Bruno Veloso, presidente da Fiepe, avalia impactos do tarifaço em Pernambuco A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) avalia que o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil pode impactar cerca de 70% das exportações pernambucanas para o país norte-americano (veja vídeo acima). A medida, que consiste na aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, entra em vigor no dia 22 de julho. A decisão foi tomada após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que aponta práticas comerciais brasileiras descritas como injustas pelo governo estadunidense (saiba mais abaixo). Uma extensa lista de produtos ficou de fora, incluindo carne, café e suco de laranja, mas apenas 30% dos itens exportados pelo estado fazem parte das exceções. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Em entrevista à TV Globo, o presidente da Fiepe, Bruno Veloso, disse que a entidade já esperava a aplicação da tarifa e informou que mantém diálogo com os governos brasileiro e americano para acompanhar os impactos da medida. "Essa tarifa vai impactar 70% das exportações pernambucanas. Estávamos esperando, e a Fiepe, junto com a CNI [Confederação Nacional da Indústria], tem defendido o Brasil junto à Justiça americana. Nós, da Federação das Indústrias, levamos as pautas, fizemos a nossa defesa também à Justiça americana para que não fosse aplicada essa tarifa. O que nós sentimos muito é que está faltando muito diálogo com o governo brasileiro e com o governo americano", afirmou. De acordo com a Fiepe, açúcar, uva e produtos pet estão entre os itens que devem ser mais afetados em Pernambuco. Bruno Veloso afirmou, ainda, que representantes dos setores já procuraram a federação para discutir alternativas diante do novo cenário. "Temos um diálogo muito aberto com toda a base industrial brasileira, inclusive, pernambucana. Mas o que a gente precisa entender é que a relação Brasil com os Estados Unidos é uma relação de complementariedade da industrialização. Nossos produtos, muito vezes, não se adequam para novos mercados. É preciso haver uma adaptação. Esse mercado americano é um mercado que interessa muito ao país e interessa muito todos os pernambucanos", disse. Bruno Veloso também afirmou que o tarifaço deve provocar impactos no mercado de trabalho em Pernambuco. "Nós tivemos no ano 2024 para 2025 uma redução de mais de 20% das nossas exportações. Isso já implicou na empregabilidade. E a gente também admite que vai haver uma nova queda da nossa exportação, implicando também perdas de emprego", disse. Bruno Veloso, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco Reprodução/TV Globo Tarifaço A decisão de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros foi confirmada na quarta-feira (15) pelo USTR. A medida é resultado de uma investigação comercial que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. Durante o processo, o governo de Donald Trump afirmou que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os Estados Unidos. Entre os pontos citados, estão o sistema de pagamentos Pix, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. Apesar de anunciar as novas tarifas, os EUA determinaram a retirada de alguns produtos da taxação, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose. Essa lista inclui itens considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente. Enquanto isso, produtos como etanol, máquinas agrícolas e papel serão sobretaxados. A investigação do órgão comercial americano foi encerrada após análises e negociações entre os governos Lula (PT) e Trump. Também participaram representantes de diferentes setores da economia por meio de audiências públicas realizadas neste mês, como parte da reta final do processo. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
Tarifaço de Trump vai afetar 70% das exportações de PE para os EUA, diz presidente da Fiepe
Guia Modelo Escrito em 18/07/2026
Bruno Veloso, presidente da Fiepe, avalia impactos do tarifaço em Pernambuco A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) avalia que o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil pode impactar cerca de 70% das exportações pernambucanas para o país norte-americano (veja vídeo acima). A medida, que consiste na aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, entra em vigor no dia 22 de julho. A decisão foi tomada após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que aponta práticas comerciais brasileiras descritas como injustas pelo governo estadunidense (saiba mais abaixo). Uma extensa lista de produtos ficou de fora, incluindo carne, café e suco de laranja, mas apenas 30% dos itens exportados pelo estado fazem parte das exceções. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Em entrevista à TV Globo, o presidente da Fiepe, Bruno Veloso, disse que a entidade já esperava a aplicação da tarifa e informou que mantém diálogo com os governos brasileiro e americano para acompanhar os impactos da medida. "Essa tarifa vai impactar 70% das exportações pernambucanas. Estávamos esperando, e a Fiepe, junto com a CNI [Confederação Nacional da Indústria], tem defendido o Brasil junto à Justiça americana. Nós, da Federação das Indústrias, levamos as pautas, fizemos a nossa defesa também à Justiça americana para que não fosse aplicada essa tarifa. O que nós sentimos muito é que está faltando muito diálogo com o governo brasileiro e com o governo americano", afirmou. De acordo com a Fiepe, açúcar, uva e produtos pet estão entre os itens que devem ser mais afetados em Pernambuco. Bruno Veloso afirmou, ainda, que representantes dos setores já procuraram a federação para discutir alternativas diante do novo cenário. "Temos um diálogo muito aberto com toda a base industrial brasileira, inclusive, pernambucana. Mas o que a gente precisa entender é que a relação Brasil com os Estados Unidos é uma relação de complementariedade da industrialização. Nossos produtos, muito vezes, não se adequam para novos mercados. É preciso haver uma adaptação. Esse mercado americano é um mercado que interessa muito ao país e interessa muito todos os pernambucanos", disse. Bruno Veloso também afirmou que o tarifaço deve provocar impactos no mercado de trabalho em Pernambuco. "Nós tivemos no ano 2024 para 2025 uma redução de mais de 20% das nossas exportações. Isso já implicou na empregabilidade. E a gente também admite que vai haver uma nova queda da nossa exportação, implicando também perdas de emprego", disse. Bruno Veloso, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco Reprodução/TV Globo Tarifaço A decisão de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros foi confirmada na quarta-feira (15) pelo USTR. A medida é resultado de uma investigação comercial que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. Durante o processo, o governo de Donald Trump afirmou que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os Estados Unidos. Entre os pontos citados, estão o sistema de pagamentos Pix, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. Apesar de anunciar as novas tarifas, os EUA determinaram a retirada de alguns produtos da taxação, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose. Essa lista inclui itens considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente. Enquanto isso, produtos como etanol, máquinas agrícolas e papel serão sobretaxados. A investigação do órgão comercial americano foi encerrada após análises e negociações entre os governos Lula (PT) e Trump. Também participaram representantes de diferentes setores da economia por meio de audiências públicas realizadas neste mês, como parte da reta final do processo. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias