PF conclui inquérito e pede denúncia de 7 desembargadores por venda de sentenças, em MS Arquivo A Polícia Federal (PF) concluiu o relatório da Operação Ultima Ratio e apontou um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). A PF pediu ao Ministério Público Federal (MPF) a denúncia de sete desembargadores, suspeitos de usar os gabinetes como balcões para negociar decisões judiciais. ➡️🔎A Operação Ultima Ratio foi deflagrada pela PF em outubro de 2024 para investigar indícios de venda de sentenças no TJMS. À época, desembargadores foram afastados das funções. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações financeiras atípicas dos magistrados. Em um dos cumprimentos de mandados, foram encontrados na casa de um desembargador quase de R$ 3 milhões em espécie. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O g1 teve acesso ao inquérito da PF que detalha provas de negociações ilícitas em processos envolvendo disputas de terras e execuções financeiras, destacando o papel de filhos de magistrados como intermediários e a movimentação de milhões de reais em espécie para ocultar o rastro das propinas. A PF sugeriu ao MPF a denúncia dos seguintes desembargadores do TJMS por corrupção passiva e/ou lavagem de dinheiro: Sideni Soncini Pimentel Vladimir Abreu da Silva Julio Roberto Siqueira Cardoso Alexandre Aguiar Bastos Sergio Fernandes Martins Divoncir Schreiner Maran Marcos José de Brito Rodrigues O g1 tenta contato com as defesas de todos os desembargadores suspeitos de vendas de sentenças. A assessoria de comunicação do TJMS também foi questionada sobre a finalização do inquérito. Até a última atualização desta reportagem, nenhum retorno foi enviado. O relatório da PF foi concluído no fim de março deste ano e foi assinado pelo delegado Marcos André Araújo Damato. Dinheiro foi apreendido na casa de desembargador à época da operação. Reprodução Pedidos de indiciamentos Com mais de 700 páginas, o relatório da PF reúne provas e elementos colhidos na Operação Ultima Ratio. Entre eles, documentos, conversas de WhatsApp, depósitos bancários e detalhes de como magistrados atuavam com advogados e familiares, usando grandes quantias em dinheiro vivo para ocultar pagamentos. O relatório conclui que houve a venda de sentenças em diversos processos envolvendo disputas de terras e execuções financeiras vultosas. Os casos específicos incluem a relação dos advogados com quatro fazendas em Mato Grosso do Sul: Fazenda Santo Antônio (Corumbá-MS) Fazenda Vai Quem Quer (Corumbá-MS) Fazenda Paulicéia (Maracaju-MS) Fazendas Montanha e San Diego Segundo a PF, o relatório detalha como magistrados, com a intermediação de seus filhos e advogados influentes, comercializavam votos em processos milionários relacionados a disputas de terras. O inquérito detalha que as sentenças eram tratadas como mercadorias, chegando a ignorar preclusões e provas periciais para favorecer compradores de decisões em troca de propinas. Além da corrupção passiva, a PF identificou a prática de crimes de lavagem de dinheiro em imóveis na Bahia, extorsão armada, falsificação de escrituras públicas e a formação de uma organização criminosa estruturada para manter o proveito dos ilícitos O g1 questionou o MPF sobre o pedido de denúncia da Polícia Federal, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. Situações dos desembargadores À época da operação, cinco desembargadores foram afastados das funções e passaram a usar tornozeleira eletrônica, mas conseguiram na Justiça o direito de retirar os aparelhos. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, determinou o retorno de Sérgio Fernandes Martins ao cargo em dezembro de 2024. Já Vladimir Abreu da Silva, Marcos José de Brito Rodrigues e Alexandre Aguiar Bastos seguem afastados por decisão do CNJ. Julio Roberto Siqueira Cardoso já estava aposentado quando a operação foi deflagrada. Divoncir Schreiner Maran foi aposentado compulsoriamente pelo CNJ após conceder prisão domiciliar a um condenado por tráfico. O TJMS concedeu, em outubro de 2025, a aposentadoria voluntária ao desembargador Sideni Soncini Pimentel. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
PF conclui inquérito e pede denúncia de 7 desembargadores por venda de sentenças no TJMS
Guia Modelo Escrito em 16/04/2026
PF conclui inquérito e pede denúncia de 7 desembargadores por venda de sentenças, em MS Arquivo A Polícia Federal (PF) concluiu o relatório da Operação Ultima Ratio e apontou um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). A PF pediu ao Ministério Público Federal (MPF) a denúncia de sete desembargadores, suspeitos de usar os gabinetes como balcões para negociar decisões judiciais. ➡️🔎A Operação Ultima Ratio foi deflagrada pela PF em outubro de 2024 para investigar indícios de venda de sentenças no TJMS. À época, desembargadores foram afastados das funções. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações financeiras atípicas dos magistrados. Em um dos cumprimentos de mandados, foram encontrados na casa de um desembargador quase de R$ 3 milhões em espécie. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O g1 teve acesso ao inquérito da PF que detalha provas de negociações ilícitas em processos envolvendo disputas de terras e execuções financeiras, destacando o papel de filhos de magistrados como intermediários e a movimentação de milhões de reais em espécie para ocultar o rastro das propinas. A PF sugeriu ao MPF a denúncia dos seguintes desembargadores do TJMS por corrupção passiva e/ou lavagem de dinheiro: Sideni Soncini Pimentel Vladimir Abreu da Silva Julio Roberto Siqueira Cardoso Alexandre Aguiar Bastos Sergio Fernandes Martins Divoncir Schreiner Maran Marcos José de Brito Rodrigues O g1 tenta contato com as defesas de todos os desembargadores suspeitos de vendas de sentenças. A assessoria de comunicação do TJMS também foi questionada sobre a finalização do inquérito. Até a última atualização desta reportagem, nenhum retorno foi enviado. O relatório da PF foi concluído no fim de março deste ano e foi assinado pelo delegado Marcos André Araújo Damato. Dinheiro foi apreendido na casa de desembargador à época da operação. Reprodução Pedidos de indiciamentos Com mais de 700 páginas, o relatório da PF reúne provas e elementos colhidos na Operação Ultima Ratio. Entre eles, documentos, conversas de WhatsApp, depósitos bancários e detalhes de como magistrados atuavam com advogados e familiares, usando grandes quantias em dinheiro vivo para ocultar pagamentos. O relatório conclui que houve a venda de sentenças em diversos processos envolvendo disputas de terras e execuções financeiras vultosas. Os casos específicos incluem a relação dos advogados com quatro fazendas em Mato Grosso do Sul: Fazenda Santo Antônio (Corumbá-MS) Fazenda Vai Quem Quer (Corumbá-MS) Fazenda Paulicéia (Maracaju-MS) Fazendas Montanha e San Diego Segundo a PF, o relatório detalha como magistrados, com a intermediação de seus filhos e advogados influentes, comercializavam votos em processos milionários relacionados a disputas de terras. O inquérito detalha que as sentenças eram tratadas como mercadorias, chegando a ignorar preclusões e provas periciais para favorecer compradores de decisões em troca de propinas. Além da corrupção passiva, a PF identificou a prática de crimes de lavagem de dinheiro em imóveis na Bahia, extorsão armada, falsificação de escrituras públicas e a formação de uma organização criminosa estruturada para manter o proveito dos ilícitos O g1 questionou o MPF sobre o pedido de denúncia da Polícia Federal, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. Situações dos desembargadores À época da operação, cinco desembargadores foram afastados das funções e passaram a usar tornozeleira eletrônica, mas conseguiram na Justiça o direito de retirar os aparelhos. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, determinou o retorno de Sérgio Fernandes Martins ao cargo em dezembro de 2024. Já Vladimir Abreu da Silva, Marcos José de Brito Rodrigues e Alexandre Aguiar Bastos seguem afastados por decisão do CNJ. Julio Roberto Siqueira Cardoso já estava aposentado quando a operação foi deflagrada. Divoncir Schreiner Maran foi aposentado compulsoriamente pelo CNJ após conceder prisão domiciliar a um condenado por tráfico. O TJMS concedeu, em outubro de 2025, a aposentadoria voluntária ao desembargador Sideni Soncini Pimentel. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: