Justiça de SP absolve um dos PMs acusados de envolvimento no assassinato de Guilherme Guedes, de 15 anos Após seis anos, dois ex-policiais militares vão a júri nesta terça-feira (11) acusados de executar Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, com dois tiros na cabeça em 2020 em São Paulo. O julgamento de dois réus está marcado para começar às 9h no plenário 6 da 1ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da cidade. A previsão é a de que possa durar até dois dias. De acordo com o Ministério Público (MP), o ex-sargento Adriano Campos e o ex-soldado Gilberto Rodrigues agiram como milicianos ao sequestrar, torturar e matar o adolescente na Zona Sul da capital paulista. Segundo a denúncia, Adriano e Gilberto estavam fazendo "bico'" como seguranças particulares quando suspeitaram que Guilherme teria invadido uma empresa com ladrões para furtar pertences dos veículos estacionados. Testemunhas, no entanto, negam que o rapaz tenha cometido o furto e afirmam que ele estava numa festa. O MP sustenta que a vítima deixou o evento e foi abordada por Adriano _que era sargento da PM na ocasião, mas estava à paisana _ e também por Gilberto _ex-policial militar. Câmeras de segurança gravaram Guilherme e Adriano no local onde o jovem desaparece: uma viela no bairro Vila Clara, em Americanópolis, Zona Sul da capital (veja vídeo acima). Tiros na boca e no crânio PM Adriano Campos (à esquerda) é acusado de matar o adolescente Guilherme Guedes com a ajuda do ex-PM Gilberto Rodrigues Reprodução/TV Globo A Promotoria acusa os dois homens de terem atirado à queima-roupa no adolescente _na boca e no crânio_ em 14 de junho de 2020 na Zona Sul da capital. O corpo foi encontrado em Diadema, na Grande São Paulo. Atualmente os dois réus não pertencem mais à Polícia Militar. Ambos foram expulsos da corporação. A demissão de Gilberto aconteceu antes do crime; a de Adriano, depois. Os dois foram acusados de infrações disciplinares graves. Adriano e Gilberto respondem agora por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima) pelo assassinato de Guilherme. As defesas alegam que os clientes são inocentes (veja mais abaixo). Em caso de condenação, a pena para o crime de homicídio pode chegar a 30 anos de prisão em regime fechado. Antes do julgamento desta terça, o processo do caso sobre a morte de Guilherme chegou a ser desmembrado em duas ações, uma para cada réu. Em 2021, Adriano _que estava preso_ foi julgado e absolvido pela maioria dos jurados. Desde então foi solto e responde em liberdade. Gilberto não foi julgado naquela ocasião porque estava foragido (saiba mais abaixo). Mas em 2022, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aceitou pedido da acusação e anulou o júri que absolveu Adriano. Os desembargadores entenderam que os jurados votaram "contra provas dos autos", especialmente por não reconhecerem que Adriano esteve perto de Guilherme antes do crime. Por isso determinaram que ele fosse julgado novamente. O que dizem as defesas PM suspeito de matar adolescente de 15 anos é preso em SP Os advogados Renato Soares e Mauro Ribas, que defendem Adriano, informaram ao g1, por meio de nota, que discordam da decisão que anulou o primeiro julgamento. Segundo a defesa, a medida "fragiliza a soberania dos veredictos". Sobre o novo julgamento de seu cliente, os advogados informaram que "as provas demonstrarão, de forma clara e inequívoca", que Adriano "não praticou o crime que lhe é imputado." Gilberto atuava no 37º Batalhão da Polícia Militar (BPM), na Zona Sul de São Paulo. Após ser expulso da corporação e fugir, passou a trabalhar para Adriano, que era dono de uma empresa de segurança. Gilberto já era procurado pela Justiça antes mesmo da morte de Guilherme. Condenado por assassinatos e chacinas na Grande São Paulo, o então PM estava foragido desde 2015, quando escapou do Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital. Ele pulou o muro junto com outro ex-policial que estava preso por homicídio. Gilberto, foi preso pela polícia em maio de 2021 em Peruíbe, litoral paulista. Ele é investigado por outras 49 mortes na capital. Há a suspeita de que o ex-PM tenha participado de 29 assassinatos no Campo Limpo e de outros 20 no Capão Redondo, entre 2012 e 2013. O ex-soldado segue preso. Tanto Gilberto quanto Adriano terão de comparecer ao júri desta terça. "A defesa do Gilberto nega em absoluto essa acusação. Ele não tem nada a ver com isso. E a gente, com muita tranquilidade, mostrará isso ao Conselho de Sentença. E temos certeza que o Conselho de Sentença vai reconhecer a inocência dele", disse o advogado Damilton Oliveira.
Após 6 anos, ex-PMs vão a júri acusados de executar garoto de 15 anos em SP
Guia Modelo Escrito em 11/08/2026
Justiça de SP absolve um dos PMs acusados de envolvimento no assassinato de Guilherme Guedes, de 15 anos Após seis anos, dois ex-policiais militares vão a júri nesta terça-feira (11) acusados de executar Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, com dois tiros na cabeça em 2020 em São Paulo. O julgamento de dois réus está marcado para começar às 9h no plenário 6 da 1ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da cidade. A previsão é a de que possa durar até dois dias. De acordo com o Ministério Público (MP), o ex-sargento Adriano Campos e o ex-soldado Gilberto Rodrigues agiram como milicianos ao sequestrar, torturar e matar o adolescente na Zona Sul da capital paulista. Segundo a denúncia, Adriano e Gilberto estavam fazendo "bico'" como seguranças particulares quando suspeitaram que Guilherme teria invadido uma empresa com ladrões para furtar pertences dos veículos estacionados. Testemunhas, no entanto, negam que o rapaz tenha cometido o furto e afirmam que ele estava numa festa. O MP sustenta que a vítima deixou o evento e foi abordada por Adriano _que era sargento da PM na ocasião, mas estava à paisana _ e também por Gilberto _ex-policial militar. Câmeras de segurança gravaram Guilherme e Adriano no local onde o jovem desaparece: uma viela no bairro Vila Clara, em Americanópolis, Zona Sul da capital (veja vídeo acima). Tiros na boca e no crânio PM Adriano Campos (à esquerda) é acusado de matar o adolescente Guilherme Guedes com a ajuda do ex-PM Gilberto Rodrigues Reprodução/TV Globo A Promotoria acusa os dois homens de terem atirado à queima-roupa no adolescente _na boca e no crânio_ em 14 de junho de 2020 na Zona Sul da capital. O corpo foi encontrado em Diadema, na Grande São Paulo. Atualmente os dois réus não pertencem mais à Polícia Militar. Ambos foram expulsos da corporação. A demissão de Gilberto aconteceu antes do crime; a de Adriano, depois. Os dois foram acusados de infrações disciplinares graves. Adriano e Gilberto respondem agora por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima) pelo assassinato de Guilherme. As defesas alegam que os clientes são inocentes (veja mais abaixo). Em caso de condenação, a pena para o crime de homicídio pode chegar a 30 anos de prisão em regime fechado. Antes do julgamento desta terça, o processo do caso sobre a morte de Guilherme chegou a ser desmembrado em duas ações, uma para cada réu. Em 2021, Adriano _que estava preso_ foi julgado e absolvido pela maioria dos jurados. Desde então foi solto e responde em liberdade. Gilberto não foi julgado naquela ocasião porque estava foragido (saiba mais abaixo). Mas em 2022, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aceitou pedido da acusação e anulou o júri que absolveu Adriano. Os desembargadores entenderam que os jurados votaram "contra provas dos autos", especialmente por não reconhecerem que Adriano esteve perto de Guilherme antes do crime. Por isso determinaram que ele fosse julgado novamente. O que dizem as defesas PM suspeito de matar adolescente de 15 anos é preso em SP Os advogados Renato Soares e Mauro Ribas, que defendem Adriano, informaram ao g1, por meio de nota, que discordam da decisão que anulou o primeiro julgamento. Segundo a defesa, a medida "fragiliza a soberania dos veredictos". Sobre o novo julgamento de seu cliente, os advogados informaram que "as provas demonstrarão, de forma clara e inequívoca", que Adriano "não praticou o crime que lhe é imputado." Gilberto atuava no 37º Batalhão da Polícia Militar (BPM), na Zona Sul de São Paulo. Após ser expulso da corporação e fugir, passou a trabalhar para Adriano, que era dono de uma empresa de segurança. Gilberto já era procurado pela Justiça antes mesmo da morte de Guilherme. Condenado por assassinatos e chacinas na Grande São Paulo, o então PM estava foragido desde 2015, quando escapou do Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital. Ele pulou o muro junto com outro ex-policial que estava preso por homicídio. Gilberto, foi preso pela polícia em maio de 2021 em Peruíbe, litoral paulista. Ele é investigado por outras 49 mortes na capital. Há a suspeita de que o ex-PM tenha participado de 29 assassinatos no Campo Limpo e de outros 20 no Capão Redondo, entre 2012 e 2013. O ex-soldado segue preso. Tanto Gilberto quanto Adriano terão de comparecer ao júri desta terça. "A defesa do Gilberto nega em absoluto essa acusação. Ele não tem nada a ver com isso. E a gente, com muita tranquilidade, mostrará isso ao Conselho de Sentença. E temos certeza que o Conselho de Sentença vai reconhecer a inocência dele", disse o advogado Damilton Oliveira.