Dois jovens presos e o menor apreendido por estupro coletivo em Copacabana são investigados em outros 2 inquéritos; entenda

Guia Modelo Escrito em 15/03/2026


Suspeitos de estupro coletivo em Copacabana Reprodução/Fantástico A 12ª DP (Copacabana) investiga se dois dos quatro jovens presos e o menor apreendido no caso de estupro coletivo em Copacabana têm ligação com outras duas denúncias de crimes sexuais. Os casos vieram à tona depois da primeira queixa, feita por uma aluna do Colégio Pedro II. Segundo a polícia, os agentes fazem diligências e aguardam ouvir a vítima da segunda denúncia registrada na delegacia, referente a um caso ocorrido em 2023. Na época, a adolescente tinha 14 anos. Em outro episódio, de outubro de 2025, uma testemunha já prestou depoimento. A polícia também aguarda a quebra de sigilo telemático dos investigados para tentar obter mais provas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça São réus na Justiça pelo crime em Copacabana: Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos Vítimas fazem novas denúncias contra réus por estupro coletivo O adolescente apreendido é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro. Por se tratar de um menor, a identidade não foi divulgada. Ele está em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). A Polícia Civil pediu ao Colégio Pedro II que envie à 12ª DP os procedimentos administrativos envolvendo dois alunos da instituição: Vitor Hugo Simonin e o adolescente apreendido no caso. Entenda abaixo quais são os casos investigados: Apartamento no Maracanã, em 2023 Suspeitos de estupro coletivo no Rio são acusados por outra menor pelo mesmo crime Mattheus e o menor são acusados de cometer um crime semelhante ao caso de Copacabana. Neste caso, a situação aconteceu em um apartamento no Maracanã, na Zona Norte. O crime, segundo a denúncia, ocorreu em agosto de 2023. O registro na delegacia só foi feito pela mãe da menor no dia 2 de março, após o caso de Copacabana ser revelado. A 12ª DP investiga o caso. "Achavam que o prazer deles importava mais do que o trauma delas", disse a mãe da vítima, em entrevista à GloboNews. A menina tinha 14 anos na época dos fatos. Hoje com 17, ela contou aos investigadores que mantinha um relacionamento com um dos envolvidos — o único menor de idade apontado no caso — que também é citado como participante do estupro coletivo já investigado. Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana Reprodução A adolescente relatou que foi convidada a ir até a casa de Mattheus. A vítima alegou que foi forçada a ficar no cômodo, levou socos e chutes e obrigada a fazer sexo com ele, o menor e uma terceira pessoa — um adulto ainda não identificado. A defesa do menor disse que não pode comentar o caso de 2023 porque o processo está em segredo de justiça. Mas afirmou ao g1 que solicitou uma cópia do procedimento para reavaliar a situação. O g1 procurou a defesa de Mattheus para comentar a denúncia de 2023, mas não obteve resposta. Sobre o caso envolvendo a jovem em Copacabana, os advogados afirmaram que foram divulgados trechos parciais de vídeos relacionados ao episódio. Segundo a defesa, mensagens trocadas por aplicativo indicariam que a menor de idade sabia da presença de outras pessoas no apartamento. A defesa também afirmou que o inquérito foi concluído em cinco dias, sem que Mattheus e os demais investigados tivessem a oportunidade de prestar esclarecimentos. Festa no Humaitá, outubro de 2025 Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, acusado de estupro coletivo contra adolescente, chegou na 12ªDP (Copacabana) acompanhado do seu advogado. Reprodução Vitor Hugo Oliveira Simonin é investigado por um caso de estupro que teria ocorrido durante uma festa de alunos do Colégio Pedro II no Humaitá, na Zona Sul, nas proximidades da escola. Segundo a denúncia, o episódio teria acontecido durante uma festa junina em um salão de festas do bairro, onde Vitor Hugo e a vítima estavam. “Essa festa foi no Humaitá, não foi no interior do colégio. Havia o segundo andar lá no local e ele teria levado essa vítima até o segundo andar e lá teria praticado crime”, disse o delegado Ângelo Lages, no dia em que o caso foi registrado. Em entrevista ao Fantástico, a vítima disse que estava beijando Vitor Hugo durante a festa quando foi obrigada a praticar sexo oral nele. "Teve uma hora que ele pediu pra eu praticar sexo oral nele. Eu disse que não ia fazer aquilo, muito menos ali, e ele continuou tentando forçar minha cabeça para baixo. Minhas pernas meio que cederam, ele meio que forçou e começou a forçar sexo oral nele." "Quando eu consegui finalmente levantar, tive força pra levantar do chão, apareceu um segurança e eu consegui voltar para a festa", relatou a jovem, que afirmou só ter percebido que tinha sido vítima de um crime após a divulgação do caso de Copacabana. A vítima afirmou que encontrou uma amiga logo após o ocorrido e contou o que tinha acontecido, chorando muito. A amiga já foi ouvida pela polícia como testemunha. Procurada, a defesa de Vitor Hugo não se manifestou até a publicação desta reportagem. Delegado diz que mais uma jovem diz ter sido estuprada por réu por ataque em Copacabana