Alunas registram BO e polícia investiga grupo de 'ranking sexual' em Prudente A Polícia Civil informou nesta segunda-feira (24) que subiu para oito o número de vítimas que procuraram a polícia após a exposição do "ranking" sexual contra estudantes de uma instituição de ensino superior de Presidente Prudente (SP). Até o momento, cinco pessoas são investigadas e serão chamadas para depor. O "ranking" usava fotos tiradas das redes sociais sem autorização, acompanhadas de classificações e comentários ofensivos como "deliciosíssima" e "comível" em um grupo de mensagens. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp O vazamento das imagens gerou protestos na entrada do campus da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e relatos de crises de ansiedade entre as estudantes. “É algo nojento, esdrúxulo. [...] A gente fica completamente sem chão”, desabafou uma das universitárias que teve a imagem exposta no "ranking". A Unoeste abriu uma apuração interna prioritária para identificar e punir os alunos envolvidos. Especialistas apontam que o caso pode render expulsão, processos civis por danos morais e prisão por crimes como importunação sexual e difamação. Quais crimes podem ser investigados? Em entrevista à TV TEM, a presidente da Comissão sobre Crimes Sexuais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Elaine Rampazo, explicou que um caso como esse pode envolver diferentes tipos de responsabilização, dependendo das circunstâncias e da forma como os conteúdos foram produzidos e divulgados. "Esse caso em específico pode englobar várias penas. Tanto as penas contra a dignidade sexual, que é a de importunação sexual, que tem penas de 1 a 5 anos, quanto os crimes contra a honra, que é a injúria, difamação. A difamação, que pode ter uma pena de 3 meses a 1 ano, e a injúria, se não for qualificada, de 1 a 6 meses. Se for qualificada, se manipular essas imagens, ela passa a ser de 1 a 3 anos de prisão", explicou Elaine. Elaine Rampazo, presidente da Comissão sobre Crimes Sexuais da OAB, explicou que esse tipo de caso pode envolver diferentes tipos de responsabilização Ronnie Kelson/TV TEM Além da possibilidade de responsabilização criminal, a advogada destaca que as vítimas também podem buscar reparação na Justiça e que instituições de ensino podem adotar medidas administrativas. "Ainda nesse sentido, a gente tem a responsabilização no campo civil. No campo civil, ele pode ser condenado a pagar para essas vítimas indenizações por danos morais e à imagem. Na esfera administrativa, tanto a faculdade tem que tomar as providências e aplicar as sanções institucionais, como o conselho de ética da profissão pode aplicar essas penas de alguma forma", disse a presidente. Em casos de divulgação de conteúdo pela internet, a orientação é preservar os registros que possam ajudar na investigação. Elaine Rampazo orientou que as vítimas guardem prints, mensagens e outros conteúdos relacionados ao caso e evitem apagar os arquivos dos aparelhos. LEIA TAMBÉM 'Red Pill': entenda o movimento misógino associado a influenciador Thiago Schutz detido por agressão à namorada Cinzas do cantor Lucas, da dupla Lucas & Matheus, devem chegar ao interior de SP na próxima semana Grupo invade casa no interior de SP e rouba mais de R$ 1 milhão em joias, relógios e dinheiro Polícia Civil investiga suposto ranking sexual com fotos de estudantes de universidade em Presidente Prudente (SP) Redes Sociais/Reprodução Relembre o caso O "ranking" expunha e avaliava alunas da universidade privada de Presidente Prudente (SP) com termos de teor sexual e depreciativo. As fotos das estudantes eram acompanhadas de comentários ofensivos e classificações com termos como "deliciosíssima", "comível" e "arrebentaria". No grupo de mensagens, diversos alunos faziam comentários a respeito do "ranking". "Tirei as lésbicas e as gordas", disse um deles. "Tem umas aí que eu discordo", apontou outro. Leia acima. Polícia Civil investiga suposto ranking sexual com fotos de estudantes de universidade em Presidente Prudente (SP) Redes Sociais/Reprodução O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) nesta sexta-feira (21). O conteúdo vazado motivou protestos na entrada da instituição e manifestações de repúdio por parte de movimentos sociais. Na noite de quinta-feira (20), estudantes e ativistas realizaram um ato com cartazes e faixas em frente ao Campus II da Unoeste, às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). O coletivo "A Frente pela Vida das Mulheres" classificou o episódio como um ato de misoginia organizada, apontando conexões com a ideologia red pill e com a lógica do "Valor Sexual de Mercado", que objetifica corpos femininos. Polícia Civil investiga suposto ranking sexual com fotos de estudantes de universidade em Presidente Prudente (SP) Marianne Santana/TV TEM O que diz a Unoeste? Em nota oficial, a Unoeste informou que abriu uma apuração interna prioritária para identificar os autores da lista e aplicar as punições disciplinares previstas no regimento da instituição. “A Unoeste repudia qualquer forma de exposição, assédio, constrangimento ou desrespeito à dignidade. A instituição está acolhendo as acadêmicas envolvidas e reforça a importância de não compartilhar o conteúdo para não ampliar os danos às vítimas”, informou a universidade em nota. Polícia Civil investiga suposto ranking sexual com fotos de estudantes de universidade em Presidente Prudente (SP) Redes Sociais/Reprodução Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
Sobe número de vítimas que denunciaram ‘ranking’ sexual com fotos de universitárias no interior de SP
Guia Modelo Escrito em 24/08/2026
Alunas registram BO e polícia investiga grupo de 'ranking sexual' em Prudente A Polícia Civil informou nesta segunda-feira (24) que subiu para oito o número de vítimas que procuraram a polícia após a exposição do "ranking" sexual contra estudantes de uma instituição de ensino superior de Presidente Prudente (SP). Até o momento, cinco pessoas são investigadas e serão chamadas para depor. O "ranking" usava fotos tiradas das redes sociais sem autorização, acompanhadas de classificações e comentários ofensivos como "deliciosíssima" e "comível" em um grupo de mensagens. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp O vazamento das imagens gerou protestos na entrada do campus da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e relatos de crises de ansiedade entre as estudantes. “É algo nojento, esdrúxulo. [...] A gente fica completamente sem chão”, desabafou uma das universitárias que teve a imagem exposta no "ranking". A Unoeste abriu uma apuração interna prioritária para identificar e punir os alunos envolvidos. Especialistas apontam que o caso pode render expulsão, processos civis por danos morais e prisão por crimes como importunação sexual e difamação. Quais crimes podem ser investigados? Em entrevista à TV TEM, a presidente da Comissão sobre Crimes Sexuais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Elaine Rampazo, explicou que um caso como esse pode envolver diferentes tipos de responsabilização, dependendo das circunstâncias e da forma como os conteúdos foram produzidos e divulgados. "Esse caso em específico pode englobar várias penas. Tanto as penas contra a dignidade sexual, que é a de importunação sexual, que tem penas de 1 a 5 anos, quanto os crimes contra a honra, que é a injúria, difamação. A difamação, que pode ter uma pena de 3 meses a 1 ano, e a injúria, se não for qualificada, de 1 a 6 meses. Se for qualificada, se manipular essas imagens, ela passa a ser de 1 a 3 anos de prisão", explicou Elaine. Elaine Rampazo, presidente da Comissão sobre Crimes Sexuais da OAB, explicou que esse tipo de caso pode envolver diferentes tipos de responsabilização Ronnie Kelson/TV TEM Além da possibilidade de responsabilização criminal, a advogada destaca que as vítimas também podem buscar reparação na Justiça e que instituições de ensino podem adotar medidas administrativas. "Ainda nesse sentido, a gente tem a responsabilização no campo civil. No campo civil, ele pode ser condenado a pagar para essas vítimas indenizações por danos morais e à imagem. Na esfera administrativa, tanto a faculdade tem que tomar as providências e aplicar as sanções institucionais, como o conselho de ética da profissão pode aplicar essas penas de alguma forma", disse a presidente. Em casos de divulgação de conteúdo pela internet, a orientação é preservar os registros que possam ajudar na investigação. Elaine Rampazo orientou que as vítimas guardem prints, mensagens e outros conteúdos relacionados ao caso e evitem apagar os arquivos dos aparelhos. LEIA TAMBÉM 'Red Pill': entenda o movimento misógino associado a influenciador Thiago Schutz detido por agressão à namorada Cinzas do cantor Lucas, da dupla Lucas & Matheus, devem chegar ao interior de SP na próxima semana Grupo invade casa no interior de SP e rouba mais de R$ 1 milhão em joias, relógios e dinheiro Polícia Civil investiga suposto ranking sexual com fotos de estudantes de universidade em Presidente Prudente (SP) Redes Sociais/Reprodução Relembre o caso O "ranking" expunha e avaliava alunas da universidade privada de Presidente Prudente (SP) com termos de teor sexual e depreciativo. As fotos das estudantes eram acompanhadas de comentários ofensivos e classificações com termos como "deliciosíssima", "comível" e "arrebentaria". No grupo de mensagens, diversos alunos faziam comentários a respeito do "ranking". "Tirei as lésbicas e as gordas", disse um deles. "Tem umas aí que eu discordo", apontou outro. Leia acima. Polícia Civil investiga suposto ranking sexual com fotos de estudantes de universidade em Presidente Prudente (SP) Redes Sociais/Reprodução O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) nesta sexta-feira (21). O conteúdo vazado motivou protestos na entrada da instituição e manifestações de repúdio por parte de movimentos sociais. Na noite de quinta-feira (20), estudantes e ativistas realizaram um ato com cartazes e faixas em frente ao Campus II da Unoeste, às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). O coletivo "A Frente pela Vida das Mulheres" classificou o episódio como um ato de misoginia organizada, apontando conexões com a ideologia red pill e com a lógica do "Valor Sexual de Mercado", que objetifica corpos femininos. Polícia Civil investiga suposto ranking sexual com fotos de estudantes de universidade em Presidente Prudente (SP) Marianne Santana/TV TEM O que diz a Unoeste? Em nota oficial, a Unoeste informou que abriu uma apuração interna prioritária para identificar os autores da lista e aplicar as punições disciplinares previstas no regimento da instituição. “A Unoeste repudia qualquer forma de exposição, assédio, constrangimento ou desrespeito à dignidade. A instituição está acolhendo as acadêmicas envolvidas e reforça a importância de não compartilhar o conteúdo para não ampliar os danos às vítimas”, informou a universidade em nota. Polícia Civil investiga suposto ranking sexual com fotos de estudantes de universidade em Presidente Prudente (SP) Redes Sociais/Reprodução Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM