Ministro da Saúde, Alexandre Padilha Valdinei Malaguti/EPTV O Ministro da Saúde Alexandre Padilha anunciou R$ 100 milhões de investimentos na terapia Car-T Cell nesta quarta-feira (10), em Ribeirão Preto (SP), e informou que o tratamento entrou no fluxo prioritário do Comitê de Inovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, os primeiros resultados do Car-T Cell, que modifica células do sistema imunológico, apontaram 87% de eficácia em pacientes com linfoma, o que significa que foram extremamente relevantes. "Com isso, o registro desse produto para o SUS pode sair mais rápido. Isso significa que temos no SUS uma terapia que custa hoje em torno de US$ 500 mil o tratamento, a pessoa vai se tratar em outros países, nos Estados Unidos, paga do próprio bolso US$ 500 mil. Nós vamos ter isso no SUS de graça". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Os novos resultados do estudo, desenvolvido no Hemocentro de Ribeirão Preto em parceria com o Instituto Butantan, indicam que aproximadamente 9 em cada 10 pacientes tiveram redução significativa ou desaparecimento do tumor após o tratamento. Agora no g1 O CarT-Cell envolve a retirada de glóbulos brancos, que são as células de defesa do organismo do paciente, por meio da coleta de sangue pela veia. Conhecidos como linfócitos, eles são reprogramados geneticamente em laboratório para reconhecer e combater as células cancerígenas, no caso a leucemia linfoide aguda de células B e o linfoma não Hodgkin de células B. As células são manipuladas e expandidas em laboratório e devolvidas à corrente sanguínea do paciente. LEIA TAMBÉM Entenda terapia celular contra câncer aplicada de forma experimental Car-T: terapia contra câncer pode ter pedido de registro na Anvisa em 2026, diz pesquisador Terapia CAR-T avança no Brasil com pesquisas para reduzir custos e chegar ao SUS Car-T Cell: primeiro voluntário de estudo clínico recebe terapia contra câncer no sangue "É um tratamento inovador, não utiliza quimioterapia, radioterapia, usa as células do próprio organismo do paciente e elas são devolvidas para combater o tumor. Esses pacientes que estão fazendo o tratamento [CarT-Cell] são pacientes que não responderam a esses tratamentos", disse Diego Clé, médico do Hemocentro de Ribeirão Preto e um dos principais pesquisadores do estudo. Terapia CAR-T Cell A terapia CAR-T Cell representa uma das maiores inovações da oncologia mundial e funciona com uma engenharia do sistema imunológico em que células de defesa do organismo são retiradas do sangue do paciente e são modificadas em laboratório para ganhar "sensores" capazes de identificar e atacar tumores específicos. 🔎 CAR-T Cell significa Chimeric Antigen Receptor T-cell, ou seja, célula T receptora de antígeno quimérico. Após essa reprogramação, as células são reintroduzidas no organismo, onde passam a atuar contra o câncer. A técnica oferece altas taxas de resposta em casos de câncer do sangue agressivos, quando outras opções terapêuticas se esgotaram, e é indicada para o tratamento de leucemia linfoide aguda, linfoma não Hodgkin e mieloma múltiplo. Além do impacto clínico, os estudos brasileiros indicam que o uso precoce da terapia CAR-T pode economizar recursos hospitalares ao evitar internações e tratamentos para recidivas da doença. Em 2019, o Brasil teve um primeiro tratamento na USP de Ribeirão Preto no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, aplicado em um aposentado de 64 anos, que ficou livre de sintomas depois de ser internado com linfoma em estado grave e sem resposta a tratamentos convencionais. Entre 2022 e 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou terapias comerciais de farmacêuticas estrangeiras, tornando o Brasil a principal referência na América Latina. Ainda assim, isso permaneceu restrito devido ao elevado custo, de até R$ 4 milhões por dose, e questões logísticas, com a exigência de envio de células para fabricação nos Estados Unidos ou na Europa, colocando em risco pacientes em estado grave. Para nacionalizar a tecnologia e reduzir custos, instituições como o Hemocentro de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo e Instituto Butantan uniram esforços em pesquisas nacionais. Com a consolidação dos testes clínicos nesses estudo, os pesquisadores conseguiram chegar a taxas de até 87,5% de eficácia em pacientes com leucemia linfoide aguda B e linfoma não-Hodgkin B. O próximo passo será o pedido de registro definitivo dessas terapias nacionais na Anvisa, abrindo caminho para oferecer a tecnologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
Car-T Cell: terapia contra câncer entra em fluxo prioritário de aprovação na Anvisa para ser incorporada ao SUS
Guia Modelo Escrito em 10/06/2026
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha Valdinei Malaguti/EPTV O Ministro da Saúde Alexandre Padilha anunciou R$ 100 milhões de investimentos na terapia Car-T Cell nesta quarta-feira (10), em Ribeirão Preto (SP), e informou que o tratamento entrou no fluxo prioritário do Comitê de Inovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, os primeiros resultados do Car-T Cell, que modifica células do sistema imunológico, apontaram 87% de eficácia em pacientes com linfoma, o que significa que foram extremamente relevantes. "Com isso, o registro desse produto para o SUS pode sair mais rápido. Isso significa que temos no SUS uma terapia que custa hoje em torno de US$ 500 mil o tratamento, a pessoa vai se tratar em outros países, nos Estados Unidos, paga do próprio bolso US$ 500 mil. Nós vamos ter isso no SUS de graça". ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Os novos resultados do estudo, desenvolvido no Hemocentro de Ribeirão Preto em parceria com o Instituto Butantan, indicam que aproximadamente 9 em cada 10 pacientes tiveram redução significativa ou desaparecimento do tumor após o tratamento. Agora no g1 O CarT-Cell envolve a retirada de glóbulos brancos, que são as células de defesa do organismo do paciente, por meio da coleta de sangue pela veia. Conhecidos como linfócitos, eles são reprogramados geneticamente em laboratório para reconhecer e combater as células cancerígenas, no caso a leucemia linfoide aguda de células B e o linfoma não Hodgkin de células B. As células são manipuladas e expandidas em laboratório e devolvidas à corrente sanguínea do paciente. LEIA TAMBÉM Entenda terapia celular contra câncer aplicada de forma experimental Car-T: terapia contra câncer pode ter pedido de registro na Anvisa em 2026, diz pesquisador Terapia CAR-T avança no Brasil com pesquisas para reduzir custos e chegar ao SUS Car-T Cell: primeiro voluntário de estudo clínico recebe terapia contra câncer no sangue "É um tratamento inovador, não utiliza quimioterapia, radioterapia, usa as células do próprio organismo do paciente e elas são devolvidas para combater o tumor. Esses pacientes que estão fazendo o tratamento [CarT-Cell] são pacientes que não responderam a esses tratamentos", disse Diego Clé, médico do Hemocentro de Ribeirão Preto e um dos principais pesquisadores do estudo. Terapia CAR-T Cell A terapia CAR-T Cell representa uma das maiores inovações da oncologia mundial e funciona com uma engenharia do sistema imunológico em que células de defesa do organismo são retiradas do sangue do paciente e são modificadas em laboratório para ganhar "sensores" capazes de identificar e atacar tumores específicos. 🔎 CAR-T Cell significa Chimeric Antigen Receptor T-cell, ou seja, célula T receptora de antígeno quimérico. Após essa reprogramação, as células são reintroduzidas no organismo, onde passam a atuar contra o câncer. A técnica oferece altas taxas de resposta em casos de câncer do sangue agressivos, quando outras opções terapêuticas se esgotaram, e é indicada para o tratamento de leucemia linfoide aguda, linfoma não Hodgkin e mieloma múltiplo. Além do impacto clínico, os estudos brasileiros indicam que o uso precoce da terapia CAR-T pode economizar recursos hospitalares ao evitar internações e tratamentos para recidivas da doença. Em 2019, o Brasil teve um primeiro tratamento na USP de Ribeirão Preto no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, aplicado em um aposentado de 64 anos, que ficou livre de sintomas depois de ser internado com linfoma em estado grave e sem resposta a tratamentos convencionais. Entre 2022 e 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou terapias comerciais de farmacêuticas estrangeiras, tornando o Brasil a principal referência na América Latina. Ainda assim, isso permaneceu restrito devido ao elevado custo, de até R$ 4 milhões por dose, e questões logísticas, com a exigência de envio de células para fabricação nos Estados Unidos ou na Europa, colocando em risco pacientes em estado grave. Para nacionalizar a tecnologia e reduzir custos, instituições como o Hemocentro de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo e Instituto Butantan uniram esforços em pesquisas nacionais. Com a consolidação dos testes clínicos nesses estudo, os pesquisadores conseguiram chegar a taxas de até 87,5% de eficácia em pacientes com leucemia linfoide aguda B e linfoma não-Hodgkin B. O próximo passo será o pedido de registro definitivo dessas terapias nacionais na Anvisa, abrindo caminho para oferecer a tecnologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região