Estiagem severa e baixo nível do Rio Acre coloca a Defesa Civil em alerta Pela terceira vez em 2026, o Rio Acre ficou abaixo dos dois metros e chegou a 1,83 metros na medição das 5h desta segunda-feira (31), em Rio Branco. Este é o nível mais baixo já registrado este ano. O mês de agosto foi marcado pela oscilação no nível do manancial. Na medição do último domingo (30), quando o rio voltou a ficar abaixo dos 2 metros, o nível marcou 1,88 metros, diminuindo 12 centímetros com relação a sábado (29), quando estava com exatos 2 metros. (Veja o gráfico mais abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp As três vezes que o manancial ficou abaixo desta marca, inclusive, foram registradas neste mês de agosto, sendo estas: No dia 12, quando registrou 1,98 metros, permanecendo até o dia 16, quando voltou a subir e marcou 2 metros; No dia 23, quando registrou 1,98 metros e voltou a subir no dia seguinte, marcando 2,20 metros; No último domingo (29), ao alcançar a marca de 1,88 metros. Pela terceira vez, Rio Acre fica abaixo de 2 metros na capital Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre LEIA MAIS: Rio Acre fica abaixo de 2 metros na capital pela primeira vez em 2026 Rio Branco decreta situação de emergência por conta da seca Em uma madrugada, chove 60% do previsto para agosto em Rio Branco: 'Não muda cenário crítico' De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, o nível registrado nesta segunda não ultrapassa outras marcas registradas em anos anteriores. Porém, a situação não ameniza as situações de estiagem enfrentadas na capital, tendo em vista que as oscilações ocorreram devido às chuvas registradas em outras cidades do estado. “Ou seja, não melhora em nada a nossa situação hídrica e seca que estamos vivendo com situação de emergência, inclusive. Então, é um nível baixo e nós já estamos em cota de alerta máximo há muito tempo. Quando ele baixou de 2,69 metros, já entramos nessa cota de alerta máxima e a gente continua, até a situação ficar bem mais complicada”, detalhou. Ainda de acordo com o coordenador, a tendência é que o nível do Rio Acre continue a diminuir no mês de setembro. “Os recordes que foram batidos aconteceram sempre no mês de setembro e início de outubro. Então, a gente tem uns dias pela frente ainda para abaixar mais o nível ainda”, complementou. Além disto, Falcão afirmou ainda que as altas temperaturas registradas no estado também tem influência na diminuição do nível do rio. “É uma coisa que era previsível. Nós estamos com média de 36 graus por dia com sensação térmica até maior e, infelizmente, a tendência é que agora no mês de setembro esse calor aumente [...] e isso afeta diretamente todo o nosso bem-estar, nossa saúde, além de continuar deixando mais seco ainda toda a região e a diminuição dos rios. [...] O calor intenso causa evaporação e, em caso de represas, seca cada vez mais”, explicou. O cenário atual contrasta com o registrado no início do ano, quando o Rio Acre chegou a ultrapassar a cota de transbordo em Rio Branco por duas vezes, sendo uma em 14 de janeiro e outra em 31 do mesmo mês. Na última enchente, inclusive, o manancial chegou a 15,44 metros e atingiu cerca de 12 mil pessoas. Segundo o coordenador da Defesa Civil, não há previsões de muitas chuvas para os próximos meses. “A previsão de chuvas é abaixo da média, para esses próximos meses mesmo, no plural, setembro, outubro, novembro e dezembro também. [...] Então, nós temos quatro meses, até virar o ano, de previsão de pouca chuva”, afirmou. No dia 11 de agosto, a Prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência por causa da redução das chuvas e dos níveis dos rios, com risco de comprometimento do abastecimento de água. No início do mês, o governo também publicou o ato diante da possibilidade de desabastecimento hídrico. Ondas de calor O Brasil deve passar por ao menos seis ondas de calor nos próximos meses, segundo uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O fenômeno, que já foi mais concentrado em algumas regiões, hoje atinge o país inteiro ao mesmo tempo. E mais: o número de ondas pode ser ainda maior, já que no último El Niño foram nove. Uma onda de calor não é aquilo que ocorre em um dia quente, é muito mais do que isso. A onda acontece quando, por um período de pelo menos três dias seguidos, as temperaturas máximas e as mínimas ficam excepcionalmente acima do normal. Ou seja, não há trégua de calor. A previsão aponta que vamos viver um Super El Niño, que pode entrar para os mais intensos já registrados. Ele deve trazer calor e seca, ao mesmo tempo em que provoca chuvas intensas com cenários diferentes pelas regiões do país. Mas há um consenso de norte a sul: o calor. A estimativa parte de uma pesquisa que analisou o histórico de 47 anos de registros de temperaturas observando o fenômeno em anos de El Niño. Reveja os telejornais do Acre
Rio Acre fica abaixo de 2 metros pela 3ª vez em 2026 na capital
Guia Modelo Escrito em 31/08/2026
Estiagem severa e baixo nível do Rio Acre coloca a Defesa Civil em alerta Pela terceira vez em 2026, o Rio Acre ficou abaixo dos dois metros e chegou a 1,83 metros na medição das 5h desta segunda-feira (31), em Rio Branco. Este é o nível mais baixo já registrado este ano. O mês de agosto foi marcado pela oscilação no nível do manancial. Na medição do último domingo (30), quando o rio voltou a ficar abaixo dos 2 metros, o nível marcou 1,88 metros, diminuindo 12 centímetros com relação a sábado (29), quando estava com exatos 2 metros. (Veja o gráfico mais abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp As três vezes que o manancial ficou abaixo desta marca, inclusive, foram registradas neste mês de agosto, sendo estas: No dia 12, quando registrou 1,98 metros, permanecendo até o dia 16, quando voltou a subir e marcou 2 metros; No dia 23, quando registrou 1,98 metros e voltou a subir no dia seguinte, marcando 2,20 metros; No último domingo (29), ao alcançar a marca de 1,88 metros. Pela terceira vez, Rio Acre fica abaixo de 2 metros na capital Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre LEIA MAIS: Rio Acre fica abaixo de 2 metros na capital pela primeira vez em 2026 Rio Branco decreta situação de emergência por conta da seca Em uma madrugada, chove 60% do previsto para agosto em Rio Branco: 'Não muda cenário crítico' De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, o nível registrado nesta segunda não ultrapassa outras marcas registradas em anos anteriores. Porém, a situação não ameniza as situações de estiagem enfrentadas na capital, tendo em vista que as oscilações ocorreram devido às chuvas registradas em outras cidades do estado. “Ou seja, não melhora em nada a nossa situação hídrica e seca que estamos vivendo com situação de emergência, inclusive. Então, é um nível baixo e nós já estamos em cota de alerta máximo há muito tempo. Quando ele baixou de 2,69 metros, já entramos nessa cota de alerta máxima e a gente continua, até a situação ficar bem mais complicada”, detalhou. Ainda de acordo com o coordenador, a tendência é que o nível do Rio Acre continue a diminuir no mês de setembro. “Os recordes que foram batidos aconteceram sempre no mês de setembro e início de outubro. Então, a gente tem uns dias pela frente ainda para abaixar mais o nível ainda”, complementou. Além disto, Falcão afirmou ainda que as altas temperaturas registradas no estado também tem influência na diminuição do nível do rio. “É uma coisa que era previsível. Nós estamos com média de 36 graus por dia com sensação térmica até maior e, infelizmente, a tendência é que agora no mês de setembro esse calor aumente [...] e isso afeta diretamente todo o nosso bem-estar, nossa saúde, além de continuar deixando mais seco ainda toda a região e a diminuição dos rios. [...] O calor intenso causa evaporação e, em caso de represas, seca cada vez mais”, explicou. O cenário atual contrasta com o registrado no início do ano, quando o Rio Acre chegou a ultrapassar a cota de transbordo em Rio Branco por duas vezes, sendo uma em 14 de janeiro e outra em 31 do mesmo mês. Na última enchente, inclusive, o manancial chegou a 15,44 metros e atingiu cerca de 12 mil pessoas. Segundo o coordenador da Defesa Civil, não há previsões de muitas chuvas para os próximos meses. “A previsão de chuvas é abaixo da média, para esses próximos meses mesmo, no plural, setembro, outubro, novembro e dezembro também. [...] Então, nós temos quatro meses, até virar o ano, de previsão de pouca chuva”, afirmou. No dia 11 de agosto, a Prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência por causa da redução das chuvas e dos níveis dos rios, com risco de comprometimento do abastecimento de água. No início do mês, o governo também publicou o ato diante da possibilidade de desabastecimento hídrico. Ondas de calor O Brasil deve passar por ao menos seis ondas de calor nos próximos meses, segundo uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O fenômeno, que já foi mais concentrado em algumas regiões, hoje atinge o país inteiro ao mesmo tempo. E mais: o número de ondas pode ser ainda maior, já que no último El Niño foram nove. Uma onda de calor não é aquilo que ocorre em um dia quente, é muito mais do que isso. A onda acontece quando, por um período de pelo menos três dias seguidos, as temperaturas máximas e as mínimas ficam excepcionalmente acima do normal. Ou seja, não há trégua de calor. A previsão aponta que vamos viver um Super El Niño, que pode entrar para os mais intensos já registrados. Ele deve trazer calor e seca, ao mesmo tempo em que provoca chuvas intensas com cenários diferentes pelas regiões do país. Mas há um consenso de norte a sul: o calor. A estimativa parte de uma pesquisa que analisou o histórico de 47 anos de registros de temperaturas observando o fenômeno em anos de El Niño. Reveja os telejornais do Acre