Lindemberg no Fórum de Santo André. Diogo Moreira / Futura Press / Agência Estado Condenado a 39 anos de prisão pela morte da ex-namorada, Eloá Pimentel, Lindemberg Alves quer reduzir a pena no presídio dos famosos, em Tremembé, no interior de São Paulo. Neste mês, a defesa dele protocolou na Justiça um novo pedido de remição de pena. Desta vez, Lindemberg quer eliminar o cumprimento de 80 dias da condenação. A justificativa feita pela defesa dele é a realização da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano passado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp "Sempre demonstrou proatividade nos estudos, dedicando-se intensamente não apenas ao aprimoramento intelectual, mas também ao seu compromisso com o processo de ressocialização", alegou a advogada Marcia Renata da Silva no processo. A defesa citou ainda que Lindemberg atingiu a média de notas em quatro áreas de conhecimento da prova do Enem de 2025. Arquivo N: 10 anos do caso Eloá MP-SP é contra Ainda no processo, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se posicionou contra o pedido da defesa, alegando que uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) exige, "para o reconhecimento da pretendida remição, que o reeducando obtenha a aprovação nos referidos exames, satisfazendo uma pontuação mínima para tanto". No documento, o MP explicou que, para que Lindemberg tenha a redução da pena autorizada, era necessário que ele atingisse o mínimo de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento, além de 500 pontos na redação. Caderno de Provas do primeiro dia do Enem 2025 Angelo Miguel/MEC O documento anexado pela defesa, contudo, mostra que Lindemberg tirou 361,6 pontos em 'Matemática e suas Tecnologias'. Segundo o MP, ele foi reprovado no quesito e não deve ter a redução autorizada. Ainda não há uma data definida para que a Justiça julgue o pedido. O g1 acionou a defesa de Lindemberg Alves e aguarda um retorno. Reduções anteriores Ao todo, Lindemberg já conseguiu reduzir 887 dias da pena prevista. Segundo o último cálculo da pena, ao qual o g1 teve acesso, foram 465 dias remidos por trabalho na prisão, entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2015, além de 313 dias, também por trabalho, entre novembro de 2015 e fevereiro de 2020. A mais recente das reduções foi autorizada pela Justiça em março do ano passado. Diferente do novo pedido, o Ministério Público havia se manifestado favoravelmente ao pedido. A redução de 109 dias foi referente ao trabalho realizado por Lindemberg na prisão entre 2021 e 2024, além dele ter feito curso de empreendedorismo. 🔍 A redução de pena é prevista em lei. Segundo a Lei de Execução Penal, cada detento tem o direito de remir 1 dia da pena a cada 3 dias trabalhados. Lindemberg Alves, durante condenação globonews Caso Eloá O crime aconteceu em 13 de outubro de 2008, em Santo André (SP). Na época, Lindemberg invadiu o apartamento onde morava Eloá e manteve ela, sua amiga Nayara Rodrigues e outros dois colegas de escola delas, reféns. Eloá ficou cinco dias em cárcere privado, sob ameaças do namorado. Os outros reféns foram liberados, mas Nayara voltou ao local por orientação da polícia. No dia 17 de outubro de 2008, a polícia invadiu o local após escutar um ruído que seria de um tiro. Antes da entrada da PM, o Lindemberg ainda conseguiu balear Nayara (que sobreviveu) e deu dois tiros em Eloá, que morreu. Eloá Pimentel e Lindemberg Alves namoraram por pouco mais de 2 anos. Ela tinha 15 e ele 22. Reprodução/Arquivo pessoal Lindemberg foi preso em flagrante e, quatro anos depois, condenado a 98 anos de prisão. Em 2013, a pena dele foi reduzida para 39 anos. Em 2021, o detento chegou a obter progressão ao regime semiaberto, mas o benefício foi revogado quatro meses depois. No fim de 2022, conseguiu progredir novamente ao semiaberto. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
Caso Eloá: Preso em Tremembé, Lindemberg pede redução de 80 dias da pena por ter feito prova do Enem
Guia Modelo Escrito em 14/03/2026
Lindemberg no Fórum de Santo André. Diogo Moreira / Futura Press / Agência Estado Condenado a 39 anos de prisão pela morte da ex-namorada, Eloá Pimentel, Lindemberg Alves quer reduzir a pena no presídio dos famosos, em Tremembé, no interior de São Paulo. Neste mês, a defesa dele protocolou na Justiça um novo pedido de remição de pena. Desta vez, Lindemberg quer eliminar o cumprimento de 80 dias da condenação. A justificativa feita pela defesa dele é a realização da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano passado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp "Sempre demonstrou proatividade nos estudos, dedicando-se intensamente não apenas ao aprimoramento intelectual, mas também ao seu compromisso com o processo de ressocialização", alegou a advogada Marcia Renata da Silva no processo. A defesa citou ainda que Lindemberg atingiu a média de notas em quatro áreas de conhecimento da prova do Enem de 2025. Arquivo N: 10 anos do caso Eloá MP-SP é contra Ainda no processo, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se posicionou contra o pedido da defesa, alegando que uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) exige, "para o reconhecimento da pretendida remição, que o reeducando obtenha a aprovação nos referidos exames, satisfazendo uma pontuação mínima para tanto". No documento, o MP explicou que, para que Lindemberg tenha a redução da pena autorizada, era necessário que ele atingisse o mínimo de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento, além de 500 pontos na redação. Caderno de Provas do primeiro dia do Enem 2025 Angelo Miguel/MEC O documento anexado pela defesa, contudo, mostra que Lindemberg tirou 361,6 pontos em 'Matemática e suas Tecnologias'. Segundo o MP, ele foi reprovado no quesito e não deve ter a redução autorizada. Ainda não há uma data definida para que a Justiça julgue o pedido. O g1 acionou a defesa de Lindemberg Alves e aguarda um retorno. Reduções anteriores Ao todo, Lindemberg já conseguiu reduzir 887 dias da pena prevista. Segundo o último cálculo da pena, ao qual o g1 teve acesso, foram 465 dias remidos por trabalho na prisão, entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2015, além de 313 dias, também por trabalho, entre novembro de 2015 e fevereiro de 2020. A mais recente das reduções foi autorizada pela Justiça em março do ano passado. Diferente do novo pedido, o Ministério Público havia se manifestado favoravelmente ao pedido. A redução de 109 dias foi referente ao trabalho realizado por Lindemberg na prisão entre 2021 e 2024, além dele ter feito curso de empreendedorismo. 🔍 A redução de pena é prevista em lei. Segundo a Lei de Execução Penal, cada detento tem o direito de remir 1 dia da pena a cada 3 dias trabalhados. Lindemberg Alves, durante condenação globonews Caso Eloá O crime aconteceu em 13 de outubro de 2008, em Santo André (SP). Na época, Lindemberg invadiu o apartamento onde morava Eloá e manteve ela, sua amiga Nayara Rodrigues e outros dois colegas de escola delas, reféns. Eloá ficou cinco dias em cárcere privado, sob ameaças do namorado. Os outros reféns foram liberados, mas Nayara voltou ao local por orientação da polícia. No dia 17 de outubro de 2008, a polícia invadiu o local após escutar um ruído que seria de um tiro. Antes da entrada da PM, o Lindemberg ainda conseguiu balear Nayara (que sobreviveu) e deu dois tiros em Eloá, que morreu. Eloá Pimentel e Lindemberg Alves namoraram por pouco mais de 2 anos. Ela tinha 15 e ele 22. Reprodução/Arquivo pessoal Lindemberg foi preso em flagrante e, quatro anos depois, condenado a 98 anos de prisão. Em 2013, a pena dele foi reduzida para 39 anos. Em 2021, o detento chegou a obter progressão ao regime semiaberto, mas o benefício foi revogado quatro meses depois. No fim de 2022, conseguiu progredir novamente ao semiaberto. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina