Campina Grande chega aos 162 anos Jonathan Alves/TV Paraíba Campina Grande chega aos 162 anos, comemorados neste domingo (11), com uma cidade que se expande para além das áreas tradicionalmente ocupadas e transforma a paisagem urbana. O crescimento pode ser percebido na abertura de novos loteamentos e ruas, e também no aumento da procura por licenças, regularizações de imóveis, habite-se e outros documentos necessários para formalizar novas construções. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Dados enviados ao g1 pela Diretoria de Normas e Regulamentações (DNR), vinculada à Secretaria de Obras de Campina Grande, mostram que o número de alvarás de construção emitidos mais que triplicou entre 2021 e 2025. Foram 539 documentos emitidos em 2021 e 1.729 em 2025, um aumento de aproximadamente 221%. A DNR passou a contabilizar os dados por meio do sistema 1Doc a partir de julho de 2021. Naquele ano, foram registrados 539 alvarás. Em 2022, o número subiu para 1.000 e chegou a 1.348 em 2023. Em 2024, foram 1.472, até alcançar o maior número da série em 2025, com 1.729. Em 2026, até setembro, já haviam sido emitidos 850 alvarás. O número não pode ser comparado diretamente com os anos completos anteriores, mas indica que a demanda por novas construções permanece significativa. Agora no g1 O movimento também aparece no volume total de processos que chegam à DNR. Em 2021, foram 2.463 processos protocolados. O número cresceu gradualmente até 5.002 em 2024 e saltou para 8.576 em 2025, maior volume da série. De janeiro a setembro de 2026, foram 4.547 protocolos. Ao todo, considerando os dados disponíveis, a DNR recebeu 28.718 processos entre 2021 e setembro de 2026. Desse total, 16.180 foram aprovados. A quantidade de protocolos inclui tanto processos aprovados quanto aqueles que foram devolvidos. Campina Grande, 162 anos Novas ruas acompanham expansão A expansão da cidade também pode ser observada na criação de novos logradouros. Segundo dados da Secretaria de Planejamento (Seplan), foram oficializadas 254 novas ruas entre 2021 e 2025. Para a diretora da DNR, Maria Aline, a Zona Oeste se tornou o principal vetor de crescimento urbano de Campina Grande nos últimos anos. “A Zona Oeste consolidou-se nos últimos cinco anos como o principal vetor de crescimento da cidade. Os bairros que concentram a maior expansão urbana hoje são: Três Irmãs; Serrotão e Malvinas”, disse. Entre essas áreas, o entorno de Três Irmãs se destaca pelo avanço da ocupação imobiliária. “A região do entorno do bairro Três Irmãs é a que apresentou um fenômeno de explosão imobiliária de maior impacto, concentrando uma grande parcela das novas ruas oficializadas e dos metros quadrados construídos na cidade. Essa descentralização levou a um rápido adensamento urbano em áreas periféricas que antes eram pouco habitadas”, comentou a diretora. O crescimento, segundo a diretora, ainda ocorre principalmente de forma horizontal, com loteamentos e residenciais de pequeno porte. A tendência, porém, é de mudança desse perfil com o novo Plano Diretor. “O crescimento predominantemente horizontal, composto por loteamentos e residenciais horizontais de pequeno porte. No entanto, a cidade vive um momento de transição importante: diante do fato de que a expansão horizontal começa a atingir os limites geográficos do município, o Novo Plano Diretor passou a priorizar e incentivar o crescimento vertical e o adensamento populacional na área central e em bairros consolidados”, explicou Aline. Mais loteamentos, condomínios e terrenos divididos Outro indicador da transformação urbana está nas ações de fusão e desdobro de terrenos, além da abertura de loteamentos e condomínios de lotes. 🔎 As ações de fusão e desdobro representam alterações na configuração dos terrenos, como a divisão de um lote em dois ou mais ou a união de terrenos vizinhos em uma única área. Entre 2021 e 2026, foram registradas 1.549 ações de fusão e desdobro, além da abertura de 15 loteamentos e 16 condomínios de lotes. Juntas, as três categorias somam 1.580 ações. O número anual de ações passou de 223 em 2021 para 398 em 2025, aumento de aproximadamente 79%. O ano de 2025 também registrou o maior número de fusões e desdobros, com 389. Em 2026, até o período considerado nos dados, foram 257 ações de fusão e desdobro, além de um condomínio de lotes, totalizando 258 ações. A abertura de loteamentos também ganhou força em 2025, quando foram registrados sete. Nos anos anteriores, foram dois em 2021, quatro em 2022, nenhum em 2023 e dois em 2024. Construção civil aumenta demanda por regularização Campina Grande chega aos 162 anos Jonathan Alves/TV Paraíba O crescimento da construção também aparece na quantidade de habite-se emitidos pela prefeitura. O documento é utilizado para atestar que a construção foi concluída de acordo com as exigências previstas e está apta a ser ocupada. Em 2021, foram 344 habite-se emitidos. O número chegou a 977 em 2022 e atingiu 1.069 em 2023. Em 2024, foram 999 e, em 2025, 998. Até setembro de 2026, já eram 700. A procura por regularização de imóveis também aumentou em determinados períodos. Foram 21 processos de legalização em 2021, 205 em 2022, 78 em 2023, 125 em 2024 e 316 em 2025. Até setembro de 2026, eram 126. Segundo Maria Aline, o movimento está relacionado ao aquecimento do setor imobiliário e às exigências para a realização de negócios. “Houve um aumento expressivo na procura e na concessão de regularizações imobiliárias e emissões de habite-se nos últimos anos”, sinalizou Maria Aline. Sobre os motivos para esse aumento, ela afirma: “As exigências do mercado imobiliário e o aquecimento do setor da construção civil gerou a necessidade de conformidade legal para repasses, vendas e financiamentos bancários. Principalmente após a reforma tributária”, complementou. A diretora também aponta o programa habitacional como um dos fatores que impulsionaram a expansão, como o programa Minha Casa Minha Vida e os benefícios para aquisição do imóvel através dele. Mais endereços para uma cidade que se expande Campina Grande chega aos 162 anos Jonathan Alves/TV Paraíba A expansão territorial também exige a criação e organização de novos endereços. A Seplan informou que 629 novos CEPs foram cadastrados entre 2021 e 2026. O maior número foi registrado em 2022, com 191 novos CEPs. Em 2023, foram 58; em 2024, 139; e em 2025, 185. Em 2026, até o período considerado, foram cadastrados 56. Em 2021, não houve cadastro de novos CEPs porque o período foi utilizado para alinhamento com os Correios. A criação de novos logradouros e CEPs acompanha a transformação de áreas que, até poucos anos atrás, tinham ocupação menor. Com novas ruas, loteamentos, condomínios e construções, a expansão deixa de ser apenas uma mudança no mapa e passa a exigir a ampliação da estrutura administrativa necessária para organizar o crescimento. Os números da prefeitura mostram uma Campina Grande em processo de expansão e reorganização. A cidade cresce horizontalmente em áreas como nos bairros Três Irmãs, Serrotão e Malvinas, ao mesmo tempo em que o planejamento urbano começa a apontar para um novo modelo, com maior adensamento de áreas já consolidadas. A transformação pode ser vista nos documentos emitidos, nos processos analisados e, principalmente, nas novas ruas que surgiram no mapa da cidade. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
Campina Grande, 162 anos: cidade ganha mais de 250 novas ruas e triplica número de alvarás de construção
Guia Modelo Escrito em 11/10/2026
Campina Grande chega aos 162 anos Jonathan Alves/TV Paraíba Campina Grande chega aos 162 anos, comemorados neste domingo (11), com uma cidade que se expande para além das áreas tradicionalmente ocupadas e transforma a paisagem urbana. O crescimento pode ser percebido na abertura de novos loteamentos e ruas, e também no aumento da procura por licenças, regularizações de imóveis, habite-se e outros documentos necessários para formalizar novas construções. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Dados enviados ao g1 pela Diretoria de Normas e Regulamentações (DNR), vinculada à Secretaria de Obras de Campina Grande, mostram que o número de alvarás de construção emitidos mais que triplicou entre 2021 e 2025. Foram 539 documentos emitidos em 2021 e 1.729 em 2025, um aumento de aproximadamente 221%. A DNR passou a contabilizar os dados por meio do sistema 1Doc a partir de julho de 2021. Naquele ano, foram registrados 539 alvarás. Em 2022, o número subiu para 1.000 e chegou a 1.348 em 2023. Em 2024, foram 1.472, até alcançar o maior número da série em 2025, com 1.729. Em 2026, até setembro, já haviam sido emitidos 850 alvarás. O número não pode ser comparado diretamente com os anos completos anteriores, mas indica que a demanda por novas construções permanece significativa. Agora no g1 O movimento também aparece no volume total de processos que chegam à DNR. Em 2021, foram 2.463 processos protocolados. O número cresceu gradualmente até 5.002 em 2024 e saltou para 8.576 em 2025, maior volume da série. De janeiro a setembro de 2026, foram 4.547 protocolos. Ao todo, considerando os dados disponíveis, a DNR recebeu 28.718 processos entre 2021 e setembro de 2026. Desse total, 16.180 foram aprovados. A quantidade de protocolos inclui tanto processos aprovados quanto aqueles que foram devolvidos. Campina Grande, 162 anos Novas ruas acompanham expansão A expansão da cidade também pode ser observada na criação de novos logradouros. Segundo dados da Secretaria de Planejamento (Seplan), foram oficializadas 254 novas ruas entre 2021 e 2025. Para a diretora da DNR, Maria Aline, a Zona Oeste se tornou o principal vetor de crescimento urbano de Campina Grande nos últimos anos. “A Zona Oeste consolidou-se nos últimos cinco anos como o principal vetor de crescimento da cidade. Os bairros que concentram a maior expansão urbana hoje são: Três Irmãs; Serrotão e Malvinas”, disse. Entre essas áreas, o entorno de Três Irmãs se destaca pelo avanço da ocupação imobiliária. “A região do entorno do bairro Três Irmãs é a que apresentou um fenômeno de explosão imobiliária de maior impacto, concentrando uma grande parcela das novas ruas oficializadas e dos metros quadrados construídos na cidade. Essa descentralização levou a um rápido adensamento urbano em áreas periféricas que antes eram pouco habitadas”, comentou a diretora. O crescimento, segundo a diretora, ainda ocorre principalmente de forma horizontal, com loteamentos e residenciais de pequeno porte. A tendência, porém, é de mudança desse perfil com o novo Plano Diretor. “O crescimento predominantemente horizontal, composto por loteamentos e residenciais horizontais de pequeno porte. No entanto, a cidade vive um momento de transição importante: diante do fato de que a expansão horizontal começa a atingir os limites geográficos do município, o Novo Plano Diretor passou a priorizar e incentivar o crescimento vertical e o adensamento populacional na área central e em bairros consolidados”, explicou Aline. Mais loteamentos, condomínios e terrenos divididos Outro indicador da transformação urbana está nas ações de fusão e desdobro de terrenos, além da abertura de loteamentos e condomínios de lotes. 🔎 As ações de fusão e desdobro representam alterações na configuração dos terrenos, como a divisão de um lote em dois ou mais ou a união de terrenos vizinhos em uma única área. Entre 2021 e 2026, foram registradas 1.549 ações de fusão e desdobro, além da abertura de 15 loteamentos e 16 condomínios de lotes. Juntas, as três categorias somam 1.580 ações. O número anual de ações passou de 223 em 2021 para 398 em 2025, aumento de aproximadamente 79%. O ano de 2025 também registrou o maior número de fusões e desdobros, com 389. Em 2026, até o período considerado nos dados, foram 257 ações de fusão e desdobro, além de um condomínio de lotes, totalizando 258 ações. A abertura de loteamentos também ganhou força em 2025, quando foram registrados sete. Nos anos anteriores, foram dois em 2021, quatro em 2022, nenhum em 2023 e dois em 2024. Construção civil aumenta demanda por regularização Campina Grande chega aos 162 anos Jonathan Alves/TV Paraíba O crescimento da construção também aparece na quantidade de habite-se emitidos pela prefeitura. O documento é utilizado para atestar que a construção foi concluída de acordo com as exigências previstas e está apta a ser ocupada. Em 2021, foram 344 habite-se emitidos. O número chegou a 977 em 2022 e atingiu 1.069 em 2023. Em 2024, foram 999 e, em 2025, 998. Até setembro de 2026, já eram 700. A procura por regularização de imóveis também aumentou em determinados períodos. Foram 21 processos de legalização em 2021, 205 em 2022, 78 em 2023, 125 em 2024 e 316 em 2025. Até setembro de 2026, eram 126. Segundo Maria Aline, o movimento está relacionado ao aquecimento do setor imobiliário e às exigências para a realização de negócios. “Houve um aumento expressivo na procura e na concessão de regularizações imobiliárias e emissões de habite-se nos últimos anos”, sinalizou Maria Aline. Sobre os motivos para esse aumento, ela afirma: “As exigências do mercado imobiliário e o aquecimento do setor da construção civil gerou a necessidade de conformidade legal para repasses, vendas e financiamentos bancários. Principalmente após a reforma tributária”, complementou. A diretora também aponta o programa habitacional como um dos fatores que impulsionaram a expansão, como o programa Minha Casa Minha Vida e os benefícios para aquisição do imóvel através dele. Mais endereços para uma cidade que se expande Campina Grande chega aos 162 anos Jonathan Alves/TV Paraíba A expansão territorial também exige a criação e organização de novos endereços. A Seplan informou que 629 novos CEPs foram cadastrados entre 2021 e 2026. O maior número foi registrado em 2022, com 191 novos CEPs. Em 2023, foram 58; em 2024, 139; e em 2025, 185. Em 2026, até o período considerado, foram cadastrados 56. Em 2021, não houve cadastro de novos CEPs porque o período foi utilizado para alinhamento com os Correios. A criação de novos logradouros e CEPs acompanha a transformação de áreas que, até poucos anos atrás, tinham ocupação menor. Com novas ruas, loteamentos, condomínios e construções, a expansão deixa de ser apenas uma mudança no mapa e passa a exigir a ampliação da estrutura administrativa necessária para organizar o crescimento. Os números da prefeitura mostram uma Campina Grande em processo de expansão e reorganização. A cidade cresce horizontalmente em áreas como nos bairros Três Irmãs, Serrotão e Malvinas, ao mesmo tempo em que o planejamento urbano começa a apontar para um novo modelo, com maior adensamento de áreas já consolidadas. A transformação pode ser vista nos documentos emitidos, nos processos analisados e, principalmente, nas novas ruas que surgiram no mapa da cidade. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba