Um mês após tornado no RS, metade das famílias atingidas segue fora de casa Um mês após a passagem de um tornado que deixou destruição de seis quilômetros em Pedro Osório, no Sul do Rio Grande do Sul, moradores ainda trabalham na limpeza e na reconstrução de suas propriedades. Sete das 10 famílias que tiveram as casas completamente destruídas pela ventania ainda não conseguiram retornar. O pecuarista Leonardo Ferreira perdeu sua moradia. Ele relata que os últimos 30 dias desde aquela tarde de 6 de agosto foram dedicados à limpeza do terreno e à remoção de árvores, raízes e tijolos, trabalho que foi atrasado por períodos de chuva. A compra dos primeiros materiais de construção foi viabilizada com ajuda externa. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "Alguma coisa de material a gente ganhou: areia, brita. Ganhamos o telhado todo. Ganhamos alguma coisa de cimento", conta. A expectativa de Ferreira é ter a casa pronta até o final deste ano ou no início do ano que vem, dependendo das condições do tempo. Ele lembra que, ao ver a destruição na noite do temporal, pensou em abandonar o local, mas decidiu ficar após conversar com a família. "Minha história de vida é toda aqui, então é até difícil falar, mas a gente vai reconstruir e, se Deus quiser, pretendo nunca mais ter medo. Hoje, quando se forma um tempo que parece que vai dar temporal, a gente já fica muito angustiado, assustado, mas temos que seguir em frente", afirma. LEIA TAMBÉM: Pela segunda semana seguida, tornado atinge o Rio Grande do Sul Tornado percorreu 6 quilômetros até se dissipar no RS 'Cenário de guerra, não tem mais nada' A dona de casa Letícia Magalhães presenciou a formação do tornado. Ela estava na frente de casa quando o tempo escureceu e, junto do marido, precisou se abrigar em um quarto. O vento levantou as telhas do galpão da propriedade e destruiu estruturas vizinhas. Na mesma noite, um segundo temporal arrancou o telhado da casa de uma vizinha de Letícia. A dona de casa relata que, aos poucos, a comunidade está se reerguendo. A casa da vizinha já foi consertada, os móveis foram recolocados, e o foco agora é a recuperação das áreas de trabalho. "Agora falta seguir nos galpões e arrumar as mangueiras que também são prioridade, porque precisamos para trabalhar. Agora estamos esperando a máquina que vai vir para tirar os entulhos para podermos limpar para seguir arrumando os galpões", explica Letícia. Apesar do trauma gerado pelos temporais, a dona de casa descarta a possibilidade de se mudar da área rural. "Receio a gente fica agora porque qualquer temporal a gente fica com medo de que não sabe acho que não vai vir mais aquilo aquele tornado a gente pede que não venha mais mas quando se arma eu fico assim com um pouco de medo igual mas aí eu rezo muito e peço muito mas eu não pretendo sair daqui", conclui. O decreto de situação de emergência em Pedro Osório foi homologado no começo de setembro, mas o município afirma que ainda não recebeu recursos financeiros para as ações de reconstrução. Até o momento, a assistência tem sido realizada com equipamentos da prefeitura, que auxiliam na retirada de entulhos, e por meio de doações da comunidade. Tornado no Rio Grande do Sul Reprodução RS registra novo tornado pela segunda semana seguida Arte/g1 Tornado destrói casa de pecuarista em Pedro Osório Imagens cedidas/ Leonardo Hepp Ferreira; Imagens cedidas/ Paulo Cesar Maciel Andrade VÍDEOS: Tudo sobre o RS
'Temos que seguir em frente': Um mês após tornado no RS, metade das famílias atingidas segue fora de casa
Guia Modelo Escrito em 11/09/2026
Um mês após tornado no RS, metade das famílias atingidas segue fora de casa Um mês após a passagem de um tornado que deixou destruição de seis quilômetros em Pedro Osório, no Sul do Rio Grande do Sul, moradores ainda trabalham na limpeza e na reconstrução de suas propriedades. Sete das 10 famílias que tiveram as casas completamente destruídas pela ventania ainda não conseguiram retornar. O pecuarista Leonardo Ferreira perdeu sua moradia. Ele relata que os últimos 30 dias desde aquela tarde de 6 de agosto foram dedicados à limpeza do terreno e à remoção de árvores, raízes e tijolos, trabalho que foi atrasado por períodos de chuva. A compra dos primeiros materiais de construção foi viabilizada com ajuda externa. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "Alguma coisa de material a gente ganhou: areia, brita. Ganhamos o telhado todo. Ganhamos alguma coisa de cimento", conta. A expectativa de Ferreira é ter a casa pronta até o final deste ano ou no início do ano que vem, dependendo das condições do tempo. Ele lembra que, ao ver a destruição na noite do temporal, pensou em abandonar o local, mas decidiu ficar após conversar com a família. "Minha história de vida é toda aqui, então é até difícil falar, mas a gente vai reconstruir e, se Deus quiser, pretendo nunca mais ter medo. Hoje, quando se forma um tempo que parece que vai dar temporal, a gente já fica muito angustiado, assustado, mas temos que seguir em frente", afirma. LEIA TAMBÉM: Pela segunda semana seguida, tornado atinge o Rio Grande do Sul Tornado percorreu 6 quilômetros até se dissipar no RS 'Cenário de guerra, não tem mais nada' A dona de casa Letícia Magalhães presenciou a formação do tornado. Ela estava na frente de casa quando o tempo escureceu e, junto do marido, precisou se abrigar em um quarto. O vento levantou as telhas do galpão da propriedade e destruiu estruturas vizinhas. Na mesma noite, um segundo temporal arrancou o telhado da casa de uma vizinha de Letícia. A dona de casa relata que, aos poucos, a comunidade está se reerguendo. A casa da vizinha já foi consertada, os móveis foram recolocados, e o foco agora é a recuperação das áreas de trabalho. "Agora falta seguir nos galpões e arrumar as mangueiras que também são prioridade, porque precisamos para trabalhar. Agora estamos esperando a máquina que vai vir para tirar os entulhos para podermos limpar para seguir arrumando os galpões", explica Letícia. Apesar do trauma gerado pelos temporais, a dona de casa descarta a possibilidade de se mudar da área rural. "Receio a gente fica agora porque qualquer temporal a gente fica com medo de que não sabe acho que não vai vir mais aquilo aquele tornado a gente pede que não venha mais mas quando se arma eu fico assim com um pouco de medo igual mas aí eu rezo muito e peço muito mas eu não pretendo sair daqui", conclui. O decreto de situação de emergência em Pedro Osório foi homologado no começo de setembro, mas o município afirma que ainda não recebeu recursos financeiros para as ações de reconstrução. Até o momento, a assistência tem sido realizada com equipamentos da prefeitura, que auxiliam na retirada de entulhos, e por meio de doações da comunidade. Tornado no Rio Grande do Sul Reprodução RS registra novo tornado pela segunda semana seguida Arte/g1 Tornado destrói casa de pecuarista em Pedro Osório Imagens cedidas/ Leonardo Hepp Ferreira; Imagens cedidas/ Paulo Cesar Maciel Andrade VÍDEOS: Tudo sobre o RS