes sociais

Guia Modelo Escrito em 25/01/2026


Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão seguem com força-tarefa menor A força-tarefa que procura pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro, passou a ser feita de forma mais direcionada, com foco na investigação policial e na adoção de ferramentas que possam ajudar na localização das crianças. Entre os recursos usados está o protocolo Amber Alert, coordenado pela Polícia Civil do Maranhão. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp ➡️ O sistema Amber Alert emite alertas emergenciais em casos de desaparecimento ou sequestro de crianças e utiliza plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, para divulgar informações e imagens das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento. De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, o uso do Amber Alert é considerado essencial para ampliar o alcance das buscas pelos irmãos. ⚠️ O alerta é ativado por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e permanece ativo no feed de usuários da região. As notificações incluem dados como nome, características físicas e contato para envio de informações (veja na imagem mais abaixo). Segundo o MJSP, o protocolo é utilizado de forma excepcional, quando há indícios de que a criança ou adolescente esteja em risco de morte ou de lesão corporal grave. Informações divulgadas de Ágatha Isabelly e Allan Michael no sistema Amber Alert do Ministério da Justiça Reprodução 22 dias de buscas sem vestígios As buscas pelos irmãos Ágatha e Allan completam 22 dias neste domingo (25) e passaram por uma mudança na estratégia na última semana, segundo as autoridades. Isso ocorreu após o depoimento do primo de 8 anos que estava com as crianças e com a ausência de vestígios nas áreas vasculhadas. Depois de varreduras minuciosas em diversas áreas, sem pistas significativas, as autoridades informaram que as buscas serão reduzidas, enquanto a investigação policial será intensificada. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), as equipes permanecem em prontidão para retomar as buscas em locais específicos caso novos indícios surjam. “O trabalho continua. A Polícia Militar e a Polícia Civil, por meio do inquérito, vão dar mais vazão às suas atividades. Enquanto isso, buscas localizadas serão feitas ou refeitas de acordo com a necessidade”, afirmou Maurício Martins, secretário de Segurança Pública do Maranhão. Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, continuam desaparecidos Reprodução/TV Globo Mesmo com a mudança na estratégia, as buscas no rio Mearim seguem em andamento, e equipes especializadas continuam em prontidão para atuar em áreas de mata e lago. Nos primeiros 20 dias de buscas pelas crianças, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros em operações por terra e por água, incluindo áreas de mata fechada e de difícil acesso. 🔍 Mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estadual e federal, além de voluntários, participaram das ações. Desde o desaparecimento, buscas em áreas de mata e no rio Mearim ocorreram paralelamente à investigação, conduzida por uma comissão especial de segurança. Uma comissão especial de segurança, composta por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, conduz o inquérito, que já ultrapassa 200 páginas. Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal Reprodução/CBMMA LEIA TAMBÉM: Crianças desaparecidas no MA: Forças de segurança intensificam buscas no rio Mearim com uso de sonar e restringem acesso à área Uma das três crianças que estavam desaparecidas é encontrada com vida no Maranhão Como é a 'casa caída' onde crianças desaparecidas há 13 dias estiveram no MA Crianças desaparecidas no Maranhão: veja cronologia do caso Menino ajuda nas busca O menino de 8 anos também ficou desaparecido na mata por cerca de três dias e foi encontrado em 7 de janeiro por carroceiros que passavam pela região. Após 14 dias internado, ele teve alta na terça-feira (20) e a Justiça do Maranhão concedeu autorização para que ele pudesse participar das buscas pelos primos. Um dos locais citados por ele foi a chamado de "casa caída", onde cães farejadores confirmaram a passagem das crianças. Segundo os bombeiros, o local fica a cerca de 3,5 km em linha reta da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, de onde as crianças desapareceram. Mas considerando obstáculos naturais, como trilhas, lagoas e áreas de mata, a distância percorrida até o local pode chegar a aproximadamente 12 km. Como é a 'casa caída' onde crianças desaparecidas há 13 dias estiveram Corpo de Bombeiros do Maranhão ➡️ Pistas dadas por ele ajudaram a reconstruir parte do trajeto feito pelas crianças dentro da mata e a esclarecer o momento em que o grupo teria se separado. O menino contou que a intenção inicial era ir até um pé de maracujá próximo à casa de seu pai. Para evitar serem vistos por um tio, ele decidiu entrar por outro trecho da mata. A partir desse ponto, o grupo teria se perdido. O menino afirmou ainda que não havia nenhum adulto acompanhando o trajeto e que as crianças não encontraram frutas para se alimentar. Neste sábado (24), ele retornou ao quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão, onde vive com a família. Eles, que antes viviam em uma casa simples feita de barro e madeira, ganharam uma nova casa no povoado. Secretário faz apelo sobre fake news Secretário de Segurança diz que buscas por crianças desaparecidas vão continuar no MA O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, informou que todas as pessoas ouvidas até momento, durante a investigação do desaparecimento dos irmãos foram na condição de testemunhas e que “qualquer informação diferente disso é falsa”. Maurício Martins usou as redes sociais para alertar que os boatos que estão sendo espalhados sobre o caso prejudicam as buscas e aumentam a dor da família. “É inaceitável e irresponsável a disseminação de notícias falsas sobre o desaparecimento das crianças no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Boatos apenas ampliam a dor da família e prejudicam diretamente os trabalhos de busca”, afirmou Maurício Martins. O secretário destacou, ainda, que espalhar boatos ou repassar informações falsas às forças de segurança é crime e reforçou que as informações oficiais sobre o caso são divulgadas por meio de porta-vozes autorizados ou de notas oficiais. INFOGRÁFICO - Crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão Arte/g1