Investigações ameaçam planos eleitorais de políticos e aceleram conversas por 'acordão' Parlamentares e ministros do STF voltaram ao trabalho nesta segunda-feira (2), e é hora de observar como os grupos políticos vão reagir diante de investigações que estão em curso, como a do Banco Master e casos de desvios de emendas e verbas parlamentares. A grande preocupação hoje em Brasília é que os desdobramentos desses casos já são esperados e podem atingir políticos em ano de eleição, prejudicando candidaturas. 📱 Acesse o canal da Sadi no WhatsApp O blog apurou que, nos bastidores, está sendo costurado um acordão com setores do Executivo, do Judiciário e do Congresso para tentar acomodar essa crise e evitar danos maiores. Cada lado dessa costura tem as suas próprias questões. Pressionado, o Congresso manda ao governo o seguinte recado: vocês precisam de nós para aprovar pautas que podem ajudar na eleição. E ao governo interessa, por exemplo, avançar com propostas como o fim da escala 6x1 e ver aprovada no Senado a indicação de Jorge Messias para o STF. Por isso, há no Palácio do Planalto quem defenda que as investigações não andem assim tão depressa. A dificuldade é que você não pode combinar isso com um investigador sério da Polícia Federal que está fazendo seu trabalho de desvendar esquemas de corrupção. Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegam a solenidade de início do ano legislativo. Geraldo Magela/Agência Senado Em relação ao Judiciário, o governo está mapeando como deve atuar o TSE sob o comando de Nunes Marques, com André Mendonça de vice (ambos indicados ao STF por Jair Bolsonaro) e Dias Toffoli também na composição do tribunal para a eleição deste ano. O Planalto teme que a falta de uma base consolidada no Congresso e desgastes na relação com o STF por causa do caso Master, por exemplo, afetem a governabilidade em um momento decisivo. Esse é o termômetro da política no momento. Resta saber como esses atores da política vão se comportar nessa costura, se vão conseguir tirar a pressão e desacelerar essas investigações de olho nas eleições de 2026.
Investigações ameaçam planos eleitorais de políticos e aceleram conversas por acordão em Brasília
Guia Modelo Escrito em 03/02/2026
Investigações ameaçam planos eleitorais de políticos e aceleram conversas por 'acordão' Parlamentares e ministros do STF voltaram ao trabalho nesta segunda-feira (2), e é hora de observar como os grupos políticos vão reagir diante de investigações que estão em curso, como a do Banco Master e casos de desvios de emendas e verbas parlamentares. A grande preocupação hoje em Brasília é que os desdobramentos desses casos já são esperados e podem atingir políticos em ano de eleição, prejudicando candidaturas. 📱 Acesse o canal da Sadi no WhatsApp O blog apurou que, nos bastidores, está sendo costurado um acordão com setores do Executivo, do Judiciário e do Congresso para tentar acomodar essa crise e evitar danos maiores. Cada lado dessa costura tem as suas próprias questões. Pressionado, o Congresso manda ao governo o seguinte recado: vocês precisam de nós para aprovar pautas que podem ajudar na eleição. E ao governo interessa, por exemplo, avançar com propostas como o fim da escala 6x1 e ver aprovada no Senado a indicação de Jorge Messias para o STF. Por isso, há no Palácio do Planalto quem defenda que as investigações não andem assim tão depressa. A dificuldade é que você não pode combinar isso com um investigador sério da Polícia Federal que está fazendo seu trabalho de desvendar esquemas de corrupção. Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegam a solenidade de início do ano legislativo. Geraldo Magela/Agência Senado Em relação ao Judiciário, o governo está mapeando como deve atuar o TSE sob o comando de Nunes Marques, com André Mendonça de vice (ambos indicados ao STF por Jair Bolsonaro) e Dias Toffoli também na composição do tribunal para a eleição deste ano. O Planalto teme que a falta de uma base consolidada no Congresso e desgastes na relação com o STF por causa do caso Master, por exemplo, afetem a governabilidade em um momento decisivo. Esse é o termômetro da política no momento. Resta saber como esses atores da política vão se comportar nessa costura, se vão conseguir tirar a pressão e desacelerar essas investigações de olho nas eleições de 2026.