TEM Solução: Ações de reflorestamento fazem a diferença na região de Bauru Em Marília, no centro-oeste paulista, o Sítio Agroecológico Munay desenvolve há mais de quatro anos, práticas de agroecologia e planejamento sustentável. Em uma área de apenas dois hectares, mais de 80 espécies vegetais convivem em um sistema agroflorestal planejado para recuperar o solo e ampliar a biodiversidade. A proposta é mostrar que é possível aproveitar os recursos da natureza de forma consciente, conciliando a produção de alimentos com a preservação do meio ambiente. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp “Esse projeto nasce da inquietação com a minha responsabilidade na Terra. Como eu posso ajudar nessa casa, que é o nosso planeta? Ao mesmo tempo em que a gente está produzindo alimentos, está cuidando do solo, plantando árvores nativas, trazendo biodiversidade e ajudando a fauna”, explica Alessandra de Moraes, criadora do projeto. Sítio agroecológico desenvolve práticas sustentáveis em Marília TV TEM/ Reprodução Entre as iniciativas desenvolvidas no sítio estão a compostagem e o reaproveitamento de resíduos orgânicos. Para o agroecólogo Lucas Lambertini Bossay, sistemas como esse mostram que produção e conservação ambiental podem caminhar juntas. TEM SOLUÇÃO Reciclagem de resíduos da construção e certificações ambientais mostram caminhos para cidades mais sustentáveis Estudantes criam vestidos recicláveis e brechós incentivam moda sustentável De óleo de cozinha reciclado a hortas comunitárias, projetos no interior de SP unem sustentabilidade e solidariedade Como o 'lixo' que sai da sua casa pode gerar renda e transformar comunidades no interior de SP Iniciativas no interior de SP recuperam rios e dão fim correto a toneladas de lixo eletrônico “O desenvolvimento de sistemas que alinham a produtividade com a conservação ambiental prova que dá para produzir e, ao mesmo tempo, conservar a natureza. As mudanças climáticas estão aí e a gente precisa se adaptar." O espaço também recebe grupos de estudantes e visitantes de várias cidades da região, interessados em conhecer práticas sustentáveis . A engenheira de alimentos Isabel Brito visitou o local e diz que a experiência também foi uma forma de transmitir conhecimento às novas gerações. “Eu vim com a minha mãe, minha filha e meus sobrinhos. Acho importante passar esse conhecimento para eles. Entender que a gente tem que fazer nossa parte”, conta. Abelhas sem ferrão Outro destaque da propriedade é a preservação das abelhas sem ferrão, que fazem parte do sistema agroflorestal e contribuem para a polinização de diferentes espécies de plantas. Além de favorecer a produção e a biodiversidade, a iniciativa ajuda na conservação desses insetos, importantes para o equilíbrio dos ecossistemas. Reflorestamento às margens do Rio Paraná Projeto de reflorestamento é realizado em Presidente Epitácio TV TEM/ Reprodução No oeste paulista, em Presidente Epitácio (SP), o desafio é recuperar e proteger áreas às margens do Rio Paraná, um dos principais rios da América do Sul, com cerca de 4.900 quilômetros de extensão. Na região, projetos de reflorestamento buscam recuperar áreas degradadas, proteger o solo e contribuir para a preservação do rio. No viveiro da Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar ( Apoena), são cultivadas quase 65 espécies de árvores nativas. Cerca de 200 mil mudas estão em produção. Segundo o ambientalista Djalma Welffort, a recuperação ambiental já transformou áreas que anteriormente eram ocupadas por pastagens degradadas. “Aqui, no passado, eram pastagens degradadas e hoje a gente já tem uma floresta, com mais de 1,5 milhão de mudas plantadas. Com isso, estamos atraindo outros benefícios ambientais, como fauna, flora, melhoria do clima e até o surgimento de uma nascente." Buriti ajuda a recuperar áreas degradadas Uma das espécies que ganhou destaque no processo de restauração é o buriti. Depois de quase desaparecer de algumas áreas da região, a palmeira voltou a ocupar espaços próximos aos rios. De acordo com o biólogo William Takata, a espécie tem papel importante no equilíbrio ambiental. “O buriti funciona como fonte de alimento. Produz frutos para aves, alimento para pequenos roedores e serve de abrigo. Quando as palmeiras morrem, também podem servir de ninho para aves”, explica. A recuperação da vegetação também cria condições para o retorno de animais silvestres, incluindo espécies que ocupam diferentes posições na cadeia alimentar, como onças-pardas, tamanduás-bandeira e cutias. “A gente comprova que a restauração dá resultado para o meio ambiente. É um modelo que vamos replicar para outras áreas e para as próximas gerações”, afirma Djalma. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília. VÍDEOS: assista às reportagens da região
Tem Solução: Agroecologia e reflorestamento transformam paisagens e ajudam a preservar a natureza no interior de SP
Guia Modelo Escrito em 15/08/2026
TEM Solução: Ações de reflorestamento fazem a diferença na região de Bauru Em Marília, no centro-oeste paulista, o Sítio Agroecológico Munay desenvolve há mais de quatro anos, práticas de agroecologia e planejamento sustentável. Em uma área de apenas dois hectares, mais de 80 espécies vegetais convivem em um sistema agroflorestal planejado para recuperar o solo e ampliar a biodiversidade. A proposta é mostrar que é possível aproveitar os recursos da natureza de forma consciente, conciliando a produção de alimentos com a preservação do meio ambiente. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp “Esse projeto nasce da inquietação com a minha responsabilidade na Terra. Como eu posso ajudar nessa casa, que é o nosso planeta? Ao mesmo tempo em que a gente está produzindo alimentos, está cuidando do solo, plantando árvores nativas, trazendo biodiversidade e ajudando a fauna”, explica Alessandra de Moraes, criadora do projeto. Sítio agroecológico desenvolve práticas sustentáveis em Marília TV TEM/ Reprodução Entre as iniciativas desenvolvidas no sítio estão a compostagem e o reaproveitamento de resíduos orgânicos. Para o agroecólogo Lucas Lambertini Bossay, sistemas como esse mostram que produção e conservação ambiental podem caminhar juntas. TEM SOLUÇÃO Reciclagem de resíduos da construção e certificações ambientais mostram caminhos para cidades mais sustentáveis Estudantes criam vestidos recicláveis e brechós incentivam moda sustentável De óleo de cozinha reciclado a hortas comunitárias, projetos no interior de SP unem sustentabilidade e solidariedade Como o 'lixo' que sai da sua casa pode gerar renda e transformar comunidades no interior de SP Iniciativas no interior de SP recuperam rios e dão fim correto a toneladas de lixo eletrônico “O desenvolvimento de sistemas que alinham a produtividade com a conservação ambiental prova que dá para produzir e, ao mesmo tempo, conservar a natureza. As mudanças climáticas estão aí e a gente precisa se adaptar." O espaço também recebe grupos de estudantes e visitantes de várias cidades da região, interessados em conhecer práticas sustentáveis . A engenheira de alimentos Isabel Brito visitou o local e diz que a experiência também foi uma forma de transmitir conhecimento às novas gerações. “Eu vim com a minha mãe, minha filha e meus sobrinhos. Acho importante passar esse conhecimento para eles. Entender que a gente tem que fazer nossa parte”, conta. Abelhas sem ferrão Outro destaque da propriedade é a preservação das abelhas sem ferrão, que fazem parte do sistema agroflorestal e contribuem para a polinização de diferentes espécies de plantas. Além de favorecer a produção e a biodiversidade, a iniciativa ajuda na conservação desses insetos, importantes para o equilíbrio dos ecossistemas. Reflorestamento às margens do Rio Paraná Projeto de reflorestamento é realizado em Presidente Epitácio TV TEM/ Reprodução No oeste paulista, em Presidente Epitácio (SP), o desafio é recuperar e proteger áreas às margens do Rio Paraná, um dos principais rios da América do Sul, com cerca de 4.900 quilômetros de extensão. Na região, projetos de reflorestamento buscam recuperar áreas degradadas, proteger o solo e contribuir para a preservação do rio. No viveiro da Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar ( Apoena), são cultivadas quase 65 espécies de árvores nativas. Cerca de 200 mil mudas estão em produção. Segundo o ambientalista Djalma Welffort, a recuperação ambiental já transformou áreas que anteriormente eram ocupadas por pastagens degradadas. “Aqui, no passado, eram pastagens degradadas e hoje a gente já tem uma floresta, com mais de 1,5 milhão de mudas plantadas. Com isso, estamos atraindo outros benefícios ambientais, como fauna, flora, melhoria do clima e até o surgimento de uma nascente." Buriti ajuda a recuperar áreas degradadas Uma das espécies que ganhou destaque no processo de restauração é o buriti. Depois de quase desaparecer de algumas áreas da região, a palmeira voltou a ocupar espaços próximos aos rios. De acordo com o biólogo William Takata, a espécie tem papel importante no equilíbrio ambiental. “O buriti funciona como fonte de alimento. Produz frutos para aves, alimento para pequenos roedores e serve de abrigo. Quando as palmeiras morrem, também podem servir de ninho para aves”, explica. A recuperação da vegetação também cria condições para o retorno de animais silvestres, incluindo espécies que ocupam diferentes posições na cadeia alimentar, como onças-pardas, tamanduás-bandeira e cutias. “A gente comprova que a restauração dá resultado para o meio ambiente. É um modelo que vamos replicar para outras áreas e para as próximas gerações”, afirma Djalma. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília. VÍDEOS: assista às reportagens da região