Técnica morta após ser atingida por caminhonete de filha de capitão trabalhava há 9 anos na maternidade: 'Querida por todos'

Guia Modelo Escrito em 30/03/2026


MP pede investigação de PM que não acionou perícia e liberou filha de capitão em acidente A técnica de enfermagem Patrícia Melo da Silva, de 53 anos, que morreu após a moto em que estava ser atingida por uma caminhonete dirigida pela estudante Amanda Kathryn Monteiro de Souza, de 19 anos, era mãe de quatro filhos e avó de três crianças. Ela trabalhava há cerca de 9 anos na Maternidade Nossa Senhora de Nazareth. Patrícia é natural de Belém, no Pará, e atuava como técnica há 18 anos. Nesse período, ela passou por dois hospitais particulares da cidade, e tomou posse no concurso estadual em 2017. Segundo a família, a técnica deixou um legado marcado pela fé, generosidade e dedicação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp "Entre colegas e pacientes, era reconhecida pela excelência e pela doçura no trato com os recém-nascidos e com os companheiros de trabalho. A saudade é profunda, mas a gratidão por sua existência é eterna", disseram os filhos. Técnica de enfermagem Patricia Melo da Silva. Arquivo 'Saudade é diária' Patrícia fez questão de que os filhos, Agnus, de 38 anos, Ananda, de 35, Aline, de 37, e Aarão, de 33, se formassem em universidades federais e hoje, cada um tem uma profissão. Para Aline, a "saudade é diária". A servidora pública conta que a mãe gostava de vê-los reunidos. "A maior saudade que eu tenho da minha mãe é o acolhimento, minha mãe era muito acolhedora. Então, toda vez que a gente chegava na casa dela, ela reunia a gente na mesa, servia alguma coisa, conversava". Agnus mora em em Manaus, no Amazonas. Segundo o engenheiro, havia falado com a mãe horas antes do acidente sobre vir para Boa Vista morar com ela e lidar com a perda repentina "está sendo muito difícil" para ele. "Confio na justiça para que essa tragédia não passe em branco, e que todos os envolvidos sejam punidos, para que isso sirva de exemplo e não haja impunidade". Acidente na Ville Roy O acidente ocorreu no dia 4 de fevereiro deste ano, na avenida Ville Roy. Segundo os depoimentos, a motorista, Amanda, afirmou aos policiais que era "filha de capitão da polícia", o que teria levado a equipe da Polícia Militar a alterar a cena do crime, não acionar a perícia e liberá-la sem o teste do bafômetro. Uma delas disse ainda que, após a frase, os agentes mudaram de postura. "Um policial olhou para a cara do outro e pouco depois um virou de costas e passou a mexer no telefone celular". A testemunha ainda relatou ter visto Amanda fazer uma videochamada para uma tia no local. Segundo o depoimento, Amanda disse à tia que havia bebido, mas que tinha sido cedo. A testemunha disse que achou que o teste do bafômetro iria ser solicitado naquele momento, mas isso não aconteceu. No boletim de ocorrência, a guarnição registrou que a perícia não foi acionada porque os veículos já haviam sido removidos do local. Em depoimento, o cabo afirmou que considerou “não ser necessário” acionar a perícia no local. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.