Dia do cachorro-quente: versão com ovo mexido, inspiração em Nova York e quase 3 mil lanches vendidos em um dia no interior de SP

Guia Modelo Escrito em 09/09/2026


Quarta-feira (9) é Dia do Cachorro Quente Dia do Cachorro-Quente é celebrado nesta quarta-feira (9). E, no Vale do Paraíba e no Litoral Norte de São Paulo, o lanche aparece em versões diferentes. Tem cachorro-quente com ovo mexido e batizados com nomes de raças de cães em Caçapava. Em Ubatuba, no Litoral Norte, um casal aposta em receitas inspiradas nos Estados Unidos, com salsicha alemã e versões inspiradas nos tradicionais hot dogs de Nova York. E não dá para deixar de fora uma comerciante de São José dos Campos que há décadas vende hot dogs e diz ter sido uma das primeiras a introduzir o purê de batata no cachorro-quente do Vale do Paraíba. Ela também tem um recorde: 2.700 lanches vendidos em um único dia. Quer conhecer essas histórias? Veja mais abaixo. Cachorro-quente com nome de raça Em Caçapava, Marina Galvão decidiu levar a paixão por cachorros para o cardápio. Por lá, os lanches receberam nomes de raças e características de cães. Fox, Rottweiler, York e Vira-Lata são algumas das opções que podem ser encontradas no estabelecimento. Mas não é só o nome que foge do tradicional. Os cachorros-quentes também ganharam combinações diferentes, com ingredientes como salsicha vegana, farofa de bacon, pepperoni, chimichurri e até ovos mexidos. “O nosso slogan é ‘a vida é curta demais para comer só pão com salsicha’. Já está na nossa identidade e não temos muito o que pensar. Criamos os lanches com as receitas e ingredientes que a gente mais gosta”, conta Marina. Hot dogs com nome de cachorros e ovos mexidos como ingrediente adicionalsão vendidos em Caçapava Arquivo Pessoal Salsicha alemã e inspiração americana Em Ubatuba, os comerciantes Igor Oliveira e Isabela Fernandes decidiram tem 11 opções de cachorro-quente, incluindo uma versão vegetariana. O cardápio também reúne releituras de receitas conhecidas de cidades dos Estados Unidos, como Nova York. Por lá, o hot dog costuma ser mais simples, preparado com pão, salsicha, ketchup e mostarda. A receita, no entanto, ganhou adaptações mais robustas por aqui. “Esses lanches [releituras] levam um pão brioche e uma salsicha alemã, a Frankfurter, com ingredientes nobres. Mas, com certeza, os hot dogs mais vendidos são os paulistas, com purê caseiro e tudo o que tem direito”, conta Isabela Fernandes. Em setembro, o casal completa quatro anos com a dogueria no Litoral Norte. O recorde de vendas foi de 190 hot dogs em apenas seis horas de trabalho. Hot dog inspirado no estilo NYC e Igor Oliveira e Isabela Fernandes, criadores da dogueria Arquivo Pessoal Décadas de cachorro-quente Em São José dos Campos, Neuza Rodrigues Pinheiro, de 72 anos, transformou o cachorro-quente em uma tradição. Ela começou a vender o lanche nos anos 1980 e foi a primeira mulher ambulante da cidade. O carrinho na Praça Cônego Lima logo virou ponto conhecido pelas filas. Neuza chegou a vender 2.700 lanches em um único dia. Hoje, mantém uma lanchonete perto do local onde tudo começou e continua recebendo antigos clientes. A receita, segundo ela, praticamente não mudou ao longo dos anos e ela se orgulha de ter sido uma das primeiras pessoas a introduzir o purê de batata no hot dog do Vale do Paraíba. Desde 2025, ela mantém um estabelecimento na Praça Cônego Lima, no Centro da cidade. Neuza Rodrigues: décadas vendendo cachorro-quente em São José dos Campos. Claudio Vieira/PMSJC/Arquivo Antiga barraca de cachorro-quente da Neuza, em São José dos Campos. Claudio Vieira/PMSJC/Arquivo Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina