Fotógrafo mineiro registra moradores de Medellín nas ruas após terremoto que devastou cidade na Colômbia Gladyson Neves O fotógrafo valadarense Gladyson Neves estava em Medellín, na Colômbia, quando um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o país na manhã de segunda-feira (10). Ele havia saído do hotel com a esposa quando encontrou ruas tomadas por moradores que deixaram prédios e outros locais após sentirem os efeitos do tremor. Com a câmera em mãos, registrou o momento de tensão vivido na cidade. As fotografias mostram pessoas reunidas nas ruas, muitas delas usando o celular para tentar obter informações sobre familiares e conhecidos. Em uma das imagens, uma mulher aparece chorando enquanto mexe no telefone, cena que chamou a atenção do fotógrafo. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Segundo Gladyson, o clima entre os moradores era de medo e apreensão diante da falta de informações sobre pessoas que poderiam estar nas áreas mais atingidas. 'A gente viu várias pessoas correndo' Gladyson contou que estava no centro de Medellín com a esposa quando percebeu a movimentação. Eles haviam acabado de sair do hotel e, ao virar uma esquina, encontraram pessoas correndo para fora dos prédios. "Ficamos meio assustados e sem entender o que estava acontecendo." Segundo ele, inicialmente não foi possível compreender o motivo da movimentação. As pessoas olhavam para o alto e, pouco depois, ele percebeu que os prédios estavam balançando. "Os prédios estavam balançando. A gente caiu na realidade que era um terremoto. Foi algo muito assustador." O fotógrafo afirmou que não chegou a sentir o chão tremendo. A percepção do terremoto veio principalmente ao observar o movimento dos edifícios. Moradores buscavam notícias de familiares Apesar do susto, Gladyson não presenciou desabamentos ou pessoas feridas na região central de Medellín onde estava. O que mais chamou a atenção dele foi a reação dos moradores que permaneceram nas ruas após deixarem os locais onde estavam. Buscas por sobreviventes de terremoto entram no terceiro dia na Colômbia Segundo ele, muitas pessoas passaram parte do dia usando o celular para tentar descobrir o que havia acontecido com familiares e conhecidos que poderiam estar em regiões próximas ao epicentro. "Só o desespero. Mas até o desespero chega a ser assustador. Pessoal chorando, muita gente no celular, tentando procurar informações de familiares que estavam no local do epicentro." Uma das cenas que mais marcou o fotógrafo foi a de uma mulher que chorava enquanto conversava pelo celular. "Ela estava mexendo no celular com a mão no rosto, enxugando as lágrimas. Isso ficou meio na minha memória. Ela estava o tempo todo no celular, conversando e chorando." Transporte e acesso ao aeroporto foram afetados O terremoto também provocou alterações no funcionamento do transporte em Medellín. Segundo Gladsyon, o metrô ficou parado e um importante túnel que liga a região central da cidade ao aeroporto permaneceu interditado para vistoria. O fotógrafo deixou Medellín na manhã de terça-feira (11), um dia após o terremoto, e relatou que o acesso ainda estava bloqueado. Segundo ele, o aeroporto também estava mais movimentado porque voos de outras cidades afetadas foram direcionados para Medellín. O terremoto teve epicentro no oeste da Colômbia e atingiu diferentes regiões do país. Cáli e outras cidades próximas à área mais afetada registraram danos mais graves. O número de mortos passou de 200, segundo atualizações divulgadas pelas autoridades e veículos internacionais. VEJA AS FOTOS: Fotógrafo mineiro registra moradores de Medellín nas ruas após terremoto que devastou cidade na Colômbia LEIA TAMBÉM: Homem mata vizinho em briga por poda de árvore e é assassinado pelo filho da vítima em MG Veja quem são os cinco detentos que seguem foragidos após fuga em MG Ipatinga no ranking da Guarda Municipal, salários baixos e déficit de efetivo: veja o que revela raio-X da segurança em MG Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.
Fotógrafo mineiro registra moradores de Medellín nas ruas após terremoto que devastou cidade na Colômbia
Guia Modelo Escrito em 12/08/2026
Fotógrafo mineiro registra moradores de Medellín nas ruas após terremoto que devastou cidade na Colômbia Gladyson Neves O fotógrafo valadarense Gladyson Neves estava em Medellín, na Colômbia, quando um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o país na manhã de segunda-feira (10). Ele havia saído do hotel com a esposa quando encontrou ruas tomadas por moradores que deixaram prédios e outros locais após sentirem os efeitos do tremor. Com a câmera em mãos, registrou o momento de tensão vivido na cidade. As fotografias mostram pessoas reunidas nas ruas, muitas delas usando o celular para tentar obter informações sobre familiares e conhecidos. Em uma das imagens, uma mulher aparece chorando enquanto mexe no telefone, cena que chamou a atenção do fotógrafo. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Segundo Gladyson, o clima entre os moradores era de medo e apreensão diante da falta de informações sobre pessoas que poderiam estar nas áreas mais atingidas. 'A gente viu várias pessoas correndo' Gladyson contou que estava no centro de Medellín com a esposa quando percebeu a movimentação. Eles haviam acabado de sair do hotel e, ao virar uma esquina, encontraram pessoas correndo para fora dos prédios. "Ficamos meio assustados e sem entender o que estava acontecendo." Segundo ele, inicialmente não foi possível compreender o motivo da movimentação. As pessoas olhavam para o alto e, pouco depois, ele percebeu que os prédios estavam balançando. "Os prédios estavam balançando. A gente caiu na realidade que era um terremoto. Foi algo muito assustador." O fotógrafo afirmou que não chegou a sentir o chão tremendo. A percepção do terremoto veio principalmente ao observar o movimento dos edifícios. Moradores buscavam notícias de familiares Apesar do susto, Gladyson não presenciou desabamentos ou pessoas feridas na região central de Medellín onde estava. O que mais chamou a atenção dele foi a reação dos moradores que permaneceram nas ruas após deixarem os locais onde estavam. Buscas por sobreviventes de terremoto entram no terceiro dia na Colômbia Segundo ele, muitas pessoas passaram parte do dia usando o celular para tentar descobrir o que havia acontecido com familiares e conhecidos que poderiam estar em regiões próximas ao epicentro. "Só o desespero. Mas até o desespero chega a ser assustador. Pessoal chorando, muita gente no celular, tentando procurar informações de familiares que estavam no local do epicentro." Uma das cenas que mais marcou o fotógrafo foi a de uma mulher que chorava enquanto conversava pelo celular. "Ela estava mexendo no celular com a mão no rosto, enxugando as lágrimas. Isso ficou meio na minha memória. Ela estava o tempo todo no celular, conversando e chorando." Transporte e acesso ao aeroporto foram afetados O terremoto também provocou alterações no funcionamento do transporte em Medellín. Segundo Gladsyon, o metrô ficou parado e um importante túnel que liga a região central da cidade ao aeroporto permaneceu interditado para vistoria. O fotógrafo deixou Medellín na manhã de terça-feira (11), um dia após o terremoto, e relatou que o acesso ainda estava bloqueado. Segundo ele, o aeroporto também estava mais movimentado porque voos de outras cidades afetadas foram direcionados para Medellín. O terremoto teve epicentro no oeste da Colômbia e atingiu diferentes regiões do país. Cáli e outras cidades próximas à área mais afetada registraram danos mais graves. O número de mortos passou de 200, segundo atualizações divulgadas pelas autoridades e veículos internacionais. VEJA AS FOTOS: Fotógrafo mineiro registra moradores de Medellín nas ruas após terremoto que devastou cidade na Colômbia LEIA TAMBÉM: Homem mata vizinho em briga por poda de árvore e é assassinado pelo filho da vítima em MG Veja quem são os cinco detentos que seguem foragidos após fuga em MG Ipatinga no ranking da Guarda Municipal, salários baixos e déficit de efetivo: veja o que revela raio-X da segurança em MG Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.