Atendimento é realizado pelo setor de psicologia da Arquidiocese de Santarém Ascom Arquidiocese Em um período marcado pelo aumento dos casos de ansiedade, depressão, síndrome do pânico e outros transtornos emocionais, o serviço de atendimento psicológico da Arquidiocese de Santarém, no oeste do Pará, tem se tornado um importante espaço de acolhimento para pessoas que enfrentam sofrimento mental. Segundo a psicóloga Rita Guimarães, responsável pelo atendimento, a união entre fé, ciência e espiritualidade tem contribuído para transformar histórias e salvar vidas. ✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Os atendimentos foram iniciados durante a pandemia da Covid-19, quando muitas pessoas passaram a procurar ajuda diante de situações como perdas familiares, luto, desemprego e dificuldades financeiras. Com o passar dos anos, a demanda continuou crescendo. “Após a pandemia, observamos um agravamento dos problemas relacionados à saúde mental. Muitas pessoas passaram a apresentar crises de ansiedade, síndrome do pânico, depressão e outros transtornos emocionais”, explicou Rita Guimarães. O atendimento ocorre em três modalidades: emergencial, por agendamento e por encaminhamento. Atualmente, entre cinco e sete pessoas são atendidas diariamente, conforme a necessidade de cada caso. Mudança de horário beneficia moradores de comunidades ribeirinhas Recentemente, a instituição promoveu uma mudança nos horários de atendimento para facilitar o acesso de moradores de comunidades ribeirinhas e regiões mais distantes. A Arquidiocese informou que houve alteração no horário dos atendimentos psicológicos realizados pelo Setor de Psicologia, no Centro Arquidiocesano de Pastoral. Novos horários de atendimento: Segunda a quinta-feira 14h às 18h Sexta-feira 8h às 12h De acordo com Rita Guimarães, muitos pacientes precisavam sair de casa ainda durante a madrugada para conseguir chegar a Santarém. “A instituição procurou olhar para essa realidade. Estamos falando de saúde mental e também precisamos considerar o bem-estar dessas pessoas, que enfrentavam longas viagens e dificuldades de deslocamento para chegar aos atendimentos”, destacou. Atendimento acolhe pessoas de todas as crenças Apesar de funcionar em uma instituição ligada à Igreja Católica, o serviço psicológico é oferecido a pessoas de qualquer religião, ou mesmo sem religião. Segundo Rita Guimarães, ainda existe preconceito por parte de algumas pessoas que acreditam que serão incentivadas a seguir a fé católica durante o tratamento. “Muitas pessoas dizem que ouviram falar muito bem do atendimento, mas tinham receio de procurar ajuda por não serem católicas. O nosso trabalho é científico. Não estamos aqui para converter ninguém, mas para acolher e tratar o sofrimento emocional”, afirmou. Ela destaca que pacientes evangélicos, espíritas, pessoas de outras crenças e até mesmo ateus já passaram pelo acompanhamento psicológico oferecido pela Arquidiocese. Espiritualidade pode fortalecer o processo terapêutico Rita Guimarães explica que a espiritualidade pode funcionar como uma importante aliada no tratamento emocional, desde que seja compreendida de forma individual e respeitosa. “Nós não falamos de religião. Falamos daquilo que fortalece a pessoa, que ajuda a encontrar sentido para a vida e esperança para enfrentar as dificuldades. Cada pessoa encontra isso de uma forma diferente”, ressaltou. A psicóloga enfatiza que a espiritualidade não substitui tratamentos médicos ou psicológicos, mas pode contribuir para o fortalecimento emocional durante o processo de recuperação. Saúde mental e prevenção ao suicídio Outro ponto defendido pela profissional é a necessidade de ampliar o debate sobre saúde mental e combater julgamentos relacionados ao suicídio. “O suicídio não é falta de Deus. É uma doença emocional. É uma dor profunda, um sofrimento psíquico que precisa ser compreendido e tratado”, alertou. Segundo Rita, muitas pessoas escondem o sofrimento por medo de julgamentos ou por não encontrarem espaços seguros para falar sobre suas emoções. Ela conta que já acompanhou pacientes que chegaram ao atendimento sem perspectivas de vida e que, após o tratamento, conseguiram retomar atividades simples da rotina, como cozinhar, tomar banho e voltar a apreciar momentos do dia a dia. Atendimento durante todo o ano Além das campanhas de conscientização, a Arquidiocese de Santarém mantém atendimento psicológico permanente ao longo do ano. O trabalho inclui terapia individual, terapia em grupo, palestras, rodas de conversa, escuta psicológica e encaminhamentos especializados. “A saúde mental precisa ser cuidada todos os dias. O sofrimento emocional não acontece apenas durante as campanhas. Por isso, nosso trabalho funciona durante todo o ano, acolhendo quem precisa de ajuda”, concluiu Rita Guimarães. Agora no g1 VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região
Setor de Psicologia da Arquidiocese de Santarém une fé, ciência e espiritualidade para que pacientes superem sofrimento emocional
Guia Modelo Escrito em 01/06/2026
Atendimento é realizado pelo setor de psicologia da Arquidiocese de Santarém Ascom Arquidiocese Em um período marcado pelo aumento dos casos de ansiedade, depressão, síndrome do pânico e outros transtornos emocionais, o serviço de atendimento psicológico da Arquidiocese de Santarém, no oeste do Pará, tem se tornado um importante espaço de acolhimento para pessoas que enfrentam sofrimento mental. Segundo a psicóloga Rita Guimarães, responsável pelo atendimento, a união entre fé, ciência e espiritualidade tem contribuído para transformar histórias e salvar vidas. ✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Os atendimentos foram iniciados durante a pandemia da Covid-19, quando muitas pessoas passaram a procurar ajuda diante de situações como perdas familiares, luto, desemprego e dificuldades financeiras. Com o passar dos anos, a demanda continuou crescendo. “Após a pandemia, observamos um agravamento dos problemas relacionados à saúde mental. Muitas pessoas passaram a apresentar crises de ansiedade, síndrome do pânico, depressão e outros transtornos emocionais”, explicou Rita Guimarães. O atendimento ocorre em três modalidades: emergencial, por agendamento e por encaminhamento. Atualmente, entre cinco e sete pessoas são atendidas diariamente, conforme a necessidade de cada caso. Mudança de horário beneficia moradores de comunidades ribeirinhas Recentemente, a instituição promoveu uma mudança nos horários de atendimento para facilitar o acesso de moradores de comunidades ribeirinhas e regiões mais distantes. A Arquidiocese informou que houve alteração no horário dos atendimentos psicológicos realizados pelo Setor de Psicologia, no Centro Arquidiocesano de Pastoral. Novos horários de atendimento: Segunda a quinta-feira 14h às 18h Sexta-feira 8h às 12h De acordo com Rita Guimarães, muitos pacientes precisavam sair de casa ainda durante a madrugada para conseguir chegar a Santarém. “A instituição procurou olhar para essa realidade. Estamos falando de saúde mental e também precisamos considerar o bem-estar dessas pessoas, que enfrentavam longas viagens e dificuldades de deslocamento para chegar aos atendimentos”, destacou. Atendimento acolhe pessoas de todas as crenças Apesar de funcionar em uma instituição ligada à Igreja Católica, o serviço psicológico é oferecido a pessoas de qualquer religião, ou mesmo sem religião. Segundo Rita Guimarães, ainda existe preconceito por parte de algumas pessoas que acreditam que serão incentivadas a seguir a fé católica durante o tratamento. “Muitas pessoas dizem que ouviram falar muito bem do atendimento, mas tinham receio de procurar ajuda por não serem católicas. O nosso trabalho é científico. Não estamos aqui para converter ninguém, mas para acolher e tratar o sofrimento emocional”, afirmou. Ela destaca que pacientes evangélicos, espíritas, pessoas de outras crenças e até mesmo ateus já passaram pelo acompanhamento psicológico oferecido pela Arquidiocese. Espiritualidade pode fortalecer o processo terapêutico Rita Guimarães explica que a espiritualidade pode funcionar como uma importante aliada no tratamento emocional, desde que seja compreendida de forma individual e respeitosa. “Nós não falamos de religião. Falamos daquilo que fortalece a pessoa, que ajuda a encontrar sentido para a vida e esperança para enfrentar as dificuldades. Cada pessoa encontra isso de uma forma diferente”, ressaltou. A psicóloga enfatiza que a espiritualidade não substitui tratamentos médicos ou psicológicos, mas pode contribuir para o fortalecimento emocional durante o processo de recuperação. Saúde mental e prevenção ao suicídio Outro ponto defendido pela profissional é a necessidade de ampliar o debate sobre saúde mental e combater julgamentos relacionados ao suicídio. “O suicídio não é falta de Deus. É uma doença emocional. É uma dor profunda, um sofrimento psíquico que precisa ser compreendido e tratado”, alertou. Segundo Rita, muitas pessoas escondem o sofrimento por medo de julgamentos ou por não encontrarem espaços seguros para falar sobre suas emoções. Ela conta que já acompanhou pacientes que chegaram ao atendimento sem perspectivas de vida e que, após o tratamento, conseguiram retomar atividades simples da rotina, como cozinhar, tomar banho e voltar a apreciar momentos do dia a dia. Atendimento durante todo o ano Além das campanhas de conscientização, a Arquidiocese de Santarém mantém atendimento psicológico permanente ao longo do ano. O trabalho inclui terapia individual, terapia em grupo, palestras, rodas de conversa, escuta psicológica e encaminhamentos especializados. “A saúde mental precisa ser cuidada todos os dias. O sofrimento emocional não acontece apenas durante as campanhas. Por isso, nosso trabalho funciona durante todo o ano, acolhendo quem precisa de ajuda”, concluiu Rita Guimarães. Agora no g1 VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região