Ministro Edson Fachin do STF Rosinei Coutinho/STF O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira (29) devolver as investigações no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, ao ministro André Mendonça. Fachin optou, no entanto, por manter "em caráter excepcional e provisório" na Presidência Corte as investigações realizadas pela Operação Compliance Zero, que trata das suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Os procedimentos das duas investigações haviam sido remetidos a Fachin no dia 12 de setembro, após a identificação de citações a autoridades com prerrogativa de foro, incluindo integrantes da própria Corte, e do envio de representação pelo ministro Alexandre de Moraes. A representação de Moraes apontava supostos indícios de irregularidades no exercício da relatoria de ambas as operações, àquela altura, conduzidas por Mendonça (detalhes abaixo). LEIA MAIS: Perdido na crise do STF? Entenda em 10 pontos por que esta foi uma das semanas mais turbulentas da política em 2026 Caso Master Fachin decidiu pela manutenção do caso Master na Presidência pelo prazo máximo de 90 dias, contados a partir de 12 de setembro - ou até que ocorra um dos seguintes eventos: a conclusão do julgamento no STF que discute se o plenário abrirá investigação sobre Moraes por suposto envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro; o término do prazo do pedido de vista do ministro Flávio Dino; ou a entrega do relatório solicitado à PF sobre as menções a ministros do STF em investigações ligadas ao Banco Master. O julgamento mencionado por Fachin foi suspenso no dia 15 de setembro. O mérito do caso, ou seja, se o plenário abrirá uma investigação ou não sobre Moraes, não começou a ser discutido. À época, os ministros analisaram uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes e pelo ministro Flávio Dino. A questão tratava da união dos processos relacionados ao caso, a redistribuição da relatoria por sorteio e a abertura de prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Dino pediu então mais tempo para análise da questão de ordem, o que suspendeu a sessão, terminando com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo STF das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master. Mensagens entre Moraes e Vorcaro Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Fachin mantém inquérito do Master na presidência do STF A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e Mendonça. Moraes acusou Mendonça de fazer uma liberação "seletiva" dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros. Pedido de investigação sobre atuação de Mendonça Moraes encaminhou no dia 3 de setembro a Edson Fachin pedido de investigação contra o ministro Mendonça. Na petição, Moraes disse que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master - e também INSS. A decisão de Moraes foi tomada no âmbito do inquérito das fake news, cuja relatoria foi assumida por Fachin no dia 9 de setembro. Na última quarta (28), Fachin determinou o arquivamento de cinco investigações que surgiram a partir desse inquérito.
Fachin decide devolver investigação do INSS a Mendonça; presidente do STF mantém sob sua responsabilidade caso Master
Guia Modelo Escrito em 30/10/2026
Ministro Edson Fachin do STF Rosinei Coutinho/STF O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira (29) devolver as investigações no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, ao ministro André Mendonça. Fachin optou, no entanto, por manter "em caráter excepcional e provisório" na Presidência Corte as investigações realizadas pela Operação Compliance Zero, que trata das suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master. Os procedimentos das duas investigações haviam sido remetidos a Fachin no dia 12 de setembro, após a identificação de citações a autoridades com prerrogativa de foro, incluindo integrantes da própria Corte, e do envio de representação pelo ministro Alexandre de Moraes. A representação de Moraes apontava supostos indícios de irregularidades no exercício da relatoria de ambas as operações, àquela altura, conduzidas por Mendonça (detalhes abaixo). LEIA MAIS: Perdido na crise do STF? Entenda em 10 pontos por que esta foi uma das semanas mais turbulentas da política em 2026 Caso Master Fachin decidiu pela manutenção do caso Master na Presidência pelo prazo máximo de 90 dias, contados a partir de 12 de setembro - ou até que ocorra um dos seguintes eventos: a conclusão do julgamento no STF que discute se o plenário abrirá investigação sobre Moraes por suposto envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro; o término do prazo do pedido de vista do ministro Flávio Dino; ou a entrega do relatório solicitado à PF sobre as menções a ministros do STF em investigações ligadas ao Banco Master. O julgamento mencionado por Fachin foi suspenso no dia 15 de setembro. O mérito do caso, ou seja, se o plenário abrirá uma investigação ou não sobre Moraes, não começou a ser discutido. À época, os ministros analisaram uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes e pelo ministro Flávio Dino. A questão tratava da união dos processos relacionados ao caso, a redistribuição da relatoria por sorteio e a abertura de prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Dino pediu então mais tempo para análise da questão de ordem, o que suspendeu a sessão, terminando com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo STF das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master. Mensagens entre Moraes e Vorcaro Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Fachin mantém inquérito do Master na presidência do STF A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e Mendonça. Moraes acusou Mendonça de fazer uma liberação "seletiva" dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros. Pedido de investigação sobre atuação de Mendonça Moraes encaminhou no dia 3 de setembro a Edson Fachin pedido de investigação contra o ministro Mendonça. Na petição, Moraes disse que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master - e também INSS. A decisão de Moraes foi tomada no âmbito do inquérito das fake news, cuja relatoria foi assumida por Fachin no dia 9 de setembro. Na última quarta (28), Fachin determinou o arquivamento de cinco investigações que surgiram a partir desse inquérito.