Nunes Marques libera vídeos de Flávio Bolsonaro que associam Lula a Moraes e Lulinha ao Careca do INSS

Guia Modelo Escrito em 07/10/2026


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, manteve propagandas da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL) que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à crise do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e ao endividamento das famílias. As peças também afirmam que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, fez pagamentos a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista. Para Nunes Marques, as críticas estão dentro do debate eleitoral, e não cabe à Justiça Eleitoral definir qual interpretação política deve prevalecer sobre acontecimentos submetidos ao debate público. Os casos chegaram ao TSE após questionamentos da campanha à reeleição do presidente Lula (leia mais abaixo). Valdo: Flávio Bolsonaro foi aconselhado a 'baixar o tom' A defesa do petista pediu direito de resposta contra um vídeo de Flávio Bolsonaro que afirma que o atual governo teria criado um “desequilíbrio institucional” e decidido “governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei”, além de integrar um “sistema apodrecido”. A propaganda ainda diz que o presidente da República teria “dividido seu poder com Alexandre de Moraes”. O PT argumentou ao TSE que essas afirmações constroem artificialmente uma relação de coalizão política entre o presidente da República e um integrante do Supremo “sem indicação de competência presidencial que tenha sido transferida, compartilhada ou exercida pelo ministro Alexandre de Moraes”. Na decisão, Nunes Marques discordou do PT e destacou que a atuação do Supremo e de seus integrantes ocupa atualmente espaço relevante no debate público e é objeto de ampla cobertura jornalística. O ministro do STF Kassio Nunes Marques se declarou impedido de votar na sessão que analisa se o Supremo vai investigar o ministro Alexandre de Moraes Rosinei Coutinho/STF Outro vídeo A campanha de Lula também acionou o TSE contra vídeos que atribuem ao presidente a situação econômica das famílias, citando a inflação e o endividamento da população. A ação também questionou o impulsionamento das peças. Em um dos vídeos, a campanha de Flávio Bolsonaro compara declarações de Lula sobre a picanha. O presidente do TSE destacou que as declarações exibidas eram autênticas e capazes de sustentar a leitura crítica. Outra reclamação envolve peças da campanha de Flávio Bolsonaro que afirmam que Lula teria tentado interferir nas investigações contra o filho e que Fábio Luís receberia pagamentos mensais do Careca do INSS, apontado pela Polícia Federal como um dos principais responsáveis pelos desvios de aposentadorias e pensões investigados na Operação Sem Desconto. Nunes Marques disse que não é possível concluir que as peças questionadas tragam afirmações flagrantemente inverídicas ou descontextualizadas, tampouco ofensa pessoal grave capaz de justificar o direito de resposta.