Aluna do Ceará comemora única medalha de ouro em olimpíada internacional de matemática. A estudante Julia Leguiza, de 17 anos, conquistou medalha de ouro na 15ª edição da European Girls' Mathematical Olympiad (EGMO) — Olimpíada Europeia de Matemática para Meninas —, realizada em Bordeaux, na França. Ela foi a única da delegação brasileira a conseguir condecoração dourada e ajudou o país a garantir o melhor resultado da América Latina. 💡 A EGMO, criada em 2012, é uma das competições internacionais de matemática mais prestigiadas do mundo e a maior dedicada exclusivamente a estudantes do sexo feminino. Inspirada pela Olimpíada Internacional de Matemática, a EGMO tem como objetivo incentivar a participação de meninas na área, promovendo o intercâmbio entre jovens matemáticas de diferentes países e ampliando a presença feminina no cenário científico. O Brasil somou uma medalha de ouro, uma de prata, uma de bronze e uma menção honrosa, alcançando a 15ª colocação no ranking geral entre cerca de 60 países participantes. “Quando eu soube que eu tinha sido ouro, realmente, eu fiquei muito feliz”, disse Julia Leguiza. LEIA TAMBÉM: Cearense de 16 anos é a única mulher entre brasileiros classificados para olimpíadas internacionais de Física Estudante de escola pública do CE vai representar o Brasil nos EUA com projeto de IA que mapeia feminicídios “No ambiente olímpico, você tem várias provas, e para você poder participar das equipes internacionais, você tem testes de seleção. Eu venho fazendo desde o oitavo ano. Já participei de outras olimpíadas internacionais. É sempre legal você viajar, conhecer pessoas diferentes”, destacou a estudante, que está no 2º ano do ensino médio em uma escola particular de Fortaleza. Nas olimpíadas de matemática, as participantes resolvem problemas de forma discursiva, apresentando soluções completas e detalhadas. A avaliação considera não apenas o resultado final, mas todo o raciocínio desenvolvido, o que torna o processo criterioso e, muitas vezes, sujeito a revisões técnicas conduzidas pelas lideranças das delegações, que podem identificar etapas corretas nas soluções das estudantes e contribuir para uma avaliação mais precisa. Além da França, Julia também já viajou para outros países, como Argentina e México. Em Durango, ela foi eleita a melhor competidora em uma olimpíada internacional de matemática, em 2024. “Por toda a diferença [cultural], acaba que a prova é o de menos, mas você também se diverte na prova, e é tudo muito bom”, comentou a jovem. Ela disse que pretende continuar se dedicando às competições durante o ensino médio e que também almeja aplicar para vestibulares de universidades internacionais. Aluna do Ceará conquista única medalha de ouro brasileira em olimpíada internacional de matemática. Arquivo pessoal Brasil na EGMO 2026 A delegação brasileira na EGMO foi acompanhada pela líder, professora Ana Paula Chaves, e pela vice-líder Bilhana Plamenova Kochloukov, responsáveis tanto pela orientação acadêmica das estudantes quanto pelo acompanhamento do processo de correção das provas, etapa fundamental da competição. A edição de 2026 da EGMO reuniu cerca de 250 competidoras de aproximadamente 60 países, consolidando o evento como uma plataforma global de incentivo à excelência acadêmica e à equidade de gênero na matemática. “As meninas fizeram uma prova muito sólida e demonstraram maturidade ao longo da competição. Estamos muito felizes com o desempenho da equipe e, especialmente, com a conquista de sermos o país latino-americano mais bem colocado nesta edição. Esse resultado é fruto de muito esforço e de um trabalho contínuo de formação”, afirmou Ana Paula Chaves. A equipe brasileira é selecionada e treinada por representantes da Olimpíada Brasileira de Matemática e também conta com a preparação do Torneio Meninas na Matemática - competição voltada exclusivamente para meninas e criada no ambiente da própria OBM - assim como outras iniciativas da Associação Olimpíada Brasileira de Matemática (AOBM). O trabalho conjunto dessas frentes contribui para a formação e o fortalecimento das equipes femininas de matemática do Brasil. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará
Aluna do Ceará conquista única medalha de ouro brasileira em olimpíada internacional de matemática
Guia Modelo Escrito em 26/04/2026
Aluna do Ceará comemora única medalha de ouro em olimpíada internacional de matemática. A estudante Julia Leguiza, de 17 anos, conquistou medalha de ouro na 15ª edição da European Girls' Mathematical Olympiad (EGMO) — Olimpíada Europeia de Matemática para Meninas —, realizada em Bordeaux, na França. Ela foi a única da delegação brasileira a conseguir condecoração dourada e ajudou o país a garantir o melhor resultado da América Latina. 💡 A EGMO, criada em 2012, é uma das competições internacionais de matemática mais prestigiadas do mundo e a maior dedicada exclusivamente a estudantes do sexo feminino. Inspirada pela Olimpíada Internacional de Matemática, a EGMO tem como objetivo incentivar a participação de meninas na área, promovendo o intercâmbio entre jovens matemáticas de diferentes países e ampliando a presença feminina no cenário científico. O Brasil somou uma medalha de ouro, uma de prata, uma de bronze e uma menção honrosa, alcançando a 15ª colocação no ranking geral entre cerca de 60 países participantes. “Quando eu soube que eu tinha sido ouro, realmente, eu fiquei muito feliz”, disse Julia Leguiza. LEIA TAMBÉM: Cearense de 16 anos é a única mulher entre brasileiros classificados para olimpíadas internacionais de Física Estudante de escola pública do CE vai representar o Brasil nos EUA com projeto de IA que mapeia feminicídios “No ambiente olímpico, você tem várias provas, e para você poder participar das equipes internacionais, você tem testes de seleção. Eu venho fazendo desde o oitavo ano. Já participei de outras olimpíadas internacionais. É sempre legal você viajar, conhecer pessoas diferentes”, destacou a estudante, que está no 2º ano do ensino médio em uma escola particular de Fortaleza. Nas olimpíadas de matemática, as participantes resolvem problemas de forma discursiva, apresentando soluções completas e detalhadas. A avaliação considera não apenas o resultado final, mas todo o raciocínio desenvolvido, o que torna o processo criterioso e, muitas vezes, sujeito a revisões técnicas conduzidas pelas lideranças das delegações, que podem identificar etapas corretas nas soluções das estudantes e contribuir para uma avaliação mais precisa. Além da França, Julia também já viajou para outros países, como Argentina e México. Em Durango, ela foi eleita a melhor competidora em uma olimpíada internacional de matemática, em 2024. “Por toda a diferença [cultural], acaba que a prova é o de menos, mas você também se diverte na prova, e é tudo muito bom”, comentou a jovem. Ela disse que pretende continuar se dedicando às competições durante o ensino médio e que também almeja aplicar para vestibulares de universidades internacionais. Aluna do Ceará conquista única medalha de ouro brasileira em olimpíada internacional de matemática. Arquivo pessoal Brasil na EGMO 2026 A delegação brasileira na EGMO foi acompanhada pela líder, professora Ana Paula Chaves, e pela vice-líder Bilhana Plamenova Kochloukov, responsáveis tanto pela orientação acadêmica das estudantes quanto pelo acompanhamento do processo de correção das provas, etapa fundamental da competição. A edição de 2026 da EGMO reuniu cerca de 250 competidoras de aproximadamente 60 países, consolidando o evento como uma plataforma global de incentivo à excelência acadêmica e à equidade de gênero na matemática. “As meninas fizeram uma prova muito sólida e demonstraram maturidade ao longo da competição. Estamos muito felizes com o desempenho da equipe e, especialmente, com a conquista de sermos o país latino-americano mais bem colocado nesta edição. Esse resultado é fruto de muito esforço e de um trabalho contínuo de formação”, afirmou Ana Paula Chaves. A equipe brasileira é selecionada e treinada por representantes da Olimpíada Brasileira de Matemática e também conta com a preparação do Torneio Meninas na Matemática - competição voltada exclusivamente para meninas e criada no ambiente da própria OBM - assim como outras iniciativas da Associação Olimpíada Brasileira de Matemática (AOBM). O trabalho conjunto dessas frentes contribui para a formação e o fortalecimento das equipes femininas de matemática do Brasil. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará