Doação de órgãos: conheça cinco mitos sobre o processo

Guia Modelo Escrito em 25/04/2026


Ana Luiza apareceu em uma transmissão da Globo, no Mineirão, com cartaz que chamava a atenção para a importância da doação de órgãos. TV Globo/Reprodução Minas Gerais registrou 253 transplantes de órgãos nos primeiros meses de 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. O rim é o órgão mais transplantado no estado, com 182 procedimentos realizados até 17 de abril deste ano. Apesar dos avanços, a demanda ainda supera a oferta. Ao todo, 4.448 pessoas aguardam por transplante de órgãos em Minas Gerais, a segunda maior fila do país, atrás apenas de São Paulo. Do total, 4.220 pacientes esperam por um rim. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Decisões simples, como conversar com a família, podem salvar vidas na hora do transplante. O assunto é tema do Rolê nas Gerais deste sábado (25), na TV Globo em Minas. O programa conta histórias de pessoas que se destacaram em situações diversas e, depois, viralizaram na internet. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Ana Luiza, por exemplo, apareceu na transmissão da Globo, durante uma partida do Campeonato Mineiro deste ano, com um cartaz que chamava a atenção para a importância da doação de órgãos. Ele recebeu um novo coração após um transplante, em 2024. "Um único doador pode salvar oito vidas ou mais, se nós considerarmos tecidos como: ossos, peles, tendões, córneas, entre outros", disse o diretor do MG Transplantes, o cirurgião Omar Lopes Cançado Júnior. A pedido do g1 Minas, o diretor do MG Transplantes preparou um material sobre o que é mito e o que é fato sobre doação de órgãos: ❌ Mito 1: É preciso deixar tudo registrado em cartório para ser doador Verdade: Não é necessário deixar nenhum documento por escrito informando o desejo de ser doador. Segundo o MG Transplantes, quem autoriza a doação após a morte são os familiares de até segundo grau, e a decisão é tomada no momento da confirmação da morte encefálica. Por isso, conversar com a família é fundamental. ❌ Mito 2: O atendimento médico muda se a pessoa disser que é doadora Verdade: O processo de doação só começa após o diagnóstico de morte encefálica, que segue critérios rigorosos e é confirmado por médicos independentes. As equipes que tentam salvar a vida do paciente não são as mesmas envolvidas na captação de órgãos, conforme protocolos do Sistema Nacional de Transplantes. ❌ Mito 3: Quem morre mais velho não pode doar órgãos Verdade: Não existe idade máxima para ser doador. O que determina a possibilidade de doação é a avaliação clínica dos órgãos, feita no momento da morte. Minas Gerais registra doações de pessoas idosas, principalmente de córneas e rins. ❌ Mito 4: A família não pode mais velar o corpo Verdade: A retirada dos órgãos é feita com técnicas cirúrgicas e não impede o velório nem o sepultamento, inclusive em caixão aberto. Esse é um dos esclarecimentos mais frequentes feitos pelas equipes do MG Transplantes durante a abordagem familiar. ❌ Mito 5: Existe comércio de órgãos Verdade: A compra e venda de órgãos é crime no Brasil. Todo o processo é 100% regulado pelo SUS e fiscalizado pelo Ministério da Saúde e pelas centrais estaduais de transplantes, como o MG Transplantes, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). 📌 Serviço Quem quiser mais informações sobre doação de órgãos pode procurar o MG Transplantes, pelo telefone 0800 283 7183, ou acessar o site da Fhemig.