Mehdi Torabi (à frente) durante o aquecimento da partida contra a Nova Zelândia. Gary Vasquez / IMAGN IMAGES via Reuters Após disputar sua estreita na Copa do Mundo 2026 contra a Nova Zelândia em Los Angeles, a seleção do Irã enfrentou dificuldades para manter o elenco unificado devido a problemas com as autoridades de imigração americanas, informaram as agências iranianas Isna e Fars nesta terça-feira (16). A seleção iraniana empatou com a Nova Zelândia na noite desta segunda-feira (15). O caso mais complexo envolve o atacante Mehdi Torabi. Ao contrário do restante do grupo, que recebeu vistos de múltiplas entradas para o território americano, o documento emitido para Torabi tinha validade de entrada única. Segundo as agências, a Federação Iraniana de Futebol iniciou os trâmites legais para tentar emitir uma nova autorização e garantir que o atleta possa acompanhar a equipe nos próximos jogos. No momento em que a delegação se preparava para deixar Los Angeles com destino a Tijuana, no México, o atacante Mehdi Taremi e o membro da comissão técnica Saeid Alhouei foram retidos no aeroporto. Enquanto o restante do elenco já havia embarcado, a dupla enfrentou um "atraso injustificado" nos procedimentos finais de checagem e liberação da imigração, noticiaram as agências iranianas. Representantes da federação e autoridades locais seguem em negociações no aeroporto. Até a publicação desta matéria, não haviam informações confirmando o embarque do atacante. Governo Trump informou que a seleção do Irã poderá entrar em território americano apenas 36 horas antes de cada partida Equipe 'mais oprimida' da Copa Antes mesmo disso, o técnico do Irã, Amir Ghalenoei, já havia reclamado da logística de viajar logo após a partida e afirmou que sua equipe estava sendo “oprimida”. Ghalenoei, de 62 anos, disse que eles passaram por mais contratempos, já que o time esperava passar a noite de segunda-feira em Los Angeles, mas acabou sendo obrigado a retornar imediatamente ao México. Ele não disse quem impôs a restrição. “Devíamos ficar aqui esta noite para nos recuperarmos e voltar amanhã na hora do almoço, mas eles não nos permitiram. Para ser sincero, não faço ideia do porquê. Acho que talvez nossa equipe seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo", disse. Procurados pela agência de notícias Reuters para comentar as declarações, o Departamento de Estado dos EUA e a Fifa não responderam imediatamente a um pedido de comentário. Ainda no estádio, o atacante iraniano Mehdi Taremi disse que as restrições estavam impedindo a equipe de dar o seu melhor no torneio: “Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol. Acho que a Fifa precisa nos ajudar mais do que isso. É muito ruim e afeta nossa equipe, e nós só queremos paz". Permanência vetada Os EUA já haviam comunicado que a seleção não poderia se manter no país durante toda a Copa. De acordo com o embaixador iraniano no México, o visto concedido aos 26 jogadores permite apenas a entrada temporária nos Estados Unidos para treinamentos e partidas. A delegação chegou no dia 7 de junho a Tijuana, no México, onde ficará concentrada durante a primeira fase da competição. Inicialmente, a equipe planejava se hospedar em Tucson, no Arizona, já que disputará seus três primeiros jogos nos Estados Unidos. No entanto, a guerra que começou após bombardeios coordenados por forças americanas e israelenses contra o Irã alterou toda a logística da seleção. No dia 9 de junho, dois dias antes do começo da Copa, a Federação de Futebol do Irã (FFIRI) anunciou que sua cota de ingressos para a competição foi retirada pelos Estados Unidos. A decisão deixou os torcedores que já haviam feito planos de viagem impossibilitados de assistir às partidas da seleção iraniana. Torcedores iranianos comemorar o empate contra a Nova Zelândia. Matthew Childs / Reuters
Delegação do Irã enfrenta problemas para sair dos EUA após primeira partida na Copa do Mundo
Guia Modelo Escrito em 16/06/2026
Mehdi Torabi (à frente) durante o aquecimento da partida contra a Nova Zelândia. Gary Vasquez / IMAGN IMAGES via Reuters Após disputar sua estreita na Copa do Mundo 2026 contra a Nova Zelândia em Los Angeles, a seleção do Irã enfrentou dificuldades para manter o elenco unificado devido a problemas com as autoridades de imigração americanas, informaram as agências iranianas Isna e Fars nesta terça-feira (16). A seleção iraniana empatou com a Nova Zelândia na noite desta segunda-feira (15). O caso mais complexo envolve o atacante Mehdi Torabi. Ao contrário do restante do grupo, que recebeu vistos de múltiplas entradas para o território americano, o documento emitido para Torabi tinha validade de entrada única. Segundo as agências, a Federação Iraniana de Futebol iniciou os trâmites legais para tentar emitir uma nova autorização e garantir que o atleta possa acompanhar a equipe nos próximos jogos. No momento em que a delegação se preparava para deixar Los Angeles com destino a Tijuana, no México, o atacante Mehdi Taremi e o membro da comissão técnica Saeid Alhouei foram retidos no aeroporto. Enquanto o restante do elenco já havia embarcado, a dupla enfrentou um "atraso injustificado" nos procedimentos finais de checagem e liberação da imigração, noticiaram as agências iranianas. Representantes da federação e autoridades locais seguem em negociações no aeroporto. Até a publicação desta matéria, não haviam informações confirmando o embarque do atacante. Governo Trump informou que a seleção do Irã poderá entrar em território americano apenas 36 horas antes de cada partida Equipe 'mais oprimida' da Copa Antes mesmo disso, o técnico do Irã, Amir Ghalenoei, já havia reclamado da logística de viajar logo após a partida e afirmou que sua equipe estava sendo “oprimida”. Ghalenoei, de 62 anos, disse que eles passaram por mais contratempos, já que o time esperava passar a noite de segunda-feira em Los Angeles, mas acabou sendo obrigado a retornar imediatamente ao México. Ele não disse quem impôs a restrição. “Devíamos ficar aqui esta noite para nos recuperarmos e voltar amanhã na hora do almoço, mas eles não nos permitiram. Para ser sincero, não faço ideia do porquê. Acho que talvez nossa equipe seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo", disse. Procurados pela agência de notícias Reuters para comentar as declarações, o Departamento de Estado dos EUA e a Fifa não responderam imediatamente a um pedido de comentário. Ainda no estádio, o atacante iraniano Mehdi Taremi disse que as restrições estavam impedindo a equipe de dar o seu melhor no torneio: “Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol. Acho que a Fifa precisa nos ajudar mais do que isso. É muito ruim e afeta nossa equipe, e nós só queremos paz". Permanência vetada Os EUA já haviam comunicado que a seleção não poderia se manter no país durante toda a Copa. De acordo com o embaixador iraniano no México, o visto concedido aos 26 jogadores permite apenas a entrada temporária nos Estados Unidos para treinamentos e partidas. A delegação chegou no dia 7 de junho a Tijuana, no México, onde ficará concentrada durante a primeira fase da competição. Inicialmente, a equipe planejava se hospedar em Tucson, no Arizona, já que disputará seus três primeiros jogos nos Estados Unidos. No entanto, a guerra que começou após bombardeios coordenados por forças americanas e israelenses contra o Irã alterou toda a logística da seleção. No dia 9 de junho, dois dias antes do começo da Copa, a Federação de Futebol do Irã (FFIRI) anunciou que sua cota de ingressos para a competição foi retirada pelos Estados Unidos. A decisão deixou os torcedores que já haviam feito planos de viagem impossibilitados de assistir às partidas da seleção iraniana. Torcedores iranianos comemorar o empate contra a Nova Zelândia. Matthew Childs / Reuters