Músico de 22 anos viraliza ao tocar Beethoven na sanfona O que acontece quando a música clássica ganha o som da sanfona? Para o teresinense Inácio Botêlho, de 22 anos, a resposta veio em forma de visualizações. Um vídeo em que ele interpreta a 5ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven já ultrapassou 6 milhões de acessos. Publicado em julho do ano passado, o vídeo também acumula mais de 40 mil comentários e cerca de 150 mil compartilhamentos no Instagram. A repercussão rendeu ao músico mais convites para shows, participações em eventos e reconhecimento de artistas nacionais. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp “A sanfona, assim como as pessoas, tem capacidades extremas e pode tocar tudo e qualquer coisa. Só basta a gente ter vontade e coragem de testar. É um instrumento poliglota", afirmou Inácio Botêlho sobre a adaptação de composições clássicas com o instrumento que é símbolo da cultura nordestina. A música entrou cedo na vida de Inácio. A família apresentou ao jovem o trabalho de muitos artistas, entre eles Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Aos 6 anos, o piauiense começou a reproduzir melodias de ouvido, em um teclado de brinquedo. A sanfona veio pouco depois, com o amadurecimento musical. "Meus pais não são músicos, mas sempre tiveram muito bom gosto musical. Meu pai comprou um DVD do Luiz Gonzaga e a música dele ficou na minha cabeça. Aprendi Asa Branca assim. Foi quando perceberam que eu tinha facilidade e me incentivaram a estudar música”, contou. Jovem faz sucesso nas redes sociais unindo sanfona e música clássica Reprodução União da música clássica com o forró A ideia de unir música clássica e ritmos nordestinos surgiu como uma curiosidade do artista. Inácio sempre ouviu estilos diferentes e decidiu testar tudo na sanfona. As primeiras experiências públicas aconteceram durante apresentações em restaurantes. “Era mais uma música de fundo, as pessoas nem sempre prestavam atenção. Mas um dia toquei a 5ª Sinfonia [composição de Beethoven] em ritmo de forró e, no final, vieram aplausos. Aquilo não era comum. Foi quando percebi que tinha algo diferente ali", lembrou. Além de Beethoven, ele também se inspira em nomes como Wolfgang Amadeus Mozart e Antonio Vivaldi. Este último, segundo ele, é o mais difícil de adaptar, em razão das melodias complexas e rápidas. Apesar da dificuldade com algumas composições, Inácio afirmou que o objetivo não é mostrar técnica. Ao g1, ele contou que mantém uma relação próxima com o público, que frequentemente associa as músicas a lembranças afetivas. “Eu quero que as pessoas sintam a alegria, que elas sintam saudade do Nordeste ou sintam vontade de conhecer a região. Eu quero também que as pessoas tenham um dia mais feliz e que a música cause boas sensações e sentimentos nas pessoas", disse. Trabalho por trás dos vídeos Por trás dos vídeos curtos, há um processo logo e cheio e cheio de detalhes. Segundo Inácio, arranjos mais elaborados podem levar um dia inteiro para ficarem prontos e envolvem diferentes instrumentos e etapas de edição. Com o crescimento nas redes, os planos também aumentaram. Ele quer ampliar as apresentações em teatros e já tem shows marcados para o São João. Outro projeto que está sendo executado é um espetáculo com quarteto de cordas, reunindo música clássica, brasileira e internacional. Mesmo com pouco tempo de carreira, Inácio entende o impacto do que faz. “Acho que consigo ajudar a levar a música clássica para mais gente e também mostrar o Nordeste", concluiu. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Músico de 22 anos viraliza ao tocar Beethoven na sanfona; veja versões de clássicos
Guia Modelo Escrito em 01/05/2026
Músico de 22 anos viraliza ao tocar Beethoven na sanfona O que acontece quando a música clássica ganha o som da sanfona? Para o teresinense Inácio Botêlho, de 22 anos, a resposta veio em forma de visualizações. Um vídeo em que ele interpreta a 5ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven já ultrapassou 6 milhões de acessos. Publicado em julho do ano passado, o vídeo também acumula mais de 40 mil comentários e cerca de 150 mil compartilhamentos no Instagram. A repercussão rendeu ao músico mais convites para shows, participações em eventos e reconhecimento de artistas nacionais. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp “A sanfona, assim como as pessoas, tem capacidades extremas e pode tocar tudo e qualquer coisa. Só basta a gente ter vontade e coragem de testar. É um instrumento poliglota", afirmou Inácio Botêlho sobre a adaptação de composições clássicas com o instrumento que é símbolo da cultura nordestina. A música entrou cedo na vida de Inácio. A família apresentou ao jovem o trabalho de muitos artistas, entre eles Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Aos 6 anos, o piauiense começou a reproduzir melodias de ouvido, em um teclado de brinquedo. A sanfona veio pouco depois, com o amadurecimento musical. "Meus pais não são músicos, mas sempre tiveram muito bom gosto musical. Meu pai comprou um DVD do Luiz Gonzaga e a música dele ficou na minha cabeça. Aprendi Asa Branca assim. Foi quando perceberam que eu tinha facilidade e me incentivaram a estudar música”, contou. Jovem faz sucesso nas redes sociais unindo sanfona e música clássica Reprodução União da música clássica com o forró A ideia de unir música clássica e ritmos nordestinos surgiu como uma curiosidade do artista. Inácio sempre ouviu estilos diferentes e decidiu testar tudo na sanfona. As primeiras experiências públicas aconteceram durante apresentações em restaurantes. “Era mais uma música de fundo, as pessoas nem sempre prestavam atenção. Mas um dia toquei a 5ª Sinfonia [composição de Beethoven] em ritmo de forró e, no final, vieram aplausos. Aquilo não era comum. Foi quando percebi que tinha algo diferente ali", lembrou. Além de Beethoven, ele também se inspira em nomes como Wolfgang Amadeus Mozart e Antonio Vivaldi. Este último, segundo ele, é o mais difícil de adaptar, em razão das melodias complexas e rápidas. Apesar da dificuldade com algumas composições, Inácio afirmou que o objetivo não é mostrar técnica. Ao g1, ele contou que mantém uma relação próxima com o público, que frequentemente associa as músicas a lembranças afetivas. “Eu quero que as pessoas sintam a alegria, que elas sintam saudade do Nordeste ou sintam vontade de conhecer a região. Eu quero também que as pessoas tenham um dia mais feliz e que a música cause boas sensações e sentimentos nas pessoas", disse. Trabalho por trás dos vídeos Por trás dos vídeos curtos, há um processo logo e cheio e cheio de detalhes. Segundo Inácio, arranjos mais elaborados podem levar um dia inteiro para ficarem prontos e envolvem diferentes instrumentos e etapas de edição. Com o crescimento nas redes, os planos também aumentaram. Ele quer ampliar as apresentações em teatros e já tem shows marcados para o São João. Outro projeto que está sendo executado é um espetáculo com quarteto de cordas, reunindo música clássica, brasileira e internacional. Mesmo com pouco tempo de carreira, Inácio entende o impacto do que faz. “Acho que consigo ajudar a levar a música clássica para mais gente e também mostrar o Nordeste", concluiu. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube