Um dos pontos onde é possível encontrar lixo em Alter do Chão Reprodução/TV Tapajós Alter do Chão, um dos principais destinos turísticos de Santarém, no oeste do Pará, enfrenta um problema que contrasta com suas belezas naturais: o descarte irregular de lixo. Apesar dos rios de água doce e das praias que atraem visitantes de todo o país, a falta de conscientização ambiental, aliada a falhas estruturais, tem agravado a poluição em áreas de uso coletivo, afetando diretamente moradores e turistas. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O acúmulo de resíduos é observado em praias, praças e na vila como um todo. Além da poluição visual e ambiental, o lixo descartado de forma inadequada aumenta o risco de proliferação de doenças, tornando-se uma preocupação de saúde pública. Moradores relatam que o problema se intensifica em períodos de alta temporada, quando o fluxo de visitantes cresce de forma significativa. Segundo o secretário municipal de Urbanismo, Ronan Liberal Júnior, a prefeitura mantém coleta regular no distrito. Ele explicou que, na área central de Alter do Chão, a coleta ocorre diariamente, com reforço nos fins de semana, além da atuação de microtratores e equipes de limpeza. O secretário destacou que apenas nos dois primeiros fins de semana do ano foram retiradas mais de 150 toneladas de lixo do distrito, atribuindo o aumento à temporada de férias. Ele também ressaltou a necessidade de parceria da população para respeitar horários de coleta e o descarte adequado dos resíduos. Kim Cotrim, da Ama Lago verde, fala dos desafios gerados pelo lixo em Alter Apesar das ações do poder público, moradores apontam dificuldades práticas. Um dos principais problemas é a distância entre os pontos de coleta e as áreas de maior circulação, o que acaba estimulando o descarte irregular. A prefeitura informou que os pontos de lixeira foram instalados, principalmente, em áreas de subida e retorno de praia, próximas à vila e a estabelecimentos comerciais, e que há solicitação para ampliar o número de contêineres no distrito e no município. A sociedade civil também tem atuado para minimizar os impactos. Integrante da diretoria da Associação de Moradores Amigos do Lago Verde, Kim Cotrim afirmou que ações voluntárias, como mutirões de limpeza e instalação de placas, ajudaram a reduzir o lixo em alguns bairros, mas destacou que o problema persiste em toda a vila. Ele alertou que Alter do Chão é uma área ambientalmente protegida e que muitas pessoas desconhecem ou ignoram essa condição, o que contribui para práticas irregulares, como eventos não autorizados e o descarte de resíduos nas praias. Além da falta de conscientização, moradores apontam ausência de sinalização adequada e de uma logística eficiente de recolhimento. Segundo a associação, há locais críticos sem lixeiras e outros onde até existem coletores, mas o recolhimento não ocorre de forma regular, o que agrava a situação. Para os moradores, o problema já é estrutural e exige ações integradas de educação ambiental, infraestrutura e fiscalização. Enquanto Alter do Chão segue encantando quem chega, o desafio é garantir que o cuidado com o meio ambiente acompanhe o crescimento do turismo. A preservação do distrito depende não apenas das ações do poder público, mas também da responsabilidade coletiva de moradores e visitantes para manter limpo e protegido um dos principais patrimônios naturais de Santarém. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região
Descarte irregular de lixo preocupa moradores e contrasta com beleza de Alter do Chão
Guia Modelo Escrito em 13/01/2026
Um dos pontos onde é possível encontrar lixo em Alter do Chão Reprodução/TV Tapajós Alter do Chão, um dos principais destinos turísticos de Santarém, no oeste do Pará, enfrenta um problema que contrasta com suas belezas naturais: o descarte irregular de lixo. Apesar dos rios de água doce e das praias que atraem visitantes de todo o país, a falta de conscientização ambiental, aliada a falhas estruturais, tem agravado a poluição em áreas de uso coletivo, afetando diretamente moradores e turistas. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O acúmulo de resíduos é observado em praias, praças e na vila como um todo. Além da poluição visual e ambiental, o lixo descartado de forma inadequada aumenta o risco de proliferação de doenças, tornando-se uma preocupação de saúde pública. Moradores relatam que o problema se intensifica em períodos de alta temporada, quando o fluxo de visitantes cresce de forma significativa. Segundo o secretário municipal de Urbanismo, Ronan Liberal Júnior, a prefeitura mantém coleta regular no distrito. Ele explicou que, na área central de Alter do Chão, a coleta ocorre diariamente, com reforço nos fins de semana, além da atuação de microtratores e equipes de limpeza. O secretário destacou que apenas nos dois primeiros fins de semana do ano foram retiradas mais de 150 toneladas de lixo do distrito, atribuindo o aumento à temporada de férias. Ele também ressaltou a necessidade de parceria da população para respeitar horários de coleta e o descarte adequado dos resíduos. Kim Cotrim, da Ama Lago verde, fala dos desafios gerados pelo lixo em Alter Apesar das ações do poder público, moradores apontam dificuldades práticas. Um dos principais problemas é a distância entre os pontos de coleta e as áreas de maior circulação, o que acaba estimulando o descarte irregular. A prefeitura informou que os pontos de lixeira foram instalados, principalmente, em áreas de subida e retorno de praia, próximas à vila e a estabelecimentos comerciais, e que há solicitação para ampliar o número de contêineres no distrito e no município. A sociedade civil também tem atuado para minimizar os impactos. Integrante da diretoria da Associação de Moradores Amigos do Lago Verde, Kim Cotrim afirmou que ações voluntárias, como mutirões de limpeza e instalação de placas, ajudaram a reduzir o lixo em alguns bairros, mas destacou que o problema persiste em toda a vila. Ele alertou que Alter do Chão é uma área ambientalmente protegida e que muitas pessoas desconhecem ou ignoram essa condição, o que contribui para práticas irregulares, como eventos não autorizados e o descarte de resíduos nas praias. Além da falta de conscientização, moradores apontam ausência de sinalização adequada e de uma logística eficiente de recolhimento. Segundo a associação, há locais críticos sem lixeiras e outros onde até existem coletores, mas o recolhimento não ocorre de forma regular, o que agrava a situação. Para os moradores, o problema já é estrutural e exige ações integradas de educação ambiental, infraestrutura e fiscalização. Enquanto Alter do Chão segue encantando quem chega, o desafio é garantir que o cuidado com o meio ambiente acompanhe o crescimento do turismo. A preservação do distrito depende não apenas das ações do poder público, mas também da responsabilidade coletiva de moradores e visitantes para manter limpo e protegido um dos principais patrimônios naturais de Santarém. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região