Robôs humanoides se tornaram o centro das atenções no espetáculo televisivo do Ano Novo Lunar na China, exibindo sequências sofisticadas de artes marciais em um dos programas de maior audiência do planeta. A apresentação ocorrida nesta terça (17), fez parte da gala anual do Festival da Primavera da emissora estatal CCTV, e é vista como uma demonstração da política industrial e da ambição de Pequim em liderar o futuro da robótica e da manufatura. O programa da CCTV é comparado ao Super Bowl em termos de audiência e relevância cultural nos Estados Unidos. Em 2025, a audiência foi de 79% dos televisores ligados no país. As apresentações destacaram a capacidade dos robôs em realizar movimentos complexos. Robôs humanoides em demonstração de artes marciais em programa de TV chinesa Reprodução/CCTV Os robôs deram saltos, fizeram manobras de costas e até empunharam espadas e bastões em um espetáculo coreografado ao lado de crianças. Os humanoides da Unitree, por exemplo, executaram uma longa demonstração de artes marciais, que incluía a imitação do estilo "boxe bêbado", com seus movimentos cambaleantes e quedas para trás, demonstrando a capacidade de se levantarem após uma falha. Além das lutas, o show integrou outras tecnologias de ponta. Robôs da Noetix atuaram em um quadro de comédia com atores humanos, enquanto os da MagicLab dançaram de forma sincronizada com artistas durante a música "We Are Made in China". O chatbot de inteligência artificial Doubao, da ByteDance (dona do TikTok), também teve participação de destaque. Ano Novo Chinês começa na terça; qual é o significado do cavalo, animal do ano Vitrine tecnológica em horário nobre O programa de TV tem sido usado por décadas para destacar as ambições tecnológicas de Pequim, incluindo seu programa espacial, drones e, mais recentemente, a robótica. "O que distingue a gala de eventos comparáveis em outros lugares é a conexão direta entre a política industrial e o espetáculo no horário nobre", afirmou Georg Stieler, diretor da consultoria de tecnologia Stieler, à Reuters. Robôs humanoides da Unitree em demonstração de artes marciais em programa de TV chinesa Reprodução/CCTV Segundo ele, as empresas que aparecem no palco recebem recompensas como contratos governamentais e maior atenção de investidores. No ano anterior, o evento já havia surpreendido os espectadores com 16 humanoides da Unitree dançando em uníssono com artistas. "Os humanoides reúnem muitos dos pontos fortes da China em uma única narrativa: capacidade em IA, cadeia de suprimentos de hardware e ambição manufatureira", disse o analista de tecnologia Poe Zhao. A aposta da China no setor se reflete nos números. O país foi responsável por 90% dos cerca de 13 mil robôs humanoides vendidos globalmente no ano passado, segundo a consultoria Omdia. A projeção do Morgan Stanley é que as vendas de humanoides na China mais que dobrem, atingindo 28 mil unidades neste ano. A rápida evolução chinesa não passa despercebida por concorrentes. Elon Musk, CEO da Tesla, que desenvolve o robô humanoide Optimus, já afirmou esperar que sua maior concorrência venha de empresas chinesas. "As pessoas fora da China subestimam a China, mas a China é de outro nível", disse Musk no mês passado.
Robôs humanoides 'lutam' artes marciais no Ano Novo Chinês
Guia Modelo Escrito em 17/02/2026
Robôs humanoides se tornaram o centro das atenções no espetáculo televisivo do Ano Novo Lunar na China, exibindo sequências sofisticadas de artes marciais em um dos programas de maior audiência do planeta. A apresentação ocorrida nesta terça (17), fez parte da gala anual do Festival da Primavera da emissora estatal CCTV, e é vista como uma demonstração da política industrial e da ambição de Pequim em liderar o futuro da robótica e da manufatura. O programa da CCTV é comparado ao Super Bowl em termos de audiência e relevância cultural nos Estados Unidos. Em 2025, a audiência foi de 79% dos televisores ligados no país. As apresentações destacaram a capacidade dos robôs em realizar movimentos complexos. Robôs humanoides em demonstração de artes marciais em programa de TV chinesa Reprodução/CCTV Os robôs deram saltos, fizeram manobras de costas e até empunharam espadas e bastões em um espetáculo coreografado ao lado de crianças. Os humanoides da Unitree, por exemplo, executaram uma longa demonstração de artes marciais, que incluía a imitação do estilo "boxe bêbado", com seus movimentos cambaleantes e quedas para trás, demonstrando a capacidade de se levantarem após uma falha. Além das lutas, o show integrou outras tecnologias de ponta. Robôs da Noetix atuaram em um quadro de comédia com atores humanos, enquanto os da MagicLab dançaram de forma sincronizada com artistas durante a música "We Are Made in China". O chatbot de inteligência artificial Doubao, da ByteDance (dona do TikTok), também teve participação de destaque. Ano Novo Chinês começa na terça; qual é o significado do cavalo, animal do ano Vitrine tecnológica em horário nobre O programa de TV tem sido usado por décadas para destacar as ambições tecnológicas de Pequim, incluindo seu programa espacial, drones e, mais recentemente, a robótica. "O que distingue a gala de eventos comparáveis em outros lugares é a conexão direta entre a política industrial e o espetáculo no horário nobre", afirmou Georg Stieler, diretor da consultoria de tecnologia Stieler, à Reuters. Robôs humanoides da Unitree em demonstração de artes marciais em programa de TV chinesa Reprodução/CCTV Segundo ele, as empresas que aparecem no palco recebem recompensas como contratos governamentais e maior atenção de investidores. No ano anterior, o evento já havia surpreendido os espectadores com 16 humanoides da Unitree dançando em uníssono com artistas. "Os humanoides reúnem muitos dos pontos fortes da China em uma única narrativa: capacidade em IA, cadeia de suprimentos de hardware e ambição manufatureira", disse o analista de tecnologia Poe Zhao. A aposta da China no setor se reflete nos números. O país foi responsável por 90% dos cerca de 13 mil robôs humanoides vendidos globalmente no ano passado, segundo a consultoria Omdia. A projeção do Morgan Stanley é que as vendas de humanoides na China mais que dobrem, atingindo 28 mil unidades neste ano. A rápida evolução chinesa não passa despercebida por concorrentes. Elon Musk, CEO da Tesla, que desenvolve o robô humanoide Optimus, já afirmou esperar que sua maior concorrência venha de empresas chinesas. "As pessoas fora da China subestimam a China, mas a China é de outro nível", disse Musk no mês passado.