Imagem de visto dos Estados Unidos. Divulgação O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer estabelecer uma taxa sem precedentes para a concessão de vistos H-1B, de alta qualificação, nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira (24), o governo Trump divulgou uma proposta de regulamentação para oficializar uma taxa de mais de US$ 100.000 (cerca de R$ 514 mil) sobre novos vistos do tipo H-1B, destinados a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp 👉 Embora sua política anti-imigratória foque em imigrantes em situação irregular nos EUA, Donald Trump é um crítico do programa H-1B. Ele argumenta que empresas o utilizam para substituir trabalhadores norte-americanos por mão de obra estrangeira mais barata. Mas diversas empresas argumentam que H-1B supri a escassez de trabalhadores qualificados. A taxa havia sido inicialmente imposta por Trump no ano passado, mas sua cobrança foi bloqueada pelos tribunais. A taxa, instituída inicialmente por Trump por meio de uma proclamação temporária no ano passado, eleva drasticamente o custo desses vistos, que são amplamente utilizados pelos setores de tecnologia, educação e pesquisa. Em junho, um juiz federal decidiu que a taxa era ilegal e impediu a administração Trump de cobrá-la. Um tribunal de apelações sediado em Boston está analisando essa decisão, enquanto outro tribunal avalia se um juiz em Washington, D.C., rejeitou corretamente uma contestação à taxa apresentada por um importante grupo empresarial. A proclamação de Trump que impôs a taxa expira em setembro — um ano após sua emissão —, mas determinou que o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA adotasse regulamentações para torná-la permanente. A taxa proposta pelo DHS, no valor de US$ 103.265 — disponibilizada online no *Federal Register* na segunda-feira para publicação formal na terça-feira —, dá início a um período de 30 dias para comentários públicos. A norma poderá ser finalizada até o final do ano. O programa H-1B permite que empregadores dos EUA contratem trabalhadores estrangeiros com formação em áreas especializadas e oferece 65.000 vistos anualmente, além de outros 20.000 para trabalhadores com diplomas de pós-graduação (mestrado ou doutorado), com validade de três a seis anos. A ordem emitida por Trump no ano passado aumentou significativamente o custo de obtenção de alguns vistos H-1B, que anteriormente envolviam taxas na faixa de US$ 2.000 a US$ 5.000, dependendo de vários fatores. Até o final de fevereiro, cerca de 70 empregadores haviam pago a taxa de US$ 100.000 referente a um total de 85 solicitações de visto, segundo documentos judiciais. Ao instituir a taxa, Trump invocou o poder presidencial previsto na legislação federal de imigração para restringir a entrada de certos cidadãos estrangeiros cuja presença seria prejudicial aos interesses dos EUA. A taxa está sendo contestada pela Câmara de Comércio dos EUA — o maior grupo de lobby empresarial do país —, por estados governados por democratas e por uma coalizão de sindicatos e empregadores. Essas ações judiciais poderão ser alteradas para contestar a norma proposta nesta semana, assim que ela for oficializada. Mais contestações judiciais As ações judiciais alegam que o poder de Trump de restringir a entrada de estrangeiros não lhe confere autoridade para se sobrepor à lei que criou o programa de vistos H-1B. Os estados e grupos autores das ações também afirmam que o Departamento de Segurança Interna não pode impor taxas, impostos ou outros meios de gerar receita para os Estados Unidos sem a autorização do Congresso. O governo Trump sustenta que a taxa não constitui um imposto tradicional e que os tribunais têm pouca margem para questionar a autoridade do presidente em restringir a entrada de pessoas no país. Em meio às medidas mais amplas de restrição à imigração adotadas por Trump, os empregadores solicitaram cerca de 344.000 vistos H-1B no ano passado — uma queda de mais de 25% em relação a 2024 e menos da metade dos 794.000 vistos solicitados em 2023, segundo dados do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS). O governo Trump também determinou uma análise mais rigorosa dos candidatos ao visto H-1B e propôs um novo processo de seleção que privilegiaria trabalhadores mais qualificados e com salários mais altos. No início de agosto, em uma norma separada, o Departamento de Segurança Interna estabeleceu taxas de até US$ 4.500 para solicitações de extensão de permanência de trabalhadores com visto H-1B ou para a transferência de funcionários sediados em outros países para os Estados Unidos.
Governo Trump quer cobrar mais de US$ 100 mil para vistos de alta qualificação
Guia Modelo Escrito em 24/08/2026
Imagem de visto dos Estados Unidos. Divulgação O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer estabelecer uma taxa sem precedentes para a concessão de vistos H-1B, de alta qualificação, nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira (24), o governo Trump divulgou uma proposta de regulamentação para oficializar uma taxa de mais de US$ 100.000 (cerca de R$ 514 mil) sobre novos vistos do tipo H-1B, destinados a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp 👉 Embora sua política anti-imigratória foque em imigrantes em situação irregular nos EUA, Donald Trump é um crítico do programa H-1B. Ele argumenta que empresas o utilizam para substituir trabalhadores norte-americanos por mão de obra estrangeira mais barata. Mas diversas empresas argumentam que H-1B supri a escassez de trabalhadores qualificados. A taxa havia sido inicialmente imposta por Trump no ano passado, mas sua cobrança foi bloqueada pelos tribunais. A taxa, instituída inicialmente por Trump por meio de uma proclamação temporária no ano passado, eleva drasticamente o custo desses vistos, que são amplamente utilizados pelos setores de tecnologia, educação e pesquisa. Em junho, um juiz federal decidiu que a taxa era ilegal e impediu a administração Trump de cobrá-la. Um tribunal de apelações sediado em Boston está analisando essa decisão, enquanto outro tribunal avalia se um juiz em Washington, D.C., rejeitou corretamente uma contestação à taxa apresentada por um importante grupo empresarial. A proclamação de Trump que impôs a taxa expira em setembro — um ano após sua emissão —, mas determinou que o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA adotasse regulamentações para torná-la permanente. A taxa proposta pelo DHS, no valor de US$ 103.265 — disponibilizada online no *Federal Register* na segunda-feira para publicação formal na terça-feira —, dá início a um período de 30 dias para comentários públicos. A norma poderá ser finalizada até o final do ano. O programa H-1B permite que empregadores dos EUA contratem trabalhadores estrangeiros com formação em áreas especializadas e oferece 65.000 vistos anualmente, além de outros 20.000 para trabalhadores com diplomas de pós-graduação (mestrado ou doutorado), com validade de três a seis anos. A ordem emitida por Trump no ano passado aumentou significativamente o custo de obtenção de alguns vistos H-1B, que anteriormente envolviam taxas na faixa de US$ 2.000 a US$ 5.000, dependendo de vários fatores. Até o final de fevereiro, cerca de 70 empregadores haviam pago a taxa de US$ 100.000 referente a um total de 85 solicitações de visto, segundo documentos judiciais. Ao instituir a taxa, Trump invocou o poder presidencial previsto na legislação federal de imigração para restringir a entrada de certos cidadãos estrangeiros cuja presença seria prejudicial aos interesses dos EUA. A taxa está sendo contestada pela Câmara de Comércio dos EUA — o maior grupo de lobby empresarial do país —, por estados governados por democratas e por uma coalizão de sindicatos e empregadores. Essas ações judiciais poderão ser alteradas para contestar a norma proposta nesta semana, assim que ela for oficializada. Mais contestações judiciais As ações judiciais alegam que o poder de Trump de restringir a entrada de estrangeiros não lhe confere autoridade para se sobrepor à lei que criou o programa de vistos H-1B. Os estados e grupos autores das ações também afirmam que o Departamento de Segurança Interna não pode impor taxas, impostos ou outros meios de gerar receita para os Estados Unidos sem a autorização do Congresso. O governo Trump sustenta que a taxa não constitui um imposto tradicional e que os tribunais têm pouca margem para questionar a autoridade do presidente em restringir a entrada de pessoas no país. Em meio às medidas mais amplas de restrição à imigração adotadas por Trump, os empregadores solicitaram cerca de 344.000 vistos H-1B no ano passado — uma queda de mais de 25% em relação a 2024 e menos da metade dos 794.000 vistos solicitados em 2023, segundo dados do Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS). O governo Trump também determinou uma análise mais rigorosa dos candidatos ao visto H-1B e propôs um novo processo de seleção que privilegiaria trabalhadores mais qualificados e com salários mais altos. No início de agosto, em uma norma separada, o Departamento de Segurança Interna estabeleceu taxas de até US$ 4.500 para solicitações de extensão de permanência de trabalhadores com visto H-1B ou para a transferência de funcionários sediados em outros países para os Estados Unidos.