Morte nas Maldivas: operação de alto risco tenta resgatar corpos de mergulhadores Cinco italianos morreram em um acidente de mergulho nas Maldivas, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália. "Acredita-se que os mergulhadores morreram enquanto tentavam explorar cavernas a uma profundidade de 50 metros", disse o ministério, acrescentando que o acidente ocorreu no atol de Vaavu. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Quatro dos mergulhadores faziam parte de uma equipe da Universidade de Gênova: a professora de ecologia Monica Montefalcone, sua filha e outros dois pesquisadores. As forças armadas das Maldivas, país que fica próximo do sudeste da Índia e do Sri Laka, indicaram que um dos corpos havia sido encontrado em uma caverna a cerca de 60 metros sob a água, e que se acreditava que os outros quatro mergulhadores também estivessem lá. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Os militares informaram que mergulhadores com equipamentos especiais foram enviados para a área, no que descreveu como uma operação de busca de altíssimo risco. O Ministério das Relações Exteriores italiano informou em um comunicado que outros 20 cidadãos italianos a bordo do iate Duke of York (do qual partiram os cinco mergulhadores mortos) estão ilesos e recebendo assistência da Embaixada da Itália em Colombo, Sri Lanka. O ministério acrescentou que o iate está aguardando a melhoria das condições meteorológicas antes de retornar à capital das Maldivas, Malé. Acredita-se que este seja o pior acidente de mergulho registrado na pequena nação do Oceano Índico, um destino turístico popular devido à sua cadeia de ilhas de coral. O Ministério das Relações Exteriores italiano informou em um comunicado que outros 20 cidadãos italianos a bordo do iate Duke of York — do qual partiram os cinco mergulhadores mortos — não estão feridos e recebem assistência da Embaixada da Itália em Colombo, Sri Lanka. O ministério acrescentou que o iate está aguardando a melhoria das condições meteorológicas antes de retornar à capital das Maldivas, Malé. Este pode ser o pior acidente de mergulho registrado na pequena nação do Oceano Índico, um destino turístico popular devido à sua cadeia de ilhas de coral. Segundo informaram meios de comunicação locais, os cinco italianos entraram na água na manhã de quinta-feira (14/5). A tripulação da embarcação na qual viajavam os registrou como desaparecidos quando eles não retornaram à superfície mais tarde. A polícia apontou que o clima era adverso na região, localizada a cerca de 100 km ao sul da capital, Malé, razão pela qual foi emitido um alerta amarelo para embarcações de passageiros e pescadores. Muriel Oddenino (esquerda) e Federico Gualtieri (direita) também faziam parte da equipe da Universidade de Gênova Reprodução/Facebook via BBC As vítimas A Universidade de Gênova identificou entre as vítimas a professora Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, que também era estudante, a pesquisadora Muriel Oddenino e o graduado em biologia marinha Federico Gualtieri. A quinta vítima foi identificada como o gerente de operações da embarcação e instrutor de mergulho Gianluca Benedetti. Em um comunicado publicado no X, a universidade expressou suas "mais profundas condolências" às vítimas. O marido de Monica Montefalcone, Carlo Sommacal, declarou ao jornal italiano La Repubblica que sua esposa era "uma das melhores mergulhadoras do mundo". Sommacal descreveu Montefalcone como "preparada e meticulosa", e acrescentou que ela "jamais teria colocado em risco a vida de nossa filha [Giorgia] nem a de mais ninguém". "Talvez um deles tenha tido algum problema, talvez com os cilindros de oxigênio, não tenho a menor ideia", acrescentou. As causas do acidente ainda aguardam confirmação, mas o instrutor de mergulho Maurizio Uras sugeriu que a "toxicidade por oxigênio" pode ter sido um fator contribuinte. "É um fenômeno que pode ocorrer quando se mergulha a grande profundidade", declarou à agência de notícias italiana Agi. "Se a mistura de oxigênio for inadequada, este pode se tornar tóxico a certas profundidades". "As condições meteorológicas também são um fator importante, e devemos levar em conta que o Oceano Índico não é o Mediterrâneo, que é relativamente tranquilo", acrescentou, apontando que no Índico "há correntes fortes que, imagino, podem arrastar de um lado para o outro. Um perigo real". Os acidentes de mergulho são relativamente raros nas Maldivas, embora nos últimos anos tenham sido registradas várias mortes. Em dezembro passado, uma mergulhadora britânica experiente morreu afogada em um incidente de mergulho em frente ao complexo turístico de Ellaidhoo. Seu marido morreu cinco dias depois, após adoecer. Em 2024, um parlamentar japonês morreu enquanto praticava snorkel no atol de Lhaviyani.
A trágica morte de 5 mergulhadores italianos enquanto exploravam cavernas nas Maldivas
Guia Modelo Escrito em 16/05/2026
Morte nas Maldivas: operação de alto risco tenta resgatar corpos de mergulhadores Cinco italianos morreram em um acidente de mergulho nas Maldivas, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália. "Acredita-se que os mergulhadores morreram enquanto tentavam explorar cavernas a uma profundidade de 50 metros", disse o ministério, acrescentando que o acidente ocorreu no atol de Vaavu. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Quatro dos mergulhadores faziam parte de uma equipe da Universidade de Gênova: a professora de ecologia Monica Montefalcone, sua filha e outros dois pesquisadores. As forças armadas das Maldivas, país que fica próximo do sudeste da Índia e do Sri Laka, indicaram que um dos corpos havia sido encontrado em uma caverna a cerca de 60 metros sob a água, e que se acreditava que os outros quatro mergulhadores também estivessem lá. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Os militares informaram que mergulhadores com equipamentos especiais foram enviados para a área, no que descreveu como uma operação de busca de altíssimo risco. O Ministério das Relações Exteriores italiano informou em um comunicado que outros 20 cidadãos italianos a bordo do iate Duke of York (do qual partiram os cinco mergulhadores mortos) estão ilesos e recebendo assistência da Embaixada da Itália em Colombo, Sri Lanka. O ministério acrescentou que o iate está aguardando a melhoria das condições meteorológicas antes de retornar à capital das Maldivas, Malé. Acredita-se que este seja o pior acidente de mergulho registrado na pequena nação do Oceano Índico, um destino turístico popular devido à sua cadeia de ilhas de coral. O Ministério das Relações Exteriores italiano informou em um comunicado que outros 20 cidadãos italianos a bordo do iate Duke of York — do qual partiram os cinco mergulhadores mortos — não estão feridos e recebem assistência da Embaixada da Itália em Colombo, Sri Lanka. O ministério acrescentou que o iate está aguardando a melhoria das condições meteorológicas antes de retornar à capital das Maldivas, Malé. Este pode ser o pior acidente de mergulho registrado na pequena nação do Oceano Índico, um destino turístico popular devido à sua cadeia de ilhas de coral. Segundo informaram meios de comunicação locais, os cinco italianos entraram na água na manhã de quinta-feira (14/5). A tripulação da embarcação na qual viajavam os registrou como desaparecidos quando eles não retornaram à superfície mais tarde. A polícia apontou que o clima era adverso na região, localizada a cerca de 100 km ao sul da capital, Malé, razão pela qual foi emitido um alerta amarelo para embarcações de passageiros e pescadores. Muriel Oddenino (esquerda) e Federico Gualtieri (direita) também faziam parte da equipe da Universidade de Gênova Reprodução/Facebook via BBC As vítimas A Universidade de Gênova identificou entre as vítimas a professora Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, que também era estudante, a pesquisadora Muriel Oddenino e o graduado em biologia marinha Federico Gualtieri. A quinta vítima foi identificada como o gerente de operações da embarcação e instrutor de mergulho Gianluca Benedetti. Em um comunicado publicado no X, a universidade expressou suas "mais profundas condolências" às vítimas. O marido de Monica Montefalcone, Carlo Sommacal, declarou ao jornal italiano La Repubblica que sua esposa era "uma das melhores mergulhadoras do mundo". Sommacal descreveu Montefalcone como "preparada e meticulosa", e acrescentou que ela "jamais teria colocado em risco a vida de nossa filha [Giorgia] nem a de mais ninguém". "Talvez um deles tenha tido algum problema, talvez com os cilindros de oxigênio, não tenho a menor ideia", acrescentou. As causas do acidente ainda aguardam confirmação, mas o instrutor de mergulho Maurizio Uras sugeriu que a "toxicidade por oxigênio" pode ter sido um fator contribuinte. "É um fenômeno que pode ocorrer quando se mergulha a grande profundidade", declarou à agência de notícias italiana Agi. "Se a mistura de oxigênio for inadequada, este pode se tornar tóxico a certas profundidades". "As condições meteorológicas também são um fator importante, e devemos levar em conta que o Oceano Índico não é o Mediterrâneo, que é relativamente tranquilo", acrescentou, apontando que no Índico "há correntes fortes que, imagino, podem arrastar de um lado para o outro. Um perigo real". Os acidentes de mergulho são relativamente raros nas Maldivas, embora nos últimos anos tenham sido registradas várias mortes. Em dezembro passado, uma mergulhadora britânica experiente morreu afogada em um incidente de mergulho em frente ao complexo turístico de Ellaidhoo. Seu marido morreu cinco dias depois, após adoecer. Em 2024, um parlamentar japonês morreu enquanto praticava snorkel no atol de Lhaviyani.