René da Silva Nogueira Júnior ao lado da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira Redes sociais A delegada de polícia Ana Paula Lamego Balbino, esposa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, em agosto do ano passado, em Belo Horizonte, teve a licença prorrogada por mais 60 dias, conforme publicação no Diário Oficial de Minas Gerais desta quarta-feira (10). De acordo com o ato publicado pelo governo estadual, a servidora permanecerá afastada das funções e o prazo começou a contar a partir de 9 de junho. Com a nova renovação, Ana Paula continuará afastada das atividades até 9 de agosto. Caso não volte para o trabalho, em 13 de agosto, a delegada completa um ano longe das funções na Polícia Civil. Ana Paula foi afastada das funções e entrou em licença médica dois dias após o crime. Renê da Silva Nogueira Júnior é réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, morto a tiros em agosto de 2025 enquanto trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. Segundo as investigações, o empresário se irritou com a operação de coleta, discutiu com trabalhadores da limpeza urbana e atirou contra a vítima. Ele aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri (relembre o caso mais abaixo). O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para saber se o motivo de saúde permanece sendo a causa dos afastamentos e aguarda retorno. Publicação do Diário Oficial do Estado, desta quinta-feira (11), onde consta renovação de licença da delegada Ana Paula Lamego Balbino. DOE-MG Entenda a lei sobre afastamentos Em Minas Gerais há uma lei estadual e um decreto que regulamentam a licença médica de servidor público do estado. No caso da Polícia Civil, segundo Fabrício Duarte, há um estatuto que regulamenta este afastamento também, sem prejuízo de remuneração. "O Estatuto da Polícia Civil de MG estabelece que se policial se afasta por motivos de saúde por prazo superior a 90 dias, num período de 12 meses, ele deve ser submetido a perícia para avaliação de possível invalidez. Esse prazo pode ser contínuo ou descontínuo. Se o afastamento perdurar por mais de 2 anos, ele deve ser aposentado por invalidez. A delegada pode ficar afastada nessas condições por até 02 anos. Esse afastamento é sem prejuízo de remuneração", explicou o advogado Fabrício Duarte. Relembre o caso Câmera de segurança registra momento em que gari é baleado e cai em rua de BH Em 11 de agosto de 2025, o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. Segundo as investigações, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior se irritou com a operação de coleta, que causava retenção momentânea no trânsito, discutiu com trabalhadores da limpeza urbana e disparou contra Laudemir. O gari chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Renê foi preso horas depois em uma academia da capital. O empresário foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e fraude processual. A acusação sustenta que a arma utilizada no crime pertencia à esposa dele, a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. As investigações também apontaram que Renê teria orientado a delegada a entregar aos investigadores uma arma diferente da utilizada no assassinato. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimentos para apurar a conduta da delegada. Entre os fatos investigados estão o acesso ao sistema interno da corporação para consultar informações sobre a ocorrência envolvendo o marido e a possível omissão diante do crime. Em abril deste ano, a Polícia Civil confirmou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar eventuais infrações funcionais. Em abril de 2026, a Justiça decidiu levar Renê a júri popular. O empresário permanece réu pelo assassinato do gari, caso que gerou grande repercussão em Minas Gerais e mobilizações de familiares, colegas de trabalho e entidades ligadas à categoria dos trabalhadores da limpeza urbana em defesa de justiça para Laudemir. Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais
Delegada casada com empresário que matou gari tem licença renovada mais uma vez
Guia Modelo Escrito em 11/06/2026
René da Silva Nogueira Júnior ao lado da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira Redes sociais A delegada de polícia Ana Paula Lamego Balbino, esposa do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado de matar a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, em agosto do ano passado, em Belo Horizonte, teve a licença prorrogada por mais 60 dias, conforme publicação no Diário Oficial de Minas Gerais desta quarta-feira (10). De acordo com o ato publicado pelo governo estadual, a servidora permanecerá afastada das funções e o prazo começou a contar a partir de 9 de junho. Com a nova renovação, Ana Paula continuará afastada das atividades até 9 de agosto. Caso não volte para o trabalho, em 13 de agosto, a delegada completa um ano longe das funções na Polícia Civil. Ana Paula foi afastada das funções e entrou em licença médica dois dias após o crime. Renê da Silva Nogueira Júnior é réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, morto a tiros em agosto de 2025 enquanto trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. Segundo as investigações, o empresário se irritou com a operação de coleta, discutiu com trabalhadores da limpeza urbana e atirou contra a vítima. Ele aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri (relembre o caso mais abaixo). O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para saber se o motivo de saúde permanece sendo a causa dos afastamentos e aguarda retorno. Publicação do Diário Oficial do Estado, desta quinta-feira (11), onde consta renovação de licença da delegada Ana Paula Lamego Balbino. DOE-MG Entenda a lei sobre afastamentos Em Minas Gerais há uma lei estadual e um decreto que regulamentam a licença médica de servidor público do estado. No caso da Polícia Civil, segundo Fabrício Duarte, há um estatuto que regulamenta este afastamento também, sem prejuízo de remuneração. "O Estatuto da Polícia Civil de MG estabelece que se policial se afasta por motivos de saúde por prazo superior a 90 dias, num período de 12 meses, ele deve ser submetido a perícia para avaliação de possível invalidez. Esse prazo pode ser contínuo ou descontínuo. Se o afastamento perdurar por mais de 2 anos, ele deve ser aposentado por invalidez. A delegada pode ficar afastada nessas condições por até 02 anos. Esse afastamento é sem prejuízo de remuneração", explicou o advogado Fabrício Duarte. Relembre o caso Câmera de segurança registra momento em que gari é baleado e cai em rua de BH Em 11 de agosto de 2025, o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre, na Região Oeste de Belo Horizonte. Segundo as investigações, o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior se irritou com a operação de coleta, que causava retenção momentânea no trânsito, discutiu com trabalhadores da limpeza urbana e disparou contra Laudemir. O gari chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Renê foi preso horas depois em uma academia da capital. O empresário foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e fraude processual. A acusação sustenta que a arma utilizada no crime pertencia à esposa dele, a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. As investigações também apontaram que Renê teria orientado a delegada a entregar aos investigadores uma arma diferente da utilizada no assassinato. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimentos para apurar a conduta da delegada. Entre os fatos investigados estão o acesso ao sistema interno da corporação para consultar informações sobre a ocorrência envolvendo o marido e a possível omissão diante do crime. Em abril deste ano, a Polícia Civil confirmou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar eventuais infrações funcionais. Em abril de 2026, a Justiça decidiu levar Renê a júri popular. O empresário permanece réu pelo assassinato do gari, caso que gerou grande repercussão em Minas Gerais e mobilizações de familiares, colegas de trabalho e entidades ligadas à categoria dos trabalhadores da limpeza urbana em defesa de justiça para Laudemir. Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais