Mais depoimentos e perícia em corpo: Justiça de SC acata 35 pedidos nas investigações da morte do cão Orelha; veja quais

Guia Modelo Escrito em 13/02/2026


Ânderson Silva fala sobre a Justiça de SC acatar 35 pedidos sobre morte de cão Orelha O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) acatou 35 pedidos do Ministério Público do Estado (MPSC) para ampliar as investigações sobre os atos análogos a maus-tratos no caso dos cães Orelha e Caramelo e os crimes de coação e ameaça ligados aos episódios na Praia Brava, em Florianópolis. De acordo com investigação da Polícia Civil, o cão Orelha foi agredido em 4 de janeiro. No dia seguinte, ele foi encontrado por moradores e levado ao veterinário, mas não resistiu aos ferimentos. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Caso Orelha: MPSC aponta lacunas em inquéritos de maus-tratos e coação O colunista da NSC Ânderson Silva teve acesso exclusivo ao despacho judicial, feito na terça-feira (10). Entre os pedidos aceitos pela Justiça está o de exumação do corpo do cão. Os pedidos buscam aprofundar a investigação de diversos atos infracionais atribuídos a adolescentes, incluindo furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos a animais. O juiz André Milani postergou a análise do pedido da Polícia Civil de internação do adolescente apontado como suspeito da morte de Orelha. Segundo ele, a análise será feita “a se considerar a devolução de todos os procedimentos investigatórios à autoridade policial para realização de diligências objetivando a melhor apuração dos fatos”. O magistrado também autorizou: em diversos depoimentos, é necessária a identificação; o depoimento de novas testemunhas; a reinquirição de veterinários; esclarecimentos técnicos sobre o estado de saúde dos animais; a exumação do corpo de Orelha. Cão Orelha era querido pelos moradores da Praia Brava, em Florianópolis Reprodução/Redes sociais A perícia no corpo do cão será feita pela Polícia Científica, confirmou a Secretaria da Comunicação de Santa Catarina. No exame, o MPSC pediu que, se possível, os peritos verifiquem: lesões; fraturas; indiquem se os ferimentos seriam recentes; perícia seja registrada com fotografias. Além disso, o MPSC questionou os critérios usados pela polícia para apontar apenas um adolescente como autor dos maus-tratos, apesar da presença de outras pessoas nas imagens analisadas. Também determinou esclarecimentos sobre eventuais omissões, contradições em depoimentos e até a identificação de um suposto policial que aparece em áudio anexado pela defesa. O MP também pede mais esclarecimentos sobre um furto qualificado em um quiosque da Praia Brava. O juiz ordenou: a coleta e juntada de imagens que comprovem o arrombamento e os danos ao estabelecimento; vídeos de câmeras de segurança; geolocalização dos celulares dos adolescentes; identificação da origem das gravações que circularam entre testemunhas. Também determinou que a polícia esclareça quais imagens foram exibidas aos adolescentes durante os depoimentos para reconhecimento de pessoas. Em relação às suspeitas de crimes de injúria e ameaça, o juiz acatou o pedido do MPSC e determinou: apresentação de vídeos mencionados por testemunhas; a tomada de depoimento de novas pessoas indicadas nos depoimentos, incluindo a mãe de um dos adolescentes; a juntada integral das gravações de monitoramento. Por fim, a decisão exige que a autoridade policial organize e apresente todo o material audiovisual de forma completa e detalhada, indicando os trechos considerados relevantes para a investigação, e realize quaisquer outras diligências que se mostrem necessárias. Cão Orelha morava na Praia Brava Reprodução/Redes sociais Polícia Civil apontou adolescente como autor das agressões Segundo a polícia, não há imagens nem testemunhas do momento exato da agressão. Um laudo indireto, baseado em atendimento veterinário, apontou que a causa da morte foi um golpe na cabeça por objeto contundente. O inquérito sobre a morte do cão Orelha foi concluído em 3 de fevereiro e a Polícia Civil apontou um adolescente como responsável pelas agressões que resultaram na morte do animal e pediu a internação dele. Três adultos também foram indiciados por suspeita de coação no processo. Na sexta-feira (6), o MPSC já havia informado que ia solicitar novas diligências e esclarecimentos à Polícia Civil sobre os inquéritos que investigam os atos análogos a maus-tratos no caso dos cães Orelha e Caramelo e os crimes de coação e ameaça ligados aos episódios na Praia Brava, em Florianópolis. Infográfico - cão Orelha Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias